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August 29, 2011 -

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Review: Motorola Xoom

Motorola Xoom

Motorola Xoom

O Motorola Xoom ganhou destaque por ser o primeiro aparelho com versão adaptada do Android para tablets, o Honeycomb. Se por um lado isso deveria ser um grande trunfo, por outro direcionou para o aparelho todas as reclamações por causa de uma versão nova de sistema, recursos a serem adaptados e falta de aplicativos corretamente desenvolvidas para o novo hardware.

Para complicar a situação, o aparelho vive o melhor e o pior do mundo Android: tem uma versão Google Experience Device, que recebe atualizações diretamente da Google, mas que tem pendências quanto ao acabamento; e outra versão mantida pela Motorola, que sofre com a demora maior de entrega das atualizações, mas consegue reparar alguns dos problemas que o Honeycomb não resolve. No meio dessa situação, o usuário tem a vantagem de poder alterar a versão do sistema, desde que aceite os riscos do processo.

Neste review serão analisadas as características do Xoom quanto ao hardware e ao sistema operacional. Dada a situação do aparelho de ter versões pura e modificada do Honeycomb, o review irá apresentar os pontos em comum entre ambas e destacar, quando houver diferença, como cada versão se comporta.

Outro aspecto coberto é a diferença entre recursos disponíveis em smartphones e tablets. Como a utilidade de um tablet ainda é um assunto bem questionado, em alguns pontos serão comparadas as características que os tornam diferentes de um smartphone.

Índice

  1. A Caixa
  2. Especificações
  3. Características Físicas
  4. Mapa do aparelho
  5. Desempenho
  6. Armazenamento
  7. Barômetro
  8. Recursos Gerais do Sistema
  9. Mapas e Navegação por GPS
  10. Aplicativos e Conteúdos de Terceiros
  11. Jogos
  12. Conectividade
  13. Segurança
  14. Multimídia
  15. Tweaks, Modding e Desenvolvimento
  16. Bateria e Gerenciamento de Energia
  17. Conclusões

A Caixa

A caixa do Motorola Xoom.

A caixa do Motorola Xoom.

Ao abrir a caixa do Xoom dá para ver que a Motorola seguiu a tendência de mostrar o aparelho logo de início. Se o usuário pode ficar animado por isso, a decepção não demora a aparecer quando o resto da caixa é visto. Não há nada mais de acessórios além de um carregador e cabo USB.

Se a Motorola dá um belo exemplo com o Atrix e entrega um conjunto completo, com cabo HDMI, controle remoto e até dock station, no Xoom a coisa é bem diferente. A empresa fornece o cabo de carregamento e um cabo USB. O conjunto não tem sequer um fone de ouvido, o que é péssimo considerando que outros itens seriam bem vindos no conjunto, como dock station, cartão de memória, cabo HDMI, capa, entre outras possibilidades.

O conteúdo entregue com na caixa do Motorola Xoom.

O conteúdo entregue com na caixa do Motorola Xoom.

Se não bastasse a decepção com o conjunto fornecido, logo se nota que para carregar o aparelho é necessário usar uma fonte de alimentação ligada a um cabo grosso de energia, como os usados no computador. Além de o cabo não ser ligado por USB, indicando a impossibilidade de se fazer carregamento ligando o aparelho ao computador, ele é pouco portátil e prático de ser levado, como se espera de um acessório para um dispositivo portátil como um tablet.

O conjunto da caixa é completado com alguns folders e manual do usuário. Não é fornecida nenhuma mídia para drivers ou manuais em versão digital. Se não fosse a empolgação com o uso do tablet, o sentimento geral de unboxing seria simplesmente decepcionante.

Especificações

Características Gerais
Dimensões 249.1 x 167.8 x 12.9 mm
Peso 708g (WiFi) 730g (3G)
Tela 10.1″ WXGA(1280×800) TFT Capacitiva – Reconhece 10 toques simultâneos 150 (ppi) – Gorilla Glass
Teclado Virtual – Android
Botões Físicos Power/Lock Aumentar e Diminuir Volume
Botões Padrão da Interface Voltar Tarefas Recentes Home/Tarefas
LED de Notificações Sim
Processamento e Memória
Processador 1 GHz NVIDIA Tegra 2 T20 Dual Core
Memória RAM 1 GB
Armazenamento Interno 32 GB
Armazenamento Removível micro SD card (max 32 GB) – Só funciona a partir da versão 3.1 BR ou na 3.2 americana
Características Complementares
GPS A-GPS
Acelerômetro Sim
Bússola Digital Sim
Giroscópio 3 eixos Sim
Sensor de Proximidade Não
Sensor de Luz Ambiente Sim
Barômetro Sim
Sistema Operacional
Versões do SO Android 3.01, 3.1 e 3.2 No Brasil 3.0.1 e 3.1
Interface Android puro nos EUA e com poucas modificações no Brasil
Aplicativos Google Aplicativos Google- Android Market- Calendar- Gmail- Google Books (não na versão BR)- Google Maps- Google Latitude- Google Maps Street View- Google Talk- YouTube *Outros aplicativos Google instaláveis pelo Android Market
Aplicativos Versão Americana- Cordy- Dungeon Defenders- Adobe Flash 10 Player- Movie StudioVersão Brasileira- 3 meses de revistas da Abril- Gerenciador de Arquivos- Adobe Flash 10 Player- Movie Studio
Multimídia
Áudio / Fone de Ouvido 3.5mm
Rádio FM Não
TV Digital Não
Reprodução de Vídeo 1080p HD (1920 x 1080)- Codecs: H.263, H.264 AVC, MPEG4 SP e VP8
Reprodução de Áudio Alto-falante estéreo na parte traseira- Formatos: FLAC, MIDI, OGG Vorbis, PCM/WAVE, MP3, AAC, AAC+, eAAC+, WMA e RA
Câmera Principal 5.0 megapixels (2592 x 1944)
Características da Câmera Principal - Dual Flash LED- Auto Foco- Zoom Máximo 8x (digital)- Gravação de Vídeo em 720p HD (1280 x 720) a 30 fps- Efeitos: Color effects, Scenes e White balance
Câmera Secundária 2.0 megapixels (1600 x 1200) – Foco fixo
LED de Privacidade Sim
Conectividade
WiFi 802.11 a/b/g/n – Dual-band support (2.4GHz e 5GHz)
WiFi Hotspot (na versão com 3G) Até 6 dispositivos
Bluetooth Bluetooth 2.1 + EDR Perfis: A2DP, AVCTP, AVDTP, AVRCP, BIP, GAP,GAVDP, GOEP, HID, OPP, PBAP, SPP
USB micro USB 2.0
HDMI micro HDMI 1.4
NFC (Near Field Communications) Não
Sincronismo com o Computador Não – Apenas compartilhamento de dados da memória e do cartão
Bateria e Autonomia
Tipo Li-Polymer 6500mAh
Carregamento Por conector proprietário
Tempo de Uso - Navegação Web por Wi-Fi: ~10 horas – Reprodução de MP3: ~79 horas (~3.3 dias) Reprodução de Vídeo: ~10 horas
Tempo em Standby (máximo) 14 dias

