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5
Nov

Cobertura atrasada do Nokia Camp 2009

Nokia Camp 2009 - Eu fui!Aconteceu faz uns dias já (24 de Outubro de 2009) o Nokia Camp 2009. Muita gente bacana blogou a respeito, e como nós do Free Bird estivemos lá, não poderíamos deixar passar em branco. O post saiu tarde porque o tempo para escrever anda minguando e tive poucas oportunidades durante esses dias todos para andar com o post. Mas vamos lá.

Pela primeira vez o Free Bird estava presente para cobrir um evento. Depois de várias coberturas a distância (Nokia World 2009, lançamento do HTC Magic, Maemo Summit 2009), finalmente fomos convidados (se é que podemos dizer isso, já que pedimos convites :-)) para participar de um evento. E não foi um evento qualquer: foi o maior evento da Nokia em terras brasileiras esse ano. Eu fui! É mesmo, eu estava lá! \o/

O evento aconteceu no Espaço Wynn, um lugar muito bacaba e que estava muito bem decorado e organizado para o evento. O Espaço fica no World Trade Center brasileiro #medo, que fica no Novo Broklin, em São Paulo (que todos vocês sabem onde fica. Espero).

Nokia Camp 2009 antes da ocupação (foto de fmigro, compartilhada no twitpic)

Nokia Camp 2009 antes da ocupação (foto de fmigro, compartilhada no twitpic)

O evento está na segunda edição e contou com a presença de 50 pessoas influentes em mídias sociais, como blogueiros e twitteiros ilustres e/ou famosos, além de mais 200 pessoas envolvidas com a Nokia de alguma maneira, como os Gurus, moderadores de fóruns, blogueiros não tão famosos ou ilustres e os anões da blogosfera, gente como nós do Free Bird.

O objetivo do evento era fortalecer a relação existente entre a Nokia e os “formadores de opinião” em mídias sociais no Brasil. E fazer muito marketing da empresa finlandesa, é óbvio.

“Ideias em convergência”. O tema do evento não podia ser diferente. Num ano em que a Nokia começa a marcar território não apenas como fabricante de aparelhos mas também como prestadora de serviços de entretenimento digital (em inúmeras frentes convergentes), em que transforma um computador num celular (ou o contrário, que seja), convergência é o que a alma da empresa mais irradia no momento. E foi num ambiente catalítico que o evento aconteceu.

Para iniciar, o evento foi dividido em várias subáreas temáticas. Messaging, música, apps, mapas, foto e vídeo eram as áreas relacionadas aos serviços oferecidos pela marca, além de uma área denominada Praça de Convergência, onde aconteceram as apresentações que tomaram a atenção de todos os participantes, e a área de debates.

Áreas do Nokia Camp 2009: (1) Messaging, (2) Música, (3) Apps, (4) Mapas, (5) Vídeo/Foto, (6) Praça de convergência, (7) Debates, (8) Credenciamento, (9) Entrada, (10) Toaletes

Áreas do Nokia Camp 2009: (1) Messaging, (2) Música, (3) Apps, (4) Mapas, (5) Vídeo/Foto, (6) Praça de convergência, (7) Debates, (8) Credenciamento, (9) Entrada, (10) Toaletes

Pekka Somerto no Nokia Camp 2009

Pekka Somerto no Nokia Camp 2009

O evento começou na área de debates com Pekka Somerto, Vice Presidente global de vendas e Marketing digital da Nokia. Nessa parte do evento só os super blogueiros estiveram presentes, então mais uma vez vou ter que transcrever o que foi possível encontrar de informação.

Já disse que a empresa finlandesa está diversificando seu mercado, mas com algumas das falas do Sr. Somerto, os motivos pelos quais a empresa está tomando esse posicionamento emergem.

A Nokia está sentindo as mudanças do mercado e sentindo a necessidade de se adaptar. Afinal, as chinesas andam fazendo hardware muito barato. Em alguns casos até bem. (Há controvérsias. Fato.) Se manter exclusivamente nesse mercado seria suicídio.

Com seu clássico slogan, “Connecting People“, a Nokia pretendia oferecer dispositivos móveis que pudessem conectar as pessoas. Durante muito tempo, isso era suficiente. Mas já não é mais. Hoje, por meio dos serviços oferecidos, a Nokia tenta conectar “pessoas, lugares e o tempo”. Só não sei se “Connecting People, Places and Time” será um bom novo slogan :-).

Contexto é a palavra da vez. (E isso me deixa feliz, já que faz dois anos que invisto meu tempo nisso, para desenvolver minha pesquisa.) O  desenvolvimento de aplicações sensíveis ao contexto – tentando simplificar ao máximo, aplicações que sabem para que estão sendo usadas, utilizando informações da situação do usuário – deve ser um dos grandes focos da empresa para os próximos anos.

Ovi by NokiaE nesse ponto a porta (em finlandês, Ovi) aparece. Nesse mundo cada vez mais conectado vislumbrado pela Nokia, Ovi é o agente integrador, provendo as soluções e serviços necessários. Para que esses serviços não ficarem perdidos, espalhados, como acontece hoje era a até pouco tempo, Ovi vem ser a porta de entrada, unificando todas as soluções oferecidas pela empresa em uma única plataforma. E a porta, digo Ovi, está aberta.

Dentre todos os serviços oferecidos, foi dado destaque para dois grandes nomes: a loja de games (extinto N-Gage) e de músicas. “Comes With Music é uma revolução no mundo da música”, diz Pekka Somerto. E realmente é. Oferece música “dentro da lei” pelo preço mais barato do mercado, agradando alguns usuários e gravadoras. Outra frase marcante do Sr. Somerto foi sobre os games vendidos pela Nokia: “A melhor experiência em games de dispositivos móveis”. Essa já não dá para confirmar com tanta certeza. Talvez ele tenha dito isso porque você pode baixar demos dos jogos antes de comprá-los.

E isso era o que Pekka tinha a dizer. Acabada a sua apresentação, iniciou-se uma longa seção de perguntas. Rolaram perguntas sobre Nokia Maps, sobre Nokia Money, Maemo, Symbian e a possível substituição do Symbian pelo Maemo (que não acontecerá), sobre Netbooks, sobre Opensource (argh! Porque não Free Software?). Parece ter sido muito boa. Mas as pessoas já estavam dispersas.

Logo antes (ou logo no começo, isso não ficou muito claro para mim) da seção de perguntas, Pekka Somerto retirou um N900 do bolso, o que deixou os participantes da conversa num frisson absurdo. E como não podia ser diferente, todo mundo que estava lá ficou babando no aparelho. Muita gente tentou tirar foto. Teve até dizeres de exclusividade, sendo que o Free Bird tinha publicado o review do N900 no dia anterior ao evento. (Yaay! \o/ Uhu! :D)

Pekka Somerto tira o N900 do bolso. E a multidão avança (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no Flickr oficial da Nokia Brasil)

Pekka Somerto tira o N900 do bolso. E a multidão avança (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no Flickr oficial da Nokia Brasil)

Todo mundo querendo uma foto do N900 (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no Flickr oficial da Nokia Brasil)

Todo mundo querendo uma foto do N900 (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no Flickr oficial da Nokia Brasil)

E nesse rebuliço causado pelo N900, a parte da manhã, fechada para super blogueiros, terminou. O resumo da parte da manhã, por Cris Dias, foi bastante pertinente: “Chupa Apple”. Não que a Nokia esteja a ponto de desbancar a concorrente, mas as armas estão em posição de ataque. E bem carregadas. :-)

Entre a parte da manhã e a aberta aos outros 200 participantes do evento, rolou um almoço até onde sei por conta da Nokia para os 50 supers. Nesse ponto, estávamos chegando.

Hora do Rango - Galerinha de peso na fila (foto do Javsmo, compartilhada via twitpic)

Hora do Rango - Galerinha de peso na fila (foto do Javsmo, compartilhada via twitpic)

A propósito, chegamos no evento graças à Carol, que nos guiou em parte do caminho de metrôs e trens até o evento. Muito obrigado pela ajuda e companhia Carol! Enquanto não chegávamos, para passar o tempo, ela tirou fotos e conversou com a Thanuci, que me acompanhou. O Vegetando ficou vegetando. E eu montando meu “cubo mágico”.

Eu e meu Rubik's Cube na ida ao Nokia Camp 2009 (foto da Maria Carol, compartilhada no flickr)

Eu e meu Rubik's Cube na ida ao Nokia Camp 2009 (foto da Maria Carol, compartilhada no flickr)

De volta ao evento. Na segunda parte do evento, que contou com nossa inútil presença, aconteceram painéis, discussões e muito bate-papo (de verdade, não em salas de chat) entre os participantes. Estava lotado, com gente interessada em todas as áreas, principalmente no balcão de comida de graça.

Tiramos muitas fotos, que podem ser encontradas no meu flickr e no flickr do Vegetando. Mas muita gente tirou fotos lá. As fotos que vi de outras pessoas ficaram fantásticas. Não percam a oportunidade de olhar por aí.

Na área de Apps, Rodrigo Toledo e vários pares da comunidade Nokia trataram de assuntos ligados a desenvolvimento e correlatos. Em todas as oportunidades que passei por essa área, não encontrei espaço para sentar. Em alguma fiquei de pé mesmo. Em uma delas cansei e sentei na beiradinha de um dos itens da decoração. Mas sentar nos banquinhos não rolou.

Galera esperando mais um painel na área de apps começar (a cabeça atrapalhando a foto é do Vegetando)

Galera esperando mais um painel na área de apps começar (a cabeça atrapalhando a foto é do Vegetando)

Outro ponto bastante disputado foi a área de foto e vídeo, que contou com oficinas sobre fotografia, vídeos e mais um monte de coisa que eu não consegui acompanhar. Afinal, eu não conseguiria estar em todas as áreas ao mesmo tempo :-).

Na área de mapas, não estava rolando nada que eu tenha assistido acompanhado. Mas estavam oferecendo passeios de carro por São Paulo (o que até aqui não parece nada convidativo) para conhecer como a Nokia e Navteq (que é da Nokia) geram os mapas do Nokia Maps. O passeio parece ter sido muito interessante, porque todas as pessoas com quem conversei a respeito só falaram bem. E uma dúvida de algumas pessoas que foi tirada lá: Nokia Maps será gratuito.

A área de música era outra que sempre tinha gente de pé. Aconteceram painéis sobre música, mashups, Comes With Music, industria da Música, DRM e vários outros assuntos que permeiam o meio musical. Foi uma das áreas em que fiquei pouco, mas nos poucos momentos em que estive lá, ou fiquei sabendo de coisas interessantíssimas, ou vi um debate aberto e limpo. Também ouviu-se uma baita besteira, mas como foi só uma, deixa para lá.

Área de música. O careca não é o Tas.

Área de música. O careca não é o Tas.

A área maior e mais ao fundo era onde estava o pessoal do Nokia Messaging. Lá, duas garotas muito simpáticas estavam contando aos participantes do evento o que o serviço tem de bom, tentando convencer a quem ali passasse a cria uma conta no Ovi Mail (e ela me convenceu) e recebendo muito abertamente feedback sobre o serviço. Digo isso porque falei sem parar, durante 5 minutos (talvez mais) sobre o que eu vi de bom e o que vi de ruim no serviço, e percebi que ela estava fazendo uma compilação mental de cada observação minha. (Por sinal, desde o dia do evento estamos tentando achá-la para tratar de assuntos do blog, e nada. Se você conhecer, contate-nos por favor :-)).

Eu conversando com uma das garotas do Messaging. Listei várias características positicas e negativas nessa conversa aí.

Eu conversando com uma das garotas do Messaging. Listei várias características positicas e negativas nessa conversa aí.

Garotas muito simáticas do Messaging. A procurada é a da esquerda. (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no flickr oficial da Nokia Brasil)

Garotas muito simáticas do Messaging. A procurada é a da esquerda. (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no flickr oficial da Nokia Brasil)

Na área do Nokia Messaging haviam vários Nokia N97 para degustação. Eu e Vegetando não perdemos a oportunidade de testá-lo para ter as primeiras impressões enquanto não conseguimos um aparelho para fazer um review. Mas vamos guardar nossas observações sobre ele para o review. Aguardem! :-)

Foto que o Vegetando tirou com o Nokia 5800 da foto que ele tinha tirado com o Nokia N97 (a da TV). Ele me pegou de surpresa nessa. Pena não ter conseguido copiar a foto tirada pelo N97.

Foto que o Vegetando tirou com o Nokia 5800 da foto que ele tinha tirado com o Nokia N97 (a da TV). Ele me pegou de surpresa nessa. Pena não ter conseguido copiar a foto tirada pelo N97.

Na área de debates, durante a tarde toda Mona Dorf (que devia ser a única pessoa no evento que não sabia que o Jonny Ken era o criador do migre.me) mediou debates sobre inúmeros assuntos. Em todas as oportunidade que passei por ali, haviam pessoas diferentes sentadas no palco, e sempre tratando de assuntos completamente diferentes. Passou de tudo por ali: blogueiros famosos, blogueiros de tecnologia móvel (e algum que não tinham nenhuma relação com tecnologia), pessoas que estavam na platéia e que queriam participar (apesar de um amigo ter sido convidado a subir e depois a descer sem ter a chance de falar), ou, de maneira resumida, parte significativa das pessoas que perambularam pelo evento.

Debate sobre empreendedorismo e várias coisas afins. Mais um momento 'Larga o microfone Jonny'.

Debate sobre empreendedorismo e várias coisas afins. Mais um momento 'Larga o microfone Jonny'.

Depois da seção de painéis, Danilo Gentili, que chegou atrasado, fez uma apresentação, que teoricamente era um stand-up. Conversando com pessoas que curtem stand-up e já foram em várias apresentações, cheguei à conclusão que aquilo não foi um. E se foi, foi um dos piores. de qualquer maneira, foi bem ruim, e isso resume a apresentação toda dele.

Danilo Gentili em seu "stand-up"

Danilo Gentili em seu "stand-up"

O QR code perdido.

O QR code perdido.

Ao fim da apresentação do Gentili, aconteceu caça ao QR code. O pessoal da organização escondeu 10 QR codes pelo local do evento. E a primeira pessoa a chegar em um determinado ponto (ao lado do palco da apresentação do Gentili, para ser mais específico) com o conteúdo revelado por cada um deles, ganharia um Bluetooth Headset da Nokia. Foi um momento muito divertido para o grupo em que estávamos reunidos (eu, Thanuci, Vegetando, Carol e Jonny Ken), pois juntos conseguimos encontrar 6 dos 10 QR codes em pouquíssimo tempo. Perdemos um deles, porque o Vegetando não tinha entendido o funcionamento da brincadeira e acabou mostrando para outra pessoa um dos que ele achou. Mas no fim, não fez diferença: conseguimos ainda 1 headset para cada um. \o/

Logo depois, DJ Bruno E. e Patrícia Marx fizeram uma apresentação relâmpago. A galera curtiu bastante o som dela, que eu nunca tinha ouvido. Até eu que não curto muito o estilo achei bacaninha.

Patrícia Marx e Bruno E. no finzinho do Nokia Camp 2009 (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no flickr oficial da Nokia Brasil)

Patrícia Marx e Bruno E. no finzinho do Nokia Camp 2009 (foto de Silvio Tanaka, compartilhada no flickr oficial da Nokia Brasil)

Por fim, para encerrar o evento, rolou um coquetel cheio de hamburguinhos, pasteizinhos, salgadinhos e toda a sorte de coisinhas em miniatura que todo mundo menos o Vegetando gosta. Foi um fim de evento excelente, muita conversa, troca de figurinhas e cartões de visita.

Eu queria ter feito mais lá, mas a limitação de tempo não deixou. Mas isso não foi um problema: conhecemos muita gente legal, como o José Antonio “Javsmo” do NokiaBR, vimos pessoas que considerávamos intocáveis e revimos grandes amigos.

No geral, foi um evento excelente, que superou completamente minhas espectativas. Aproveitamos cada segundo lá. Somando a oportunidade de conhecer pessoas tão legais e influentes, de conversar com tantos amigos, de trocar ideias e experiências com o pessoal de lá, de correr atrás de QR codes como se fossem ouro só pela brincadeira e de gastar todas as nossas energia em algo tão bacana, o evento foi um sucesso. Porque outra alternativa não existia.

O Nokia Camp 2009 se foi. Que venha o Nokia Camp 2010!

13
Oct

Maemo Summit 2009 – Dia 3

Maemo Summit 2009

Maemo Summit 2009

Terceiro e último dia do Maemo Summit. Segundo dia de evento organizado pela comunidade. Muita coisa rolou, desde repetecos aprofundados dos outros dois dias a apresentação de material novo e surpreendente.

Sala principal do Maemo Summit - garanto que os participantes vão sentir saudade dela (foto de henribergius, compartilhada no flickr pela Creative Commons)

Sala principal do Maemo Summit - garanto que os participantes vão sentir saudade dela (foto de henribergius, compartilhada no flickr pela Creative Commons)

Mas antes de mais nada, um esclarecimento. Se comparado com os outros dois dias, a quantidade de informação produzida colaborativamente foi bem pequena. Mas isso tem uma explicação simples: todo mundo estava cansado. Também pudera! Desde sexta-feira 8 de Outubro, a vida tem sido intensa para toda essa galera.

Por conta disso, o dia começou atrasado para muitos dos participantes do Maemo Summit. Relatos desse tipo não faltaram. Várias pessoas perderam o começo do dia de evento.

As primeiras apresentações e demos do dia foram das grandes aplicações da comunidade. eCoach foi a primeira, mas nada do que foi relatado lá parecia novo. Tracking via GPS, monitoramento de batimentos cardíacos via bluetooth.

Na sequência, foi apresentado o Mauku 2.0, nova versão do cliente twitter mais conhecido do Maemo. Algumas novidades foram apresentadas, como um novo backend que permite adição de novos serviços de microblogging. Já há suporte para Twitter, Jaiku (que eram os já presentes), Qaiku e identi.ca. Mas também vimos alguns relatos de que ainda há o que melhorar, e que o Maemo ainda precisa de e merece um bom cliente Twitter.

O último demo a ser apresentado foi sobre o osm2go, um aplicativo para visualizar e editar conteúdo do OpenStreetMap. OpenStreetMap é a “Wikipédia dos mapas”: qualquer pessoa pode editar e visualizar mapas de lá. O osm2go é um ótimo aplicativo para que qualquer um possa contribuir. Com certeza o melhor aplicativo demonstrado nessa sessão na minha opinião e também na dos presentes. Muita gente elogiou.

Outro demos foram apresentados também, entre eles o liqbase, um “playground gráfico para Maemo” e o OMWeather, widget de clima. Nada de muito relevante foi comentado no twitter, no entanto.

Algumas das estrelas do Fremantle - eCoach, Mauku 2.0 e OMWeather (imagens do Maemo Select)

Algumas das estrelas do Fremantle - eCoach, Mauku 2.0 e OMWeather (imagens do Maemo Select)

Das 15 apresentações da manhã, 4 merecem destaque. Iniciando pela primeira apresentação da sala N900, Maemo Browser for power users. Nessa apresentação foram expostos alguns pontos chave do navegador desenvolvido para o Maemo 5. Para um melhor suporte aos padrões da Web, a engine Gecko, da Mozilla (engine do Firefox), foi a escolhida. Desempenho foi um dos pontos mais martelados no desenvolvimento do navegador, que é bastante rápido. Outro ponto forte, mas esse já não é novidade, é que a navegação sem horizontal scrolling, já que a resolução da tela é 800×480 pixels e o navegador tem suporte a tela cheia, como nos dispositivos antecessores. Além disso, o browser suporta algumas gestures, como zoom “na manivela” (veja vídeo) e outras tantas maravilhas.

Para uma experiência igual a do desktop, uma coisa não poderia faltar: Flash. E para alegria de todos, o suporte a Flash no browser padrão do Maemo 5 é completo! Outra coisa importante para qualquer browser dissidente do Firefox é o suporte a addons, e novamente o navegador corresponde! O suporte a extensões é igual ao suporte no Firefox, mas para usar extensões, elas terão que ser portadas.

Outra apresentação que merece ser comentada pela polêmica gerada foi sobre a nova plataforma de segurança do Maemo: Maemo Platform Security: Principles and Concepts. Foram apresentados diversos mecanismos e técnicas utilizados para proteger a plataforma de software como um todo. Sendo mais específico, as preocupações com segurança são:

  • Proteção a privacidade (Privacy Protection)
  • Controle de acesso (Access Control)
  • Proteção de integridade (Integrity protection)
  • Hardware Enablers (sem bom tradução)
  • Gerenciamento de chaves (Key management)
Slide da plataforma de segurança do Maemo 6 - proteção a privacidade, controle de acesso, proteção de integridade, hardware enablers (nenhuma tradução decente para isso) e gerenciamento de chaves (slides no Slide Share)

Slide da plataforma de segurança do Maemo 6 - proteção a privacidade, controle de acesso, proteção de integridade, hardware enablers (nenhuma tradução decente para isso) e gerenciamento de chaves (slides no Slide Share)

Maemo 6 terá dois modos: aberto (open, modo atual) e fechado (closed). A introdução do modo fechado é necessária ao olhos da Nokia para permitir DRM e outras questões de comercialização. Com esse novo modo, eles ficariam mais a vontade portar N-Gage, Music Store e outros. Para mim e mais algumas pessoas do movimento de software livre, é um furo na liberdade. Mas para outros, pode ser um meio de perder um pouco de liberdade para ganhar em outros aspectos (que eu (in?)felizmente não consigo ver quais :-)). Nos argumentos do Vegetando, “pode ser até um ganho de liberdade, já que você pode escolher entre o fechado e o livre ao invés de ficar preso apenas ao livre”, o que é uma coisa confusa e dúbia. Não pela fala dele, que eu adaptei para transcrever aqui. Mas pela ideia em si. É uma coisa bem complexa e que precisa de mais discussão. (Tem alguma opinião sobre? Comente aí!)

Mais a fundo no novo modelo, algumas coisas serão mais difíceis, e não há quem me convença de que isso não é perda de liberdade. Na nova plataforma de segurança, não será possível reinstalar o SO (reflash) em dispositivos bloqueados. É um ganho para a Nokia, obviamento, porque fará o aparelho ser mais atrativo para as operadoras. Mas os usuários e a comunidade de maneira geral vão perder. E isso já é possível no N900. (#medo).

Além dessas questões de segurança já apresentadas, existem mais alguns problemas relacionados ao modelo de controle de acesso do Unix, no qual o modelo do GNU/Linux foi baseado. No modelo clássico de controle de acesso do Unix, basta especificar controle multiusuário e pronto. Mas para Maemo, vê-se a necessidade de um controle mais fino. Isso pode ser uma coisa muito boa, se bem feita, já que é real a necessidade de um esquema melhor no controle de acesso. Mas se feito sem muito cuidado, pode virar um grande monstro, completamente fora do modo Unix de resolver problemas. A princípio, a proposta e o direcionamento atual do desenvolvimento do controle de acesso parecem bons. Mas aguardemos para ver no que isso vai dar.

Para finalizar o assunto de segurança, foi dito que grande parte do código relacionado a segurança será aberto. Bom porque mais gente poderá ver o código, contribuir, encontrar bugs. Ruim porque não é todo o código, então vamos continuar com pequenas partes amarradas à Nokia ainda.

E uma dúvida associada às licenças foi tirada hoje: Nokia não pretende aderir à GPL3. Ficará com LGPL e GPL2 por questões estratégicas.

Um assunto já muito comentado que foi tema de uma palestra que forneceu informações importantes foi o port do KOffice para Maemo: Mobile Office based on KOffice Open Source Project. Que o Maemo 5 virá com KOffice só para visualização já era conhecido. Mas hoje foram liberados alguns detalhes extras a respeito. Para começar, o visualizar de apresentações, o KPresenter, não faz a exibição dos slides, devido a uma pendência do port. Além disso, finalmente apareceu um vídeo do uso do KOffice no Maemo 5. Várias características do software foram mostradas, com foco no visualizador de documentos e de slides.

A última apresentação a ser comentada foi logo antes do almoço, sobre a integração do Telepathy on Maemo. Foram apresentados os motivos da troca dos aplicativos anteriores pelo Telepathy e também comentadas algumas novas características que o Maemo ganhou com a integração.

A motivação para trocar o IM padrão, os aplicativos de video e audio-chamadas  do Maemo pelo Telepathy foi bastante simples: sair de um modelo monolítico e extremamente inflexível para uma arquitetura extensível, totalmente baseada em plugins. Telepathy faz o que lhe é incumbido fazer muito bem, e assim se tornou uma ótima opção.

Na instalação padrão do Maemo, já temos alguns gerenciadores de conexão instaladas, como Skype e ligações telefônicas. Vários outros estão disponíveis nos repositórios para download, e outros podem ser desenvolvidos/portados facilmente, já que o Telepathy tem um ótimo sistema de plugins.

Alguns desafios enfrentados e que tornam o uso do Telepathy no Maemo ainda melhor. Para atender às necessidades de um usuário do N900, a “agenda” do dispositivos precisa gerenciar contatos de telefonia, IM (em diversas redes) e mais. Além disso, pode-se adicionar/remover contatos em modo offline, e uma sincronização é necessária para não perder nenhuma informação. No Maemo 5, isso tudo já é feito.

Depois das palestras pela manhã, aconteceram diversas palestras relâmpago a tarde. Logo depois, aconteceu o encerramento, que foi regado a emoção e união da comunidade. E assim chegou o fim do Maemo Summit 2009.

Encerramento do Maemo Summit 2009. Com certeza, um momento para praticar o desapego. (foto de henribergius, compartilhada no flickr pela Creative Commons)

Encerramento do Maemo Summit 2009. Com certeza, um momento para praticar o desapego. (foto de henribergius, compartilhada no flickr pela Creative Commons)

E o evento acabou num espírito bem parecido com o do começo.  Muito trabalho da organização, que foi aplaudida com fervor. O objetivo principal de fazer a comunidade interagir foi de longe atingido. O resumo do Maemo Summit foi muito bem feito por Gustavo Barbieri, um dos brasileiros que lá estavam, em um twit (não nessa ordem, adaptei ao meu gosto :-)): ótimas tecnologias, ótimos dispositivos, ótimas pessoas, ótimo evento!

Até o próximo Maemo Summit. Quem sabe no próximo nós realmente não vamos para lá?

Marca deixada num restaurante de Amsterdam por alguns dos participantes ao final do evento. Marca da união dos membros da comunidade e da alta qualidade do evento. (foto de timsamoff, compartilhada pelo twitpic)

Marca deixada num restaurante de Amsterdam por alguns dos participantes ao final do evento. Marca da união dos membros da comunidade e da alta qualidade do evento. (foto de timsamoff, compartilhada pelo twitpic)

http://twitter.com/allaboutmaemo/statuses/4781549771
13
Oct

Maemo Co-Creation Workshop

Co-Creation Session

Co-Creation Session (Foto de aSimulator no Flickr)

Um momento que chamou a atenção no 2º dia do Maemo Summit 2009 foi o Maemo Co-Creation Workshop. Organizado por Jussi Mäkinen, o workshop ocorre em sessões anuais, nas quais lead users (de modo simples, usuários que conseguem ver necessidades que surgirão pelo público comum) e pessoas envolvidas na gerência, projeto e marketing de produtos do Maemo interagem e imaginam futuros casos de uso para dispositivos. O tema abordado esse ano foi: Criatividade em Movimento.

A iniciativa é uma forma de desenvolver produtos inovadores, de antecipar tendências e criar soluções sem as quais o usuário não consiga viver sem a partir do momento em que sabe que ela existe ou que a utiliza. A ação foi baseada em 5 princípios norteadores, apresentados no artigo CO-CREATION’S 5 GUIDING PRINCIPLES or…. what is successful co-creation made of?. Essencialmente os princípios são:

  • Inspirar Participação: mostrar quem é você (como empresa), o porquê de precisar da particpação das pessoas e o tipo de resultado que isso pode trazer. Dentro disso, tratar todos de forma igual  (usuários, desenvolvedores e pessoas envolvidas);
  • Selecionar os melhores (lá se vai “todos de forma igual”): dos usuários que participaram, buscar refinar e obter um conjunto daqueles que se destacam, que mostram potencial para ter idéias e colaborar dentro do processo criativo;
  • Conectar mentes criativas: tendo o grupo de pessoas formado, permitir que elas trabalhem bem em conjunto, sabendo discutir e receber críticas;
  • Compartilhar os resultados: mostrar os resultados que foram obtidos, reconhecer as boas participações e dividir os benefícios;
  • Continuar o desenvolvimento: dar continuidade ao desenvolvimento do trabalho mantendo realacionamento com a comunidade.
Maemo Community

Comunidade do Maemo e projetos relacionados

A Nokia trabalhou exatamente dentro desses princípios. Semanas antes do evento (no dia 17/08/2009) a empresa apresentou para a comunidade do Maemo o projeto (teve até uma chamada de participação no twitter) e deixou claro o que seria feito, como seria feito e que resultados poderiam ser obtidos, com a previsão de que estes poderiam se tornar produtos concretos. Evidenciou que seriam valorizadas tanto as contribuições offline, trabalhadas diretamente pelas pessoas da Nokia, quanto as online, pela participação de membros da comunidade (são mais de 20.000 membros registrados).

Dois dias depois de apresentar a proposta foi postada a primeira idéia a ser debatida: O que Mobilidade Criativa significa para você? (uma tradução de What does Mobile Creativity mean to you?). As discussões online geraram cerca de  40 respostas e incluíram temas e idéias como integração e contextualização de informações, edição facilitada de mídias, conteúdo colaborativo, realidade aumentada e reconhecimento de gestos adaptado automaticamente para cada usuário. Tim Samoff, que posteriormente foi um dos selecionados do projeto, chegou a postar alguns rascunhos de idéias envolvendo informações de contatos e informações integradas ao calendário.

Cerca de duas semanas depois o segundo tema foi apresentado para ser discussão:  Qual será a próxima melhor coisa dentro de Edição e Compartilhamento de Mídia Criativa? (What will be the next best thing in Creative Media Editing & Sharing?). Com 51 respostas, surgiram idéias voltadas para trabalhar com pessoas, grupos e amigos, compartilhando e editando conteúdo. Entraram em questão tecnologias como OCR, reconhecimento de voz, RFID, produtos para DJs e temas relacionados a produção de conteúdo, mesmo com gadgets diferentes, experiências colaborativas e fotos 3D.

Quase que paralelamente às discussões foi iniciada a montagem de uma lista para que os membros mostrassem interesse em participar do workshop ou pudessem recomendar pessoas que se encaixavam no perfil esperado. Por pouco menos de duas semanas depois surgiu terceira e última proposta para discussão: Qual será a próxima melhor coisa dentro de Descoberta de Conteúdo? (What will be the next best thing in Content Discovery?). O brainstorm levou a 61 postagens no fórum, que envolveram discussões sobre tecnologias e propostas como CPEX, Web Semântica, Google WebFinger, além do papel da Nokia dentro desse processo e da capacidade da Ovi.

Um dia antes do início do Maemo Summit ocorreu o workshop em si, já com os participantes selecionados. As participações envolveram grupos que foram subdividos para trabalharem em dentro dos temas propostos.

Maemo Co-Creation Workshop

Maemo Co-Creation Workshop

Depois de tantas discussões, reuniões e propostas, o que se conseguiu? As discussões viraram 6 cenários de uso, dos quais 4 foram escolhidos para serem detalhados e trabalhados a fim de gerarem produtos para o Maemo. Os resultados foram divulgados na comunidade no primeiro dia do Maemo Summit. No segundo dia foi apresentado no próprio evento. Os cenários foram explicados a partir dos conceitos criados para a solução dos problemas envolvidos. Os próximos tópicos são uma reprodução do que foi apresentado no fórum.

Conceito 1: Conteúdo Contagioso

O conceito é uma forma de espalhar e compartilhar conteúdo com outras pessoas, baseado em interesses em comum. Funciona da seguinte forma: enquanto uma pessoa anda em uma rua é possível usar o dispositivo para ver o conteúdo que está sendo usado e compartilhado por pessoas que estejam à sua volta.  Conteúdos de mesmo tipo criam campos de calor (a tradução mais próxima que encontrei, com ajuda do Panaggio, para heat-pools) em volta da pessoa. Com isso, é possível ver qual conteúdo é mais utilizado e possui maior interesse direcionado pelo seu dono. Quando há pessoas próximas fisicamente (passando na rua ou em um mesmo ambiente) e que possuem perfil de interesse relacionados, são formados grupos. Pessoas destes grupos passam a compartilhar o conteúdo de seu interesse entre si. Pessoas que estão próximas mas que não possuem o conteúdo de interesse relacionado ao seu são tratadas como radicais livres. O conteúdo dessas pessoas não é evidenciado, são tratados como pontos que transitam em torno do dono do aparelho. Uma vez que mais pessoas passem a ter interesse por esses radicais livres, passando a acessar o conteúdo, eles se tornam campos de calor.

Conteúdo viral

Conceito 1 - Conteúdo contagioso (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

De uma forma um pouco menos abstratata, como explicada por um dos participantes do processo, as pessoas podem definir seus interesses e configurar o tipo de conteúdo que pode ser compartilhado (a idéia de calibrar o interesse pode ser algo próximo ao Playlist DJ do Nokia X6). A definição dos interesses pode ser feita por tags e metadados que classificam o conteúdo e que permitem caracterizá-lo. O que se espera é que as pessoas compartilhem aquilo que elas vêem como interessante, como sendo algo de valor.  Ao ir a um show, por exemplo, é possível encontrar um grande número de pessoas com gostos musicais próximos. Algo interessante é que o conteúdo dos dispositivos deve estar disponível na nuvem (em servidores que mantêm o conteúdo na Internet). Assim, caso o dispositivo passe por outro com muito conteúdo relacionado, ele não precisará transferir todo o conteúdo de aparelho para aparelho, o que poderia ser inviável. Apenas as referências aos links do conteúdo podem ser recuperadas, de modo que cada dispositivo baixe da nuvem seu conteúdo.

Conteúdo contagioso

Conteúdo viral (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

Conceito 2: Enriquecer (N-rich )

Uma grande quantidade de conteúdo pode ser gerada com dispositivos móveis. Para conseguir organizar e facilitar seu gerenciamento e recuperação desse conteúdo são utilizadas tags, que atuam como metadados (mais informações sobre o conteúdo). O problema deste cenário é conseguir atribuir tags de forma apropriada. O conceito de N-rich, proposto neste cenário, visa permitir que as pessoas possam recuperar conteúdos e atribuir tags de forma mais inteligente. A base para isso está no uso das informações dos contatos: pessoas conhecidas e que possuem um grau de confiança e relevância. Cada pessoa trás consigo um certo volume de informações que é coletado e relacionado pelo N-Rich. As informações recuperadas de diferentes repositórios de informaçoes (Facebook, Flickr, LinkedIn, etc.) e incluem fotos, vídeos, informações de contato e, principalmente, tags.  As tags podem ser usadas para melhorar o vocabulário de tags do próprio usuário, por meio de um sistema de aprendizagem que aprende a forma mais fácil de achar o conteúdo certo. Cada pessoa pode ser classificada por seu nível de conhecimento a respeito de um certo conteúdo. Por exemplo, caso o usuário esteja procurando um carro novo, o conteúdo e as tags relacionados aos amigos que possuem conhecimento sobre carros estarão dentro da área de interesse.

Tags inteligentes

Conceito 2 - N-Rich (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

N-Rich

Tags inteligentes (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

Conceito 3: Live Editing

A idéia deste conceito é evitar uma situação comum: as pessoas tiram fotos e gravam vídeos, mas postergam a edição e o tratamento deles indefinidamente. Quando o conteúdo precisa ser compartilhado ou usado há muito trabalho para ser feito. Como solução é proposto um modo de ajuste das fotos e vídeos no momento da criação. As configurações (luz, contraste, efeitos especiais e outros) são feitos com sliders e controles touch-screen simples e intuitivos. A foto e o vídeo são criados já prontos para o compartilhamento ou publicação.

Live Editing

Conceito 3 - Live Editing (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

Live Editing

Live Editing (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

Conceito 4: Juntar-se à Banda

O quarto conceito pode ser entendido dentro de um evento em que as pessoas tiram fotos, fazem vídeos, criam anotações e geram outros tipos de conteúdo. Ao final do evento é comum que demore até que o conteúdo gerado pelas outras pessoas possa ser acessado, até mesmo porque é difícil que uma pessoa pare e se disponha a compartilhar e organizar o conteúdo dela. Como solução para esse problema foi proposto ter um local centralizador de conteúdo, no qual todos os recursos são armazenados durante o evento. Por fim, todos têm acesso a todo conteúdo gerado.

Experiência colaborativa

Conceito 4 - Juntar-se à banda (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

Juntar-se à banda

Experiência colaborativa (imagem por Marieke no fórum maemo.org)

As idéias que surgiram no Maemo Co-Creation, se implementadas, podem levar a produtos interessantes. São o tipo de facilidade que pode ser integrado ao cotidiano, atuando de modo quase transparente para o usuário, mas que leva a novas formas de interação. Por exemplo, tentar pesquisar sobre o conteúdo de uma pessoa interessante que está em um mesmo local antes de ter uma conversa com ela (ok, isso é fruto de uma mente nerd que prefere passar minutos pesquisando sobre a pessoa sem ter coragem de falar com ela pessoalmente),  recriar um evento pela composição de todos os materiais produzidos pelos participantes ou ter ainda melhor qualidade em cobertura de acontecimentos que são registrados por pessoas comuns com local e momento oportunos.

Ainda há muitas questões envolvidas para que os projetos sejam realmente criados. Além das questões tecnológicas envolvidas, sobre viabilidade dos projetos e possibilidade de implementação, há questões relacionadas à privacidade do usuário e distribuição de conteúdo com direitos autorais.

Sobre o evento, fica o registro do processo de criação de novos produtos e do exemplo de interação entre a empresa, responsável pela criação do produto, e a comunidade, que trabalha no desenvolvimento e na evolução dos seus recursos.