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May 9, 2012 -

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Análise: Por que mudar (ou não) o firmware de um aparelho?

Versões do Android

Versões do Android

Em um cenário no qual pessoas de diferentes países podem acompanhar lançamentos e novidades que surgem para dispositivos móveis, diferenças regionais de disponibilidade de recursos para um aparelho são fonte de desagrado. Variações regionais com relação ao acesso a um aplicativo, correção de um bug e atualização de um sistema operacional são alguns dos problemas que ocorrem. Uma opção viável para mudar essa situação é a mudança do firmware do aparelho para o do modelo mais beneficiado, geralmente de uma versão internacional.

Dos problemas citados, a espera por atualizações do sistema é uma das maiores fontes de frustrações de donos de dispositivos móveis. Apesar de não ser um fenômeno recente, atualmente há bastante repercussão associada à atualização de aparelhos Android; e não é à toa. Além de o sistema operacional da Google ser o mais vendido atualmente, há todo um processo burocrático envolvido na atualização, que passa pela liberação do código pela Google, atualização de drivers, personalização para atender características de legislação e cultura de cada país e, por fim, pelas operadoras. Nesse processo, aparelhos de uma região podem não ser contemplados com a atualização, enquanto o mesmo modelo pode receber em outro país — apesar de algumas vezes o apelo popular poder mudar essa situação.

Mesmo sem ter todo esse processo burocrático do Android, outros sistemas operacionais passam por situações relacionadas, como aparelhos de uma região receberem atualização antes ou depois de outra, um recurso estar disponível em alguns países e em outros não. O problema acontece até com dispositivos sem tanta dinâmica de atualizações, como e-Readers.

A mudança de firmware pode ser feita em smartphones, tablets, e-Readers e outros dispositivos e gera benefícios que vão além da pura e simples atualização do aparelho. Neste post serão vistos alguns dos conceitos envolvidos no processo de mudança de firmware e os motivos para fazê-lo ou não. Como aparelhos com Android geralmente são o maior alvo desse processo, há maiores detalhes sobre eles, porém, as informações são válidas para outros sistemas operacionais. Serão considerados apenas aspectos envolvidos no uso de firmware oficial, deixando para um outro momento o tema de firmware modificado.

Conceitos

Memoria-Flash - Fonte: http://www.explainthatstuff.com/flashmemory.html

Memória Flash - Fonte: http://www.explainthatstuff.com

Para diferentes sistemas e fabricantes, há diferentes terminologias adotadas para se referir ao processo de troca de sistema e ao nome do arquivo que tem a versão do sistema. Para ajudar a esclarecer essa questão, alguns conceitos serão explicados.

Nos computadores, usualmente há um HD (Hard Drive),  dispositivo que contém o espaço de armazenamento no qual são mantidos o sistema operacional (GNU/Linux, Windows, OS X, …), programas e arquivos do usuário. Como o usuário tem certa liberdade para escolher seu sistema, mudar a organização dos arquivos e mesmo trocar o HD, é comum que sejam feitos processos de formatação deste, reinstalação do sistema ou atualização, seja pelo próprio usuário ou com o auxílio de um técnico.

Smartphones têm um funcionamento análogo, no qual há um espaço para armazenamento e um sistema operacional utilizado. Contudo, ao contrário do que acontece nos computadores, o sistema operacional tem detalhes que o tornam menos genérico e com mais ajustes feitos para a construção do aparelho. De modo geral, não se espera que o usuário consiga substituir o sistema operacional do aparelho por um outro. Por causa dessa característica, além de questões relacionadas ao tamanho, custo, forma de uso, temperatura e outros fatores inerentes a dispositivos móveis, ao invés de se gravar o sistema operacional em um HD, grava-se em um tipo de memória que está integrada ao aparelho e não pode ser facilmente trocada pelo usuário.

Atualmente, a memória na qual se guarda o sistema operacional é do tipo Flash-ROM (Flash Read Only Memory). Esse tipo de memória pertence à classe de dispositivos ROM (Read Only Memory), como explica Gabriel Torres:

“A memória ROM é um circuito integrado contendo um programa em seu interior. Este programa não pode ser modificado durante seu uso, daí o seu nome ‘somente leitura’”.

A definição contempla avanços na utilização de memórias ROM, evidenciando que elas podem passar por um processo de gravação enquanto não estiverem em uso. Originalmente, a gravação em memórias ROM, mais especificamente em Mask-ROM, era restrita ao fabricante e poderia ser feita apenas uma vez, no processo de fabricação. Posteriormente, surgiu a EPROM (Erasable Programmable ROM), permitindo que a memória fosse apagada e reprogramada ao aplicar um método que envolvia exposição à luz ultravioleta, restringindo o público capaz de fazê-lo. Para tornar o processo mais conveniente e acessível, foi criada a EEPROM (Electrically Erasable Programmable ROM), com capacidade de ser apagada e reprogramada ao aplicar corrente elétrica sobre a memória — algo que poderia ser controlado em alto nível por uma aplicação acessível ao usuário. As memórias Flash-ROM, usadas em pendrive, smartphone e cartão de memória, são uma variação da memória EEPROM.

Entendido o papel de memórias do tipo ROM, pode-se introduzir o conceito de firmware. De acordo com Gabriel Torres,

“um software quando está gravado no interior de uma memória ROM passa a ser chamado de ‘firmware’”.

Como o sistema operacional de dispositivos móveis fica salvo em memórias ROM, é comum que se chame o arquivo do sistema operacional de firmware. Há, contudo, outras denominações usadas, como “ROM Image”, “imagem do sistema” ou simplesmente “ROM”. Esta última é amplamente utilizada entre usuários do Android, ainda que cause ambiguidade com o termo original ROM (Read-Only Memory).

Apesar de ser um processo menos comum de ser feito em smartphones do que em computadores, fabricantes permitem que a memória Flash-ROM dos aparelhos seja gravada. Isto porque é interessante ter opções de corrigir bugs encontrados ou lançar versões novas de software (como atualização do sistema operacional) para melhorar o produto. Para que o usuário final possa fazer o processo, geralmente há um assistente disponível, como um programa instalado no computador (ex.: Samsung Kies, Nokia Software Updater, …), um conjunto de ferramentas para usuários avançados (ex.: Maemo Flasher, Android SDK, …) um mecanismo de atualização pelo próprio aparelho, chamado de FOTA (Firmware Over-The-Air), entre outros. De modo geral, o processo de troca de firmware é chamado de ‘flashing’, ‘reflash’, ‘gravar a imagem do sistema’ ou ‘gravar a ROM’.

Em resumo:

  • Flash-ROM: a memória não volátil na qual se costuma gravar o sistema operacional de dispositivos móveis;
  • Mask-ROM: tipo de memória não volátil cujo conteúdo é gravado na etapa de fabricação e que não permite a reescrita.
  • Firmware: o nome do programa salvo em Flash-ROM, atribuído ao sistema operacional dos aparelhos;
  • ROM: pode ser usado no sentido de firmware, mas no seu sentido original, é um tipo de  memória que não pode ser alterada enquanto é usada.
  • Flashing: é o processo de gravação do sistema no aparelho. Como o usuário já recebe o aparelho com o sistema gravado, esse processo pode ser chamado de reflash.
  • FOTA/OTA:  forma de atualização que elimina a necessidade do uso de um computador. O firmware é baixado e gravado pelo próprio aparelho.

Por que mudar o firmware de um aparelho

Há vários motivos que podem levar uma pessoa a mudar o firmware do aparelho, dentre os quais:

Instalar uma versão mais atual de sistema: se o fabricante tiver lançado a atualização de sistema para uma versão internacional do aparelho, basta gravar o firmware dessa versão internacional. É preciso observar, contudo, se o hardware é igual, já que alguns aparelhos possuem diferenças regionais, como a existência de receptor de TV Digital.

Instalar uma versão antiga de sistema: nem sempre uma atualização agrada os usuários. Há casos em que a atualização introduz bugs ou faz alterações que não sejam convenientes. Um exemplo disso foi a atualização do Nexus S para a versão 2.3.3 do Android. Com ela, foi feito um ajuste na exibição das cores que deram um tom amarelado às imagens, desagradando vários usuários. Com a mudança de firmware, é possível voltar para uma versão anterior e aguardar até que uma nova atualização seja lançada.

Receber atualizações mais rapidamente:  é comum versões internacionais serem atualizadas antes da versão nacional. Assim, a mudança de firmware, geralmente para uma versão dos EUA ou da Europa, pode acelerar o recebimento das atualizações. Quando a atualização for liberada, o aparelho poderá ser atualizado por OTA ou com o software específico de atualização.

Se livrar das restrições e personalizações das operadoras: é comum que operadoras adicionem nos aparelhos vendidos aplicativos que dão acesso aos seus serviços, além de fazerem personalizações como a mudança da tela de boot. No caso de aparelhos Android da Claro, as personalizações são ainda mais intrusivas, retirando aplicativos interessantes como o Gmail e o Google Talk, trocando o Google como mecanismo de busca padrão e mantendo a página da operadora como a inicial. Para contornar esses problemas, é possível mudar o firmware do aparelho para a versão retail (de varejo) do sistema. Assim, ele mantém sem personalizações feitas para o Brasil, mas se livra do que a operadora modifica.

Ter acesso a recursos disponíveis apenas em determinadas regiões: vários aplicativos não podem ser instalados em aparelhos por pertencerem a determinadas regiões. Por exemplo, o Google Play Books não está disponível no mercado nacional, impedindo  sua instalação através do Google Play (antigo Android Market). No caso do Motorola Xoom Wi-Fi, quando se faz a troca do firmware nacional pelo americano, passa a ser possível fazer a instalação do aplicativo de livros da Google. Em alguns casos, contudo, a simples mudança de firmware pode não atender, por existir uma verificação da região à qual o SIM card utilizado no aparelho pertence.

Apagar os dados do aparelho antes de vendê-lo ou enviá-lo para manutenção: uma das consequências de se trocar um firmware pode ser a remoção dos dados do aparelho. Nem sempre há perda de dados, mas há casos em que isso é interessante, quando se quer vender ou deixar o aparelho para terceiros (para manutenção, por exemplo). Para fazer isso, basta aplicar o processo de mudança de firmware, podendo “trocar” um firmware por ele mesmo.

Essa prática é interessante porque o muitas vezes o processo de “reset” disponível nos aparelhos apenas se limita a apagar configurações e dados específicos usados pelo sistema, deixando de apagar dados usados por aplicativos de terceiros. Isso ocorre tanto no Android quanto em sistemas como MeeGo e Maemo. Como há casos de empresas que chegam a vender aparelhos com dados de antigos donos, esta é uma opção importante.

Por que não mudar o firmware de um aparelho

Reflash Galaxy Note.

Reflash Galaxy Note.

Apesar das vantagens apresentadas, há riscos e possíveis consequências envolvidas no processo de substituição de firmware. Assim, é preciso estar atento às possibilidades apresentadas adiante.

Há o risco de danificar o aparelho: a mudança de firmware lida com uma parte essencial para o funcionamento do dispositivo: o sistema operacional. Se ocorrer uma falha na gravação de algum dado durante o processo, o sistema ficará incompleto e poderá impedir o funcionamento do aparelho. Além disso, é preciso ter certeza de que o firmware é adequado para o hardware, já que muitas vezes ocorrem variações de componentes em versões internacionais. Por exemplo, há modelos de um mesmo tablet com ou sem 3G e com ou sem TV Digital.

Os dados podem ser perdidos: há mudanças de firmware que exigem que os dados do aparelho sejam apagados.  Cada sistema operacional tem suas formas de preservar os dados do usuário e permitir o backup. O Maemo é bem completo nesse quesito, mas o MeeGo e o Android têm limitações quanto à abrangência do conteúdo salvo.

No caso do Android, muitos dos dados podem ser sincronizados pelos serviços da Google, como contatos, lista de aplicativos, fotos e calendários. Outros, como mensagens, anotações e arquivos podem ser guardados com aplicativos. Contudo, nem todos os dados podem ser salvos (ao menos sem ter acesso como root), como os dados de aplicativos. Se a mudança do firwmare apagar os dados do aparelho, o progresso nos jogos, por exemplo, será perdido.

O suporte ao idioma pode mudar: com o uso de um firmware internacional, o conjunto de idiomas disponível pode mudar. De modo geral, os aparelhos costumam ter o suporte amplo a idiomas e permitir a mudança, mas ainda podem existir alguns inconvenientes.

O Android oferece suporte a uma ampla variedade de idiomas, mas a mudança do firmware pode trazer o suporte limitado ao português do Brasil. Por exemplo, ao usar um firmware europeu em um Galaxy Note, passa-se a ter apenas o português de Portugal (além de outros idiomas como inglês, alemão e espanhol) disponível. Além de o português do Portugal não estar de acordo com as novas regras de ortografia, há palavras que não são usadas em ambos os contextos, como rato (mouse), câmara (câmera) e ecrã (tela).

Pode ser perdido o acesso a alguns aplicativos: assim como a mudança de firmware pode trazer aplicativos disponíveis em outras regiões, é possível que ela também os retire. Além das restrições regionais, é possível que o fabricante tenha feito parcerias para trazer mais conteúdo ao aparelho ou tenha feito acréscimos ao sistema. Por exemplo, a Motorola Brasil incluiu no Xoom Wi-Fi nacional um gerenciador de arquivos, não disponível na versão americana. A Samsung Brasil, por sua vez, adicionou conteúdo da Editora Abril na versão nacional, indisponível nas outras versões — nesse caso, é possível que alguns vejam esse ponto como vantagem, já que os aplicativos podem ser considerados crapware.

O suporte a recursos de hardware pode ser perdido: há pelo menos duas situações que implicam na mudança de comportamento do hardware com a mudança de firmware.

I) Quando um aparelho é um Google Device ou Google Experience Device, a Google fica responsável pela atualização do sistema e, por suas políticas de interface e desenvolvimento, não suporta o uso de cartão de memória para a escrita, como o correu com o Motorola Xoom. Por isso, quando se altera o firmware de um aparelho para a versão GD ou GED, o aparelho perde a capacidade de escrita no cartão de memória.

II) Como ocorrem variações de hardware em versões internacionais de aparelho, como o Samsung Galaxy S, que tinha TV Digital na versão local, ou diferenciação quanto às frequências de operação da rede GSM, o uso de firmwares internacionais pode fazer com que esses recursos sejam ignorados pelo sistema.

O que dizem os fabricantes sobre a mudança de firmware

Como a alteração do firmware envolve riscos e retira as personalizações feitas para a região (além de poder evitar o uso de aplicativos disponíveis por acordos feitos pelos fabricantes), as empresas, de um modo geral, dizem que o processo anula a garantia do produto. As respostas recebidas ao entrar em contato com o suporte técnico das empresas foi:

Samsung

(…) só pode fazer a atualização pelo Kies, pois se for feita por outros meios o senhor perde a garantia.

Motorola

Para os aparelhos nacionais, este procedimento não seria recomendando.

Se desejar pode até fazer o procedimento, mas não seria total garantido que a garantia do aparelho seja mantida.

HTC

Não aconselhamos a alteração do sistema operacional do aparelho, a alteração invalida a garantia total do aparelho.

Não houve resposta pelo setor de atendimento das empresas Sony, Nokia e LG.

 

Como mudar o firmware de um aparelho?

Reflash

Reflash

Pode-se classificar as formas de atualização de firmware em, pelo menos, 6 categorias. A possibilidade de usar cada categoria varia conforme três elementos: a fabricação do aparelho, abertura do sistema operacional e mobilização por comunidades e desenvolvedores.

Programas fornecidos pelos fabricantes (na forma de assistentes): é a forma mais popular de se fazer atualização do firmware dos aparelhos. Por ela, o fabricante oferece um programa, com etapas fixas pré-definidas, que se encarrega de identificar o dispositivo, encontrar o firmware adequado para ele, fazer o download do arquivo e gravá-lo. Por ser um processo controlado, reduzem-se as possibilidades de danificar o aparelho, porém, perde-se controle e flexibilidade no processo. Com isso, é eliminada a possibilidade de mudar o firmware do aparelho para uma versão diferente. Exemplos de programas que cumprem essa função são: iTunes, Nokia Software Updater, Kies e Zune.

Atualização por FOTA/OTA: essa forma de atualização é a mais simples e tem ganhado popularidade, estando presente em aparelhos como Nokia N9 e Galaxy SII. Por ela, o aparelho recebe uma notificação de que há um novo firmware disponível e, caso o usuário deseje, faz o download do arquivo e o grava no telefone, sem exigir o intermédio de um computador. Esta forma também diminui (mas não elimina) os riscos de problemas, mas também perde flexibilidade e controle por parte do usuário.

Atualização manual pelo próprio aparelho: essa forma de atualização, geralmente disponível em aparelhos que servem como base para desenvolvimento de uma versão de sistema operacional, permite que o usuário salve o firmware no aparelho e solicite a atualização. Esta forma é útil para adiantar o processo de atualização, ao invés de aguardar a disponibilidade e o recebimento por FOTA.  Como é um processo oficial, o aparelho costuma ter mecanismos básicos para garantir que o processo seja feito corretamente, como exigir que o arquivo se destine ao aparelho em questão.

Exemplos de aparelhos que têm esse mecanismo são Nexus S, Xoom e Galaxy Nexus, nos quais o bootloader possui um modo de  recuperação/gravação de firmware em que o usuário pode fornecer um arquivo e o aparelho fazer a mudança sem uso do computador.

Programas fornecidos pelos fabricantes destinados a desenvolvedores e usuários avançados: como desenvolvedores podem precisar realizar interações avançadas, é comum que estejam disponíveis recursos que permitam a alteração de firmware em aparelhos. A exemplo disso, há programas que vêm no Android SDK (para aparelhos tidos como referência para a Google), RSD Lite (aparelhos da Motorola), Odin (aparelhos da Samsung) e Maemo Flasher (linha de aparelhos Maemo e MeeGo), que oferecem maior flexibilidade de uso e maior controle sobre as operações feitas. Como consequência, há maior chance de algum comando ou arquivo ser incorretamente usado, causando dano ou perda de dados ao dispositivo.

Programas de terceiros: acompanhando o interesse pela mudança de firmware, é comum que surjam ferramentas de terceiros que facilitem o processo, como o Heimdall (para aparelhos da Samsung) e Nemesis Service Suite (Symbian). A flexibilidade de uso depende da implementação, mas é comum que o usuário tenha a possibilidade de apagar dados do aparelho e maior flexibilidade e controle sobre qual firmware usar. Com isso, o risco de ocorrer problemas também aumenta.

Programas de terceiros embutidos no próprio aparelho: Uma variação dos programas citados anteriormente são versões incorporadas no próprio aparelho. Por elas, o usuário deixa de ter a necessidade de usar um computador para modificar o firmware, tendo controle e flexibilidade para fazer as mudanças que desejar. A desvantagem, contudo, é que essa forma de mudança costuma exigir que se tenha acesso como root ou faça procedimentos usando ferramentas avançadas, o que pode levar o usuário a cometer erros. Exemplos de programas são: Mobile Odin e ROM Manager.

Conclusões

Como visto, a mudança de firmware é uma boa alternativa para resolver diversos problemas, porém, envolve alguns riscos e é desencorajada pelos fabricantes, que alertam para a perda da garantia. Se o seu aparelho já está fora da cobertura de garantia ou se você está determinado a ter um recurso disponível em outra versão, o procedimento pode ser interessante.

Se você tiver alguma dúvida, complemento ou consideração ao que foi apresentado no post, fique à vontade para apresentar nos comentários. =)

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  • panaggio

    O que os fabricantes não dizem sobre a mudança de firmware: se você fizer
    uma alteração e acontecer algum problema de hardware, **a empresa ainda
    tem que cobrir** o estrago.

    Se de fato rolar um problema de hardware depois da troca de firmware, eu aconselho
    reflashar o aparelho com o firmware original, pra evitar problemas maiores. Eles podem se negar a arrumar o hardware, e você pode ter que fazer mais esforço — tipo entrar em contato com o Procon, trocar dezenas de emails com o atendimento da empresa, … — do que só enviar o aparelho pra assistência.

    Já era essencial fazer
    isso por motivos que o @vegetando:disqus já citou (pra evitar que a empresa tenha
    acesso aos arquivos que estavam no aparelho, por exemplo), então nem é algo que vai te dar trabalho extra. É só colocar o firmware certo e ninguém vai nem perceber que algo aconteceu :)

    Agora, se você fizer caca durante o reflash, aí você está na mão (com relação à assistência oficial). Mas sempre, **sempre** é possível encontrar soluções nos fóruns especializados ou mesmo conversando com a gente :)

  • santos

    ola bom dia! gostei muito da matéria acima publicada, mas infelismente não consegui oque eu realmente queria saber, bom vamos la: eu instalei um programa de rastreamento no meu sansung galaxy s2 e pelo que eu sei ele é instalado na memória rom, gostaria de saber se eu usuário tenho acesso para remove-lo com segurança e como faço isso? 

    fico no aguardo…

    att

    santos

  • Vinicius Lfg

    para fazer uma atualização de software de um aparelho NOKIA é necessário uma internet rapida sim ou não?  se a resposta for sim …    oque acontece quando a atualização é feita por uma internet lenta?

    • http://www.facebook.com/claudiosilvahp Claudio Silva

      Óbvio, se for por uma internet lenta demorará horas para baixar o firmware.

  • M Gomes Junior

    Se eu atualizar o meu Galaxy S GT- I9000B pelo Kies pode ter algum problema? 

    • http://www.facebook.com/claudiosilvahp Claudio Silva

      Se for por um pc e a energia acabar sim, use um notebook.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002837353724 Pedro Rocha

    eu tenho um zte Sydney e gostava de mudar o firmware não sei se é possível mudar.

  • http://www.facebook.com/bruno.reis.5815255 Bruno Reis

    parabéns pelo post! muito bom…

  • Robinascimento

    Gostaria de saber se posso atualizar mesmo tendo o root no celular

  • Rick Costa

    Primeiramente parabéns pelo post!
    Gostaria de fazer uma perguntinha básica!
    Acabei fazendo um cocozinho ao tentar rotear meu aparelho Galaxy SII Lite depois de ter atualizado ele pra versão Jelly Bean da Russia, e ai fiz outra cagada de colocar tentar ressuscita-lo com uma Rom do SII e meu celular virou um tijolo. Encaminhei ele a assistência técnica e me informaram que estavam danificada as: placa mae, placa frontal, placa do teclado e a campaínha. Estão aguardando as peças do fabricante (Samsung). Existe a hipótese deles descobrirem de alguma forma que eu ferrei com o celular ou simplesmente vão colocar as peças novamente no aparelho e passará pela garantia?

    Valeu!

    • http://www.facebook.com/claudiosilvahp Claudio Silva

      Eu utilizei o rom manager no galace ace e ocorreu o mesmo problema, eu deveria ter ter visto de alguém teve algum problema usando esse app, mas não fiz, depois que fiz vi que esse app mata o aparelho, e tinha 3 dias de uso… Levei na assistência e trocaram a placa e uma outra peça, nem desconfiaram…

      Se tivessem visto pode ter a certeza que não executariam o serviço.

    • Sandro Vasconcelos

      cara to com o mesmo problema porem outro aparelho um tablet
      porem se eles encomendaram as peças fica tranquilo que não perceberam nada pq se entrar em modo download da pra ver se ele foi modificado em vez de oficial vai estar custom “ou seja customizado”

  • Hunter

    resumo eu “tinha” um LG L5, funcionando normal, era o root, cartão particionado e armazenando apps diretamente.Não contente fui usar o swapper , isto e custou caro, ao reinicializar para as mudanças ele não voltou mais, não da leds , não liga, não da usb…acho que nem “Briker” podemos chamar isto ja que nao tenho nemuma forma de acesso tenho o softer Lg e drivers no pc mas não consigo acesso ja que ele nem liga minha duvida, teria gravado algo no flash room? perdi meu celular? somente trocando a placa ou regravando o flash com maquinas especiais?alguma luz realmente

  • ErikSal

    Depois que troquei o firmware do meu aparelho (LG p350f) encontrei outros apps instalados, que não tinha antes.. Como: Agent Mail. Ru, FBReader, LG MusicClub, LG World, LG Help Desk. Posso desinstalar? Quais?

  • Júlio Cezar Ferreira Rubin

    Belo post!
    Por favor, estou com um problema, comprei meu Galaxy Note 10.1 gt-n8013 nos Estados Unidos, porém com menos de uma semana de uso no Brasil o touch parou de reconhecer o dedo, só a caneta. Já tentei caçar em tudo nas config e nda. Também insralei a versão 4.0.4 mas sem sucesso, então retornei para minha 4.1.2. Não encontrei ninguém nem nenhuma assistência querendo me ajudar. Mesmo eu disposto a pagar pela manutenção.

  • Carlos

    Qual o melhor programa universal para mudar o firmware?

  • Teresa Cristina Souza Leão

    eu não quero esse firmware mas já apareceu no meu celular que já foi baixado e aparece no canto superior esquerdo um ícone com um tracinho verde e a cada hora que eu ligo o cel ele diz atualizar software mas eu não quero… o que fazer para não instalar e sumir com esse ícone e com essa chateação de ter ficar toda hora pulando essa página que abre sozinha.