Características Físicas

Construção

O Xoom tem uma boa construção, apesar de algumas imperfeições. A carcaça é, em sua maior parte, de metal e o restante de um material emborrachado. O resultado dessa combinação é um aparelho com boa robustez e acabamento. O problema dessa construção é o peso final do produto, que supera concorrentes como o iPad 2 e o Galaxy Tab 10.1, respectivamente, em 100g e 150g. Esse peso não é nada absurdo, mas dá ao aparelho uma desvantagem ao ser comparado diretamente com um dos concorrentes. Além disso, invariavelmente o tablet provocará cansaço ou dor antes que um deles.

Detalhes da construção do Motorola Xoom, com metal e borracha.

Detalhes da construção do Motorola Xoom, com metal e borracha.

Suas dimensões são: 249.1 x 167.8 x 12.9 mm. Ele é mais grosso do que ambos, Galaxy Tab e e iPad 2, que possuem cerca de 9mm de espessura, mas possui uma altura menor do que ambos (considerando o tablet da Apple deitado). O aparelho possui tela de tela de 10.1” e uma borda relativamente grande ao redor dela.

Visão frontal do Motorola Xoom.

Visão frontal do Motorola Xoom.

O Xoom, seguindo o padrão do Honeycomb, é feito dando preferência para o uso em modo paisagem, na horizontal. Quando segurado em modo retrato com uma mão, o peso e a parte central da lateral provocam um certo desconforto, apesar de não ser algo drástico. Segurar o aparelho em modo retrato com as duas mãos, contudo, é agradável, já que a tendência é segurá-lo a partir da parte inferior, que dá acesso ao teclado. Isto, porque as bordas são mais finas e totalmente simétricas, que dão uma boa sensação de conforto.

Botão Power do Xoom

Botão Power do Xoom

Um ponto estranhado na construção do aparelho é a localização do botão Power. Geralmente o botão está presente na borda superior ou no canto superior de uma das laterais. No Xoom, o botão fica na parte de trás do aparelho, à esquerda. Para apertá-lo, é preciso usar a mão esquerda sem ver sua localização. Apesar desse posicionamento estranho, é fácil se acostumar com a mudança, porque o botão é grande e em formato côncavo, o que facilita sua identificação pelo tato. Seu uso só é prejudicado quando o aparelho está em um suporte, já que é preciso afastar suas costas na hora de ligar a tela, por exemplo.

Botões de volume do Xoom.

Botões de volume do Xoom.

Além do botão Power há apenas 2 botões de controle de volume do áudio, localizados no canto superior esquerdo. A localização dos botões é boa e mantém um certo padrão encontrado em aparelhos como Nexus S e Galaxy S. O único defeito é a força necessária para usar os botões, já que eles são um pouco mais duros do que se espera e ficam pouco acima do nível da carcaça do aparelho (o que evita um aumento das dimensões).

LED de notificações do Xoom.

LED de notificações do Xoom.

Na parte frontal do aparelho, além da tela, há uma câmera com LED de privacidade, um sensor de luz, um LED de indicação de carregamento da bateria e um LED de notificações com 3 cores. A presença do LED de notificações é um ótimo diferencial porque permite que o usuário saiba que ocorreu algum evento importante mesmo que ele tenha ocorrido há alguns minutos. Pelo fato do LED consumir pouca energia, a notificação pode continuar ocorrendo (até que o usuário interaja com o dispositivo) sem afetar consideravelmente a autonomia. Quando não há este recurso, geralmente é emitido um alerta sonoro que pode não ser ouvido se o usuário estiver distante do aparelho na hora do alerta.

A presença dos LEDs é algo ótimo, mas é de se estranhar a redundância (um para notificações, outro para carregamento e um terceiro para a câmera). A indicação de carregamento, por exemplo, poderia ter sido aproveitada no LED de notificações. Além disso, só há uma indicação se carregamento se o aparelho estiver desligado. Se estiver ligado ele não sinaliza o carregamento, mesmo que a tela esteja apagada.

Entrada para cartão Micro SDHC.

Entrada para cartão Micro SDHC.

No canto superior há uma entrada para fone de ouvido de 3,5 mm e uma entrada para cartão de memória micro SD (de até 32GB). A tampa do cartão não sai tão rapidamente quando se espera, mas aparenta ter uma boa resistência e não deixa frestas, o que impede a entrada de poeira. No canto inferior estão a entrada micro USB, micro HDMI, um conector proprietário e entrada para fonte de energia.

A utilização do micro USB e do micro HDMI é importante porque permite o uso de acessórios comuns a outros gadgets, sem envolver mais custo pela aquisição de acessórios ou mais itens a serem carregados. Apesar desse ponto positivo, a Motorola vacilou ao não aproveitar o próprio micro USB para realizar o carregamento da bateria do aparelho. O ideal seria aproveitar o formato proprietário para permitir um carregamento rápido da bateria, mas também oferecer a possibilidade de carregar o tablet por USB.

Portas de conexão do Motorola Xoom.

Portas de conexão do Motorola Xoom.

A parte de trás do aparelho possui uma câmera traseira, dois LEDs para flash, o botão power e dois alto-falantes estéreo. A localização do som não é muito boa, já que o som acaba sendo abafado quando está sobre uma superfície. Ao contrário do que se costuma ter em celulares, a bateria não é removível e não há tampa traseira para retirada. Com isso, o usuário perde a facilidade para ter outras baterias, mas isso não deve ser uma grande preocupação porque o tablet possui boa autonomia. Como a retirada da bateria é uma das formas de se reiniciar um aparelho travado, a Motorola permite que se use a combinação de botões Power + Aumentar Volume para forçar a reinicialização do Xoom.

Sendo um tablet e não um smartphone, alguns recursos comuns ficaram de fora, como a capacidade de vibrar e o sensor de presença. A vibração é útil em celular porque o usuário pode notar um evento importante no aparelho mesmo que ele esteja em modo silencioso e sem contato visual, por estar no bolso ou bolsa. O sensor de presença é útil, para o smartphone, porque ajuda o telefone a identificar que o usuário está com o rosto encostado sobre a tela e, com isso, pode desligá-la para poupar energia. Assim, é possível entender as duas ausências, apesar de elas poderem ter sido utilizadas para outras funções.

Visão da parte de baixo do Xoom e sua espessura.

Visão da parte de baixo do Xoom e sua espessura.

Um recurso que poderia estar presente é a entrada para uma trava de segurança no aparelho, como a que existe em notebooks e netbooks. Apesar de achar que essa sugestão será tida como inútil pelos leitores do blog, já que um tablet pode ser facilmente carregado, há situações de uso em que o aparelho fica como um “pc companion”, com acesso rápido a recursos como tweets, e-mails e outros recursos facilmente acessados. Assim, ter uma forma de manter o Xoom seguro em uma mesa nos momentos em que se dá uma saída rápida para beber água, ir ao banheiro ou conversar com um colega, seria útil.

Tela

Visão lateral da tela do Xoom.

Visão lateral da tela do Xoom.

O Xoom tem uma tela de 10”, com resolução WXGA (1280 x 800 pixels), resultando em 150 ppi — maior do que a do iPad 2 e igual a outros tablets com Android de 10″. A tela, tendo aspect ratio de 16:10, é ótima para assistir filmes e jogar. Apesar de não ser Super Clear LCD, LED, AMOLED e nem de outra tecnologias que são melhores do que LCD, o brilho é forte.

O brilho forte é importante, porque permite que se visualize o conteúdo da tela ainda que exista outra luz sobre a tela, como uma lâmpada ou mesmo luz solar. Na maioria das vezes, o aparelho foi usado com 20% do brilho (em ambientes fechados) e, ainda assim, ofereceu uma boa visualização do conteúdo. Quando usado em lugares com baixa iluminação e mais gente, a incapacidade de diminuir ainda mais o brilho chegou a ser um inconveniente, com a preocupação de não chamar a atenção (mas não que esse seja realmente problema, já que a tela de um tablet já atrai alguma atenção por seu tamanho).

Tela do Motorola Xoom ligada.

Tela do Motorola Xoom ligada.

O Xoom consegue reproduzir 24bits de cor em sua tela. Mesmo com a boa qualidade da tela, dá para notar a diferença nas cores ao comparar a visualização da mesma imagem em outras telas LED.

Visualização de cores: imagem original (à esquerda), imagem da tela do Xoom (ao centro) e imagem de um monitor LED (à direita).

Visualização de cores: imagem original (à esquerda), imagem da tela do Xoom (ao centro) e imagem de um monitor LED (à direita). Apesar de afetado pela qualidade da câmera, nota-se a um tom mais roxo no monitor, ao contrário do tom predominantemente azul no Xoom. Monitor e Xoom foram capturados na mesma foto.

Além de não apresentar tão bem as cores, a tela tem dois defeitos: “oleolatria” e alta reflexão. Se o aparelho é usado sem uma película, é fácil deixar marcas de dedo por toda a tela, o que incomoda um pouco. O excesso de reflexo também é incômodo, apesar de ser um pouco aliviado ao colocar o brilho da tela no máximo. Apesar dos dois inconvenientes, é possível acabar esquecendo do problema ao utilizar o aparelho por mais tempo e ajustar seu posicionamento de forma a evitar reflexo.

Um ponto positivo da tela do aparelho é a proteção Gorilla Glass. Ainda que a Motorola não faça questão de mencionar essa característica em seu site, a existência do vidro de proteção foi confirmada por um funcionário da empresa em seu fórum.

Reconhecimento de 10 toques simultâneos.

Reconhecimento de 10 toques simultâneos.

A sensibilidade ao toque da tela é boa e tem sua sensação melhorada com a boa resposta do sistema. Apesar de continuar atrás da sensação oferecida pelos aparelhos touch screen da Apple, não há do que reclamar. O aparelho consegue reconhecer 10 toques simultâneos, o que permite o uso de aplicativos para instrumentos musicais ou formas de interação que envolvem outras pessoas. Para uso geral, o comum é usar até dois toques para interações como zoom in e zoom out.

Mapa do aparelho

Mapa do Motorola Xoom, retirado e adaptado do manual do aparelho.

Mapa do Motorola Xoom, retirado e adaptado do manual do aparelho.

Desempenho

Processador NVIDIA Tegra 2

Processador NVIDIA Tegra 2

O aparelho vem com o processador NVIDIA Tegra 2, já presente em smartphones lançados no mercado. Com dois cores de 1 GHz, o uso do sistema ocorre bem e sem sensações de engasgo. O 1 GB de memória RAM complementa as especificações para permitir o uso de programas mais “pesados” e para manter em memória os aplicativos mais utilizados pelo usuário, diminuindo o tempo de troca e abertura de aplicativos.

Além das especificações, dois motivos beneficiam a velocidade do aparelho: ausência de uma interface personalizada e desenvolvimento de recursos diretamente pela Google. Como o Xoom americano teve a sorte de se livrar do MotoBlur e o brasileiro teve poucas mudanças, o Honeycomb foi entregue puro para o usuário. A diferença que isso faz pôde ser sentida ao comparar o aparelho com o Samsung Galaxy Tab 10.1, como visto no post de comparação entre os dois.

Nos testes, o Xoom foi cerca 20% superior, de acordo com o Quadrant, e aproximadamente 5% mais rápido, pelo SmartBench. Apesar dessas diferenças, a Asus parece ter conseguido resultados ainda melhores do que o Xoom mesmo com modificações no Android, ficando cerca de 5% mais rápido do que ele, de acordo com o mobilebenchmark.net. No ranking de benchmark de disipostivos móveis, o aparelho da Motorola fica atrás apenas do Asus Eee Transformer e dos smartphones Samsung Galaxy SII e HTC Sensation.

A explicação para ficar atrás dos smartphones está tanto no hardware quanto no sistema operacional (software). Ambos possuem processadores de 2 cores com maior frequência do que o Xoom e com resolução menor, que implica em uma necessidade menor de realizar processamento gráfico, já que há menos detalhes para se lidar. Além disso, há o próprio custo do Honeycomb, que inclui mais recursos e efeitos visuais, como a exibição do conteúdo das tarefas recentes. Saber que há dispositivos móveis mais rápidos não é algo que anima o dono de um aparelho. Contudo, o importante é saber que o Xoom tem um ótimo desempenho e não deve dar trabalho para o dono, respondendo rápido às interações.

O único ponto em que se notou alguma forma de lentidão foi em momentos mais intensos dos jogos. Um exemplo disso foi o jogo FieldRunners. Nos momentos finais do jogo, onde há torres por todo o terreno, mais inimigos são colocados em cena e é comum colocar o tempo acelerado, é possível notar uma perda de fluidez do jogo. Ainda assim, não é nada que chegue a ser problemático.

Para analisar o desempenho do Xoom foram utilizados o Quadrant e o Smartbench. Para cada um deles, o aparelho foi reiniciado e o aplicativo foi executado consecutivamente 5 vezes. A média dos resultados obtidos com Quadrant foi 1789 (1675, 1807, 1781, 1825 e 1857). No SmartBench a média dos resultados para os índices de produtividade e games foi 3059/2439.8 (3093/2430, 2723/2450,3423/2448,2642/2441 e 3414/2430). Apesar de ter algumas personalizações, não foram encontradas diferenças significativas nos índices de desempenho entre a versão 3.1 do Xoom brasileiro e as versões 3.1 e 3.2 fornecidas para a versão Americana do aparelho. Essa é uma boa notícia, já que o usuário pode escolher, sem se preocupar com desempenho, entre ficar com os recursos mais recentes do Android ou uma versão menos recente, mas com recursos que a Google não incluiu.

Armazenamento

Opções de armazenamento de dados no Xoom.

Opções de armazenamento de dados no Xoom.

O Xoom oferece para o usuário 32GB de armazenamento interno e suporta cartão de memória micro SDHC de até 32GB. Ao contrário de outros tablets no mercado, não há variação quanto ao armazenamento em versões com ou sem 3G.

A possibilidade do uso de cartão de memória é importante não apenas pela capacidade de alocação total de 64GB de armazenamento, mas também pela facilidade com que se pode retirar a mídia do tablet e passar para um computador ou câmera, e vice-versa. Além disso, o usuário pode ter diversos cartões, para finalidades diferentes, que criam um cenário de armazenamento “ilimitado”, ainda que o custo dos cartões de memória de alta capacidade não seja muito baixo.

Apesar de destacada a importância do cartão de memória, é fundamental ter um bom armazenamento interno no aparelho, como bem destacado no droider.com , e isso é bem realizado no Xoom. Nos testes do PassMark para leitura e gravação, a memória interna permite leitura a 15,3 MB/s e escrita a 14,3 MB/s. De acordo com a tabela de classificação de velocidade de escrita de cartões de memória, a velocidade superaria o requisito mínimo da classe 10. Considerando o tamanho de 32GB e a velocidade de acesso, a memória interna entrega uma boa velocidade para o armazenamento oferecido, ainda que a velocidade de leitura pudesse ser um pouco melhor.

O uso de cartão de memória pode ser feito normalmente a partir da versão 3.1 do Honeycomb para o Xoom brasileiro. Com ela é possível ler e gravar os dados normalmente. Na versão 3.2 do Xoom americano, lançada diretamente pela Google, o cartão de memória só pode ser lido. Se o usuário quiser gravar algum dado, será preciso fazer isso utilizando um computador para acessar o Xoom ou retirar o cartão de memória e escrever em outro dispositivo.

Barômetro

WeatherBug - informações climáticas e uso do barômetro para prever mudanças rápidas no tempo.

WeatherBug - informações climáticas e uso do barômetro para prever mudanças rápidas no tempo.

Um recurso diferenciado adicionado ao Xoom foi o Barômetro, que fornece informações sobre a pressão atmosférica local. Com essas informações, é possível conseguir uma indicação da altitude em que o aparelho está e prever algumas mudanças climáticas a curto prazo, como o WeatherBug for Honeycomb indica fazer.

Ao utilizar o aplicativo Barometer HD, é possível ter uma noção do uso para indicar a altitude. Apesar de os valores variarem constantemente, ainda que o aparelho esteja imóvel em uma mesa, dá para notar uma indicação da mudança de altura, com relação ao nível do mar, quando ele é movido. Deixando o tablet no chão, os valores ficam entre ~588 m e ~589 m. Ao segurar o aparelho acima da altura da cabeça, a altura varia entre 590 m e 591 m.

BarometerHD - indicação de informações do barômetro do Xoom.

BarometerHD - indicação de informações do barômetro do Xoom.

 

Recursos Gerais do Sistema

O Honeycomb apresenta mudanças significativas em sua interface com relação ao Gingerbread. Apesar de uma certa desconfiança de que ele é apenas um shell para o core do Gingerbread, talvez reforçado pelo fato de que o código ainda não foi liberado, há algumas mudanças interessantes. Foi adicionada a capacidade de configuração de proxy, modo USB OTG, visualização melhorada de aplicativos recentes, entre outras, que também serão vistas ao longo do review. Infelizmente algumas mudanças apareceram apenas por fabricantes de outros tablets, como a tão desejada capacidade de capturar tela sem a necessidade de ter acesso como root.

Aparência

A aparência do Honeycomb ganhou grandes avanços com relação à dos smartphones. Os efeitos de transição, detalhes de ícones e quadros apenas com bordas azuis e widgets com a mesma tonalidade, dão um ar futurístico à interface. Para complementar a beleza dos efeitos, o modo de edição dos desktops é de impressionar à primeira vista, permitindo a visualização dos 5 desktops e inclusão de ícones, widgets e atalhos variados.

Personalização do desktop do Honeycomb

Personalização do desktop do Honeycomb

Mesmo na listagem de aplicativos é possível tocar e manter o dedo pressionado sobre um atalho para que os 5 desktops sejam mostrados. Com isso, o usuário pode personalizar as diferentes áreas com facilidade.

Os widgets ganharam capacidade de rolagem de conteúdo na tela, alguns com efeitos mais bonitos do que a simples rolagem, como a exibição de livros do Google Books, que faz a capa de um livro sumir na tela enquanto outra aparece na base da pilha. A partir da versão 3.1 os widgets passaram a ser redimensionáveis, quando o desenvolvedor os preparara para isso. Assim, fica fácil preencher o espaço grande da tela aumentando o espaço de um item ou diminuindo para que outros também caibam.

Desktop personalizado no Honeycomb.

Desktop personalizado no Honeycomb.

Apesar da boa interface, alguns pontos poderiam ser melhorados. Os desktops não têm uma rolagem circular, que facilita a tarefa de se passar pelo conteúdo de modo contínuo. Além disso, apesar da capacidade de redimensionar widgets, o espaço da tela parece ser mal aproveitado, sobretudo nas bordas. Parte do motivo parece ser o espaço para toque que facilita a mudança de um desktop para o outro. Ainda assim, seria possível aproveitar melhor esse espaço com mais uma coluna para a inclusão de ícones ou preenchimento por widgets.

Opções de uso de papel de parede no Android Honeycomb.

Opções de uso de papel de parede no Android Honeycomb.

Como planos de fundo, é possível escolher fotos e papéis de parede estáticos e animados. Os papéis de parede são mostrados parcialmente na tela, para permitir que o fundo seja movido um pouco quando se passa pelas áreas de trabalho.

Live Wallpaper do Google Maps.

Live Wallpaper do Google Maps.

Apesar de não ser recomendável usar por causa do consumo maior de energia, um fundo de tela interessante fornecido é o do Google Maps. Com ele, é exibido, em segundo plano, o mapa da região em que o aparelho está localizado. O efeito no tablet é visualmente muito agradável e pode ser útil porque é possível visualizar informações de trânsito e clima.

Barra de notificações do Xoom, combinada com algumas configurações.

Barra de notificações do Xoom, combinada com algumas configurações.

A barra de notificações, apesar de lembrar um pouco o Windows, é bem localizada na parte de baixo da tela. Cada notificação pode ser vista separadamente ou em grupo. Quando está relacionada a um evento temporário, é possível remover a notificação.

Botões padrão do Android Honeycomb.

Botões padrão do Android Honeycomb.

Os botões do Android, que em smartphones aparecem como botões físicos ou capacitivos, agora fazem parte da interface, o que explica a diminuição do número de botões físicos do aparelho. Suas funções são voltar, apresentar o desktop principal e mostrar tarefas recentemente abertas.

Como pode ser notado, o botão de tarefas foi adicionado, enquanto os botões de pesquisa e propriedades foram colocados em outros lugares da interface que nem sempre são mostrados. Alguns aplicativos substituem momentaneamente os botões do Honeycomb por pontos mais discretos, permitindo que o usuário tenha atenção no conteúdo principal e não em detalhes da interface. Quando esses pontos são tocados, os botões voltam a ser exibidos e a funcionar normalmente.

Exibição da lista de aplicativos no Honeycomb.

Exibição da lista de aplicativos no Honeycomb.

Assim como no Gingerbread e nas versões anteriores, a lista de aplicativos é mostrada em um único nível, com a possibilidade de se percorrer a lista. Não há como agrupar os itens em pastas.Apesar disso não ser algo bom, dá para realizar organização do conteúdo nas áreas de trabalho, diminuindo a necessidade de organizar aplicativos e recursos hierarquicamente.

Tela de configurações e informações sobre o tablet.

Tela de configurações e informações sobre o tablet.

A área de configurações centraliza recursos para obter informações sobre o aparelho e recursos que o usuário pode controlar. As categorias são bem definidas e organizadas, o que facilita seu uso.

Teclado

O Xoom não tem teclado físico, apenas virtual. O teclado virtual do aparelho, criado pela Google, tem um bom tamanho e inclui botões oportunos como “.com” e “@”, que facilitam a digitação de URLs e endereços de e-mail. Na posição horizontal, apesar de o tamanho ser grande o suficiente para se comparar a um teclado real, não dá para digitar com as duas mãos por causa da falta de um guia tátil para as teclas. Assim, o usuário se vê forçado a “catar milho” para digitar, usando os dedos indicadores. A digitação na posição vertical, com o aparelho em modo retrato, é mais confortável porque as teclas ficam mais próximas e é possível usar os polegares, como em um smartphone.

Teclado do Android Honeycomb

Teclado do Android Honeycomb

Há outras opções que acabam sendo melhores do que o teclado o teclado virtual do Android: digitação por gestos e teclados com teclas agrupadas nas laterais. Como digitação por gestos o melhor exemplo é o Swype, cuja versão para tablets inclui um teclado de tamanho reduzido que evita a necessidade de se movimentar o dedo ao longo dos ~22cm de largura da tela. A opção de teclado com telas agrupadas nas laterais permite que se segure o tablet com as duas mãos e se use os polegares para digitar, tornando o processo de digitação bem cômodo.

Para quem precisa digitar textos mais longos, é possível usar teclados Bluetooth e USB. No segundo caso, é preciso estar, pelo menos, com a versão 3.1 do Android para que os acessórios USB funcionem, além de ter um adaptador para isso. Cumprindo esses requisitos, tem-se a experiência de digitação em um netbook e com a possibilidade de uso de um acessório com preço baixo, ao contrário dos acessórios oficiais para tablets que chegam a valores absurdos.

Multitarefa

Multitarefa no Honeycomb

Multitarefa no Honeycomb

Como dito anteriormente, o aparelho tem um bom hardware, com um processador de ótimo desempenho e memória RAM suficiente para oferecer uma boa experiência de uso. Apesar de tanta capacidade, a experiência de multitarefa do Android continua não sendo a ideal.Já houve uma evolução, com relação ao Gingerbread, com a visualização do conteúdo dos aplicativos na lista de tarefas recentes. Contudo, o uso de tarefas recentes e não de tarefas abertas, por si só, já configura uma má percepção de multitarefa.

Pela lista de tarefas apresentadas, só é possível fazer uma seleção para abri-la. A opção de forçar seu fechamento, ainda que não seja tão necessária no Android, só fica disponível em uma opção dentro das configurações, o que torna seu acesso pouco prático. Mais detalhes sobre os problemas da multitarefa do Android, seja no Gingerbread ou no Honeycomb, estão descritas nesse post.

Visualização de tarefas ativas no Android Honeycomb.

Visualização de tarefas ativas no Android Honeycomb.

A lista de serviços em execução mostra serviços de aplicativos instalados pelo usuário ou pertencentes ao sistema. Com ele, o usuário pode determinar o encerramento forçado do aplicativo, ainda que isso não seja recomendado pelo sistema.

Gerenciador de Arquivos

Na versão pura do Android, como a disponível no Nexus S e no Xoom americano, não há um gerenciador de arquivos já incorporado ao sistema. A presença de um aplicativo assim acontece pela iniciativa do fabricante do aparelho, como uma personalização, ou a partir da instalação feita pelo usuário. A exemplo do primeiro caso, a Motorola Brasil adicionou ao Honeycomb um Gerenciador de Arquivos básico, mas prático.

Gerenciador de Arquivos incluído pela Motorola no Xoom brasileiro.

Gerenciador de Arquivos incluído pela Motorola no Xoom brasileiro.

O gerenciador tem funções básicas como selecionar um ou vários arquivos e pastas. Para a seleção feita, é possível aplicar ações como mover, copiar e apagar. Além disso, por ele é possível criar pastas e fazer a extração de arquivos compactados.

Navegação Web

Teste de suporte a HTML 5

Teste de suporte a HTML 5

A navegação na Web é uma das funções mais agradáveis de se utilizar em um tablet e o Honeycomb tem um browser à altura dessa tarefa. O navegador, ao contrário do existente no Gingerbread, trabalha bem com abas e oferece uma boa experiência. Ele é compatível com HTML5, Flash e renderiza bem as páginas. Ao analisar o navegador padrão do Honeycomb no http://html5test.com/e comprar os resultados com outros navegadores, os resultados, para um máximo de 450 pontos, foram:

Como pode ser visto, o navegador do Honeycomb supera a quantidade de elementos HTML5 suportada pelo Gingerbread, mas fica aquém dos resultados de navegadores para PC, como Chrome e Firefox. Com resultados um pouco melhores, o Dolphin for Pad, executado no Honeycomb, teve resultados melhores. Apesar de ter superado o Safari em alguns poucos pontos, de acordo com o site html5test.com, o resultado pode não ser tão confiável já que os resultados obtidos com o Xoom foram diferentes dos apresentados no site.

Mesmo com o bom suporte a tecnologias e padrões Web, há alguns detalhes que poderiam ser melhorados. Alguns vídeos não puderam ser executados pelo navegador, como os do portal R7, apesar de ser possível assistir os do Terra, Globo e Olhar Digital. Além disso, quando se realiza uma rolagem rápida o navegador deixa à mostra alguns blocos pretos, como se não conseguisse renderizar o conteúdo rapidamente, ainda que ele já tenha sido visto antes.

Um recurso interessante adicionado ao tablet é a função de login facilitado para as contas já configuradas da Google. Se o endereço do Gmail for acessado e o usuário já não estiver logado, as contas cadastradas são oferecidas para uso como login. Basta clicar em uma delas e a autenticação é feita, sem complicação. Para ser ainda melhor, essa facilidade poderia ser aplicada a outros serviços, como autenticação no Windows Live a partir de uma conta sincronizada no tablet.

Opção do Honeycomb de autenticação em site por conta já registrada.

Opção do Honeycomb de autenticação em site por conta já registrada.

Um problema encontrado no navegador é falta de uma opção persistente de escolha do user agent do browser. O user agent é a forma pela qual o navegador é identificado pelo sites. Pelo fato de ser identificado como Android, muitas as páginas são carregadas em modo para smartphones, o que pode ser útil alguma vezes, mas acaba desperdiçando o bom tamanho e resolução da tela.

Uma opção existente para contornar o problema é usar o navegador em modo de debug (basta digitar no endereço “about:debug”, sem aspas) e alterar o user agent em uma configuração que surge nesse modo. Contudo, além de não ser algo natural para os usuários menos experientes, a opção não é persistente. Toda vez que o navegador for aberto será preciso fazer a configuração.

Diferença entre versão móvel e versão completa de um site.

Diferença entre versão móvel (à esquerda) e versão completa (à direita) de um site.

Por causa dessa limitação, uma opção mais viável é usar outro navegador. Uma opção gratuita disponível é o Dolphin for Pad. Além de manter bons recursos de abas e plugins, permite a configuração persistente do user agent. Além disso, oferece para o usuário a opção de carregamento de Flash sob demanda, fazendo com que animações e propagandas de sites só sejam carregado se o usuário clicar sobre ela, o que economiza banda.

O Dolphin também consegue resolver alguns problemas encontrados no navegador padrão, como a visualização de blocos de carregamento da página, quando se faz uma rolagem rápida, e impossibilidade de assistir vídeos de sites como o r7.com e consegue uma pontuação ainda melhor no html5test.com, com 249 pontos. Como ele não o recurso de login facilitado em contas da Google, o ideal é usar cada navegador para as situações para as quais eles sejam mais convenientes.

Agenda de Contatos

Apesar de parecer estranho um tablets em função de telefone, uma agenda de contatos é importante para facilitar a comunicação por e-mail, comunicadores instantâneos e redes sociais. Com a capacidade do Android de agregar contatos de outros serviços à medida em que são instalados aplicativos que dão acesso a eles, esse recurso é ainda mais importante.

Gerenciador de contatos no Honeycomb

Gerenciador de contatos no Honeycomb

A agenda de contatos do Honeycomb teve sua interface adaptada para tablets, mas em essência mantém o que a agenda de contatos do Gingerbread faz e, infelizmente, seus defeitos. Por ela, é possível registrar diversas informações, como diferentes números de telefone, endereço, e-mail, site, etc. É possível gerenciar grupos, bem como filtrar contatos por eles. Tudo isso, gerenciando informações que vem de diferentes contas configuradas para sincronismo.

Assim como na versão para Gingerbread, um problema do gerenciamento dos contatos é a duplicação de itens e o processo trabalhoso para unificá-los. Ao invés de contar com uma opção que lista os contatos provavelmente duplicados, que poderia ser feito por nome, número ou e-mail em comum, é preciso ir de contato em contato, solicitar a unificação e buscar o item a ser unido.

Mesmo com a imperfeição dos itens duplicados, a interface é bem construída e prática. A tela tem espaço suficiente para exibir a lista de contatos e mostrar os detalhes de um item que seja selecionado. O filtro destes contatos pode ser feito com a seleção do grupo ou ao digitar parte do nome do item desejado. Além do gerenciamento dos itens, é possível compartilhar contatos, importar ou exportar pelo formato vcf e organizar a exibição dos nomes por nome e sobrenome ou o inverso.

Agenda

Lista de compromissos na agenda.

Lista de compromissos na agenda.

O aplicativo para gerenciamento de eventos e compromissos do Google foi muito bem adaptado para tablets. A interface é limpa e bem projetada, conseguindo combinar uma visualização adequada dos itens registrados ao mesmo tempo em que oferece filtros por agendas e datas e a mudança de visualização por dia, semana e mês. A busca por um compromisso mostra a lista de resultados de um lado e a descrição de um evento selecionado à direita. Isto facilita a escolha de um item para sua visualização em detalhes.

Apesar de bem construído, há alguns recursos que podem causar confusão. Nos resultados da pesquisa, por exemplo, não há um indicativo claro de que os resultados excedem o tamanho da tela e que o usuário tem a opção de fazer uma rolagem dos itens. Isto ocorre, por causa da falta de uma barra de rolagem, como é comum encontrar em sistemas operacionais para desktops.

Visualização de compromissos de um dia.

Visualização de compromissos de um dia.

Outro ponto que causa confusão é o toque prolongado sobre um item já existente do calendário. O toque prolongado é uma ação que implica na criação de um novo evento. Mesmo que o usuário toque sobre um item existente, ao invés de abrir um modo de edição, será dada a opção de criação de um novo item, o que pode levar o usuário à impressão errada de que ele está editando e não criando um novo item. Mesmo com alguns pontos confusos, é fácil se acostumar com o aplicativo e entender sua dinâmica.

Com a capacidade de sincronismo o serviço do Google Calendar e um widget disponível para uso no desktop, o aplicativo é um ótimo recurso do Honeycomb. A única pendência é a capacidade de usar e sincronizar as tarefas. Ainda que o usuário queira utilizar um outro aplicativo para isso, o próprio Android não fornece uma opção de sincronismo, forçando o desenvolvedor a fazer uma autenticação pela Web.

Google Reader

Lista de feeds no Google Reader.

Lista de feeds no Google Reader.

O Google Reader é um dos aplicativos que deveria ter sido repensado para o Honeycomb logo no início, mas a adaptação só aconteceu dias antes da publicação deste post. Por causa dessa demora, algumas alternativas surgiram no Android Market, como o Reader HD e o GReader Pro.

Com a versão para tablets lançada, enfim foi possível fazer a leitura de feeds de uma forma prática e, aparentemente, com uma velocidade de sincronismo melhor do que as alternativas. A principal diferença entre a versão para smartphone e para tablet é ter uma lista de feeds à esquerda ao mesmo tempo em que é possível ver o conteúdo de um item. Na versão para smartphone essa visão de listas e conteúdo não é conseguida, já que tela tem um tamanho restrito.

O tamanho do texto mostrado à direita não é o ideal, mas é satisfatório. O conteúdo não pode ser redimensionado, mas é possível ver texto e imagens em bom tamanho. Os vídeos não são reproduzidos pelo próprio aplicativo, mas aparecem miniaturas que, ao serem tocadas, invocam o aplicativo do YouTube para a reprodução.

Exibição de conteúdo no Google Reader.

Exibição de conteúdo no Google Reader.

Ao listar os itens de um feed, há os tradicionais botões de avançar para o próximo item e voltar, sendo que o primeiro aparece com muito mais destaque, já que é a ação mais natural a ser realizada. Na listagem, há como marcar vários itens como lidos (útil na luta contra os “1000+”). Para cada item são exibidos os botões de marcar com estrela, gostar, compartilhar e manter como não lido. O compartilhamento com comentário fica escondido em um menu, com o nome de “Note”, junto com outras opções como inserir tags, enviar e ordenar.

Mapas e Navegação por GPS

Tendo uma tela grande, boa autonomia e um receptor de GPS, não é de se estranhar que o aparelho possa ser utilizado como um aparelho de navegação em automóveis. Apesar dessa boa possibilidade, não há um aplicativo de Modo Carro como no Nexus S, que centralizaria as funções de navegação e locais. Ainda assim, o aparelho tem recursos úteis para orientação, como um bom receptor de GPS, Google Maps e aplicativo de Navegação.

GPS

Teste de recepção de sinal de GPS

Teste de recepção de sinal de GPS

A recepção de sinal no aparelho é a melhor que já encontrei em um dispositivo móvel. Mesmo dentro de casa e longe da janela, é possível usar 5 satélites e visualizar outros mais em pouco tempo, algo que não foi possível conseguir com o Galaxy S e nem com o Nexus S. Uma explicação para isso pode ser o tamanho da antena, já que o aparelho tem uma área que permite um tamanho maior.

Google Maps

O aplicativo não ganhou nenhuma funcionalidade com relação à versão para smartphones, mas sua apresentação em uma tela maior faz tudo ficar mais bonito e com uma visibilidade maior. Mais conteúdo pode ser visto ao mesmo tempo, os gestos ficam mais simples de serem feitos e possuem uma resposta rápida. Com a boa qualidade da recepção de sinal, a experiência de uso do Google Maps é ótima.

Google Maps no Honeycomb

É possível ver diferentes camadas de mapas, como: informações de trânsito, imagem de satélite, terreno, linhas de transporte público, Wikipédia, latitude e locais associados a mapas do próprio usuário. Os gestos permitem que se mude o nível de inclinação da visualização, gire o mapa sobre o próprio eixo ou simplesmente se navegue em alguma direção.

Integração do Google Maps com a busca por locais.

Integração do Google Maps com a busca por locais.

A busca por locais e pontos de interesse próximos, integrada à interface do Google Maps, permite que se encontre locais próximos da região em que se está. Além dos tipos pré-definidos (restaurantes, cafés, bares, atrações, caixas e postos), é possível fazer a busca por outros recursos. Com essa função, é fácil encontrar determinados tipos de locais ainda que não se conheça a região visitada.

Um recurso que finalmente foi adicionado ao Google Maps, ainda que esteja em fase experimental, no Google Labs, é o pré-carregamento de mapas. Com ele, o usuário pode solicitar o download de toda área próxima de uma região, permitindo que se prepare para visitar uma região sem a necessidade de acesso a Internet, pelo menos para o carregamento do mapa. No mapa é exibida com clareza a região cujos dados já estão carregados. O único ponto que poderia ser melhorado é a definição da área de abrangência do download, para evitar que seja necessário ficar solicitando o pré-carregamento de vários blocos.

Download de áreas do mapa no Google Maps

Download de áreas do mapa no Google Maps

O StreetView também está disponível pelo aplicativo, com uma ótima experiência de uso. As imagens são exibidas em boa qualidade e com boa velocidade (desde que o acesso à Internet também seja bom). É fácil visualizar todos os pontos da rua e avançar na direção que se quer.

Navegação

Modo de navegação no Honeycomb.

Modo de navegação no Honeycomb.

Talvez a explicação da ausência de um “Modo Carro” no Honeycomb seja o fato de que o Navegador GPS já teve sua interface melhorada para permitir uma função semelhante, apesar de não tão completa. O aplicativo mostra botões grandes que são facilmente clicáveis.

As opções iniciais são limitadas a uma forma de definir o endereço: falar ou digitar o destino, escolher o endereço de um contato ou um lugar marcado com uma estrela. A geração do trajeto é rápida e a sua visualização, como esperado, é beneficiada pela visão ampla da tela do aparelho. As informações dele podem ser vistas visualmente no mapa ou em passos. Além disso, há opções para se visualizar rotas alternativas e trajetos que evitem pedágios e estradas.

Visualização de várias rotas para a navegação.

Visualização de várias rotas para a navegação.

Assim como no Google Maps, há diversas opções de camadas, apesar de elas serem diferentes. É possível ver: informações de trânsito, visualização de imagem de satélite e pontos de interesse próximos: estacionamentos, postos, restaurantes, caixas automáticos e bancos. Infelizmente não é possível buscar por pontos de interesse diferentes.

Aplicativos e Conteúdos de Terceiros

Uma das maiores críticas que o Honeycomb tem recebido é a da falta de aplicativos. O primeiro ponto a ser notado, é que não há um modo fácil de listar aplicativos que são feitos para tablets, por isso, é comum encontrar listas não oficiais de aplicativos “otimizados para tablet”, a exemplo de: XoomForums, AndroidForums, Android Central e Android Tablets.

Na última lista, o número de aplicativos adaptados para o Honeycomb passa dos 350. Esse número pode não estar à altura da quantidade de aplicativos disponíveis para o iPad, mas certamente oferece um bom leque de opções para os usuários. Os aplicativos cobrem diversas categorias, como utilitários, jogos, produtividade e rede sociais.

News 360 - exemplo de aplicativo bem adaptado para tablets.

News 360 - exemplo de aplicativo bem adaptado para tablets.

Se essa lista não for suficiente, é possível utilizar versões Web de serviços, já que a navegação Web no tablet é boa, ou usar aplicativos feitos para smartphones. Alguns aplicativos, por mais que tenham sido feitos para telas pequenas, oferecem uma boa experiência de uso no Xoom. O RepliGO (aplicativo pago), por exemplo, é um visualizador de documentos PDF. Como sua função é, basicamente, mostrar o conteúdo dos arquivos e oferecer formas de anotação, seu uso é adequado em tablets, já que os desenvolvedores permitiram o ajuste da janela do aplicativo ao tamanho da tela. Pode até ser que em alguns momentos existam botões que sejam menores do que o que se espera em um tablet, mas ainda assim não é um problema grande o bastante para inviabilizar o uso.

Visualização de PDF no Xoom usando o RepliGO.

Visualização de PDF no Xoom usando o RepliGO.

Para lidar com aplicativos que não fazem o ajuste automático da janela para a largura do tablet, a Google adicionou, na versão 3.2 do Honeycomb, a opção de expandir as janelas (não disponível na versão 3.1 do Brasil).A solução até funciona bem, mas nem sempre oferece a melhor opção de uso. Isto, porque alguns elementos da interface parecem estar desfocados, por causa do redimensionamento não previsto pelos desenvolvedores.

Recurso de adaptação de aplicativos de smartphones em tablet.

Recurso de adaptação de aplicativos de smartphones em tablet.

Além do problema da resolução inadequada de aplicativos feitos para smartphones, há o problema da orientação da tela. Muitos aplicativos forçam o uso do aparelho em modo retrato, quando tablets, com o Honeycomb, têm o principal modo de visualização em modo paisagem. O TweetDeck, por exemplo, até consegue mostrar a timeline em modo paisagem, contudo, quando mostra o perfil de um usuário, força o modo retrato, ainda que o aparelho esteja posicionado na posição horizontal. Como resultado, o usuário é obrigado a posicionamento do aparelho.

A adaptação da tela para tablets pode apresentar problemas com resolução e posicionamento na tela.

A adaptação da tela para tablets pode apresentar problemas com resolução e posicionamento na tela.

O usuário pode ser prejudicado por esse esse tipo de restrição, mas quem pode acabar sendo prejudicado é o desenvolvedor, que não tem a visão de adaptar seu produto para dispositivos com Honeycomb. No caso do TweetDeck, existem outras opções de aplicativos que se adaptam melhor ao Xoom. Como o usuário pode partir para uma dessas alternativas, o TweetDeck perde momentaneamente um usuário e pode não conseguir recuperá-lo posteriormente, ainda mais com a promessa de unificação do Android para tablets e smartphones.

No que diz respeito a conteúdo, o Android Honeycomb já está bem servido. Há lojas de livros (Kindle da Amazon, Nook da Barnes and Noble, Saraiva, Cultura e outros), comics (Comixology, DC Universe e outros), revistas ( Zinio, Super Interessante, Veja e outros), jornais (Folha, Estadão, New York Times e outros) e outros.

Jornal Folha de São Paulo, bem adaptado para o Honeycomb.

Jornal Folha de São Paulo, bem adaptado para o Honeycomb.

Um bom exemplo de aplicativo adaptado é o da Folha, disponível gratuitamente. Os itens podem ser vistos com facilidade, já que é possível fazer rolagens verticais e horizontais para ler as diferentes colunas. Quando um item é clicado, os demais ficam ocultos e o conteúdo é expandido, permitindo uma boa leitura.

Zinio - Aplicativo para compra, assinatura e leitura de revistas.

Zinio - Aplicativo para compra, assinatura e leitura de revistas.

Outro bom exemplo de aplicativo é o Zinio. Por ele, é possível comprar revistas e fazer assinaturas, com opções nacionais e internacionais. O único inconveniente é a demora para se conseguir baixar uma revista. Quando se termina de baixar, é possível ver revistas bem adaptadas para a tela do tablet, com imagens em alta resolução e com conteúdo interativo, com links que complementam o que há na revista.

Conteúdo que a Motorola Brasil destaca na página inicial do navegador do Xoom.

Conteúdo que a Motorola Brasil destaca na página inicial do navegador do Xoom.

No Brasil, a Motorola destaca o conteúdo de revistas da Abril, jornal Folha de São Paulo, Livraria Saraiva, Terra TV e GameLoft. Além disso, fornece 3 meses de até 5 revistas da Abril, além de um jogo de demonstração da Gameloft.

Android Market

O Android Market teve mudanças significativas na interface, apesar de não ter melhoras significativas no funcionamento geral. A apresentação é bonita, com imagens de aplicativos sendo exibidas no topo da tela, mudando o item exibido de tempos em tempos. No centro da tela há listas itens em destaque, sendo apresentados 6 por categoria. Entre elas, constam destaques para tablets, os top pagos, top gratuitos, escolha do editor, top lucrativos, top gratuitos e em ascensão.

Tela inicial do Android Market no Honeycomb.

Tela inicial do Android Market no Honeycomb.

Além dos grupos de itens categorizados, é possível ver listas de aplicativos por categorias, como jogos, livros, negócios e comunicação. Dentro de cada uma dessas categorias, há uma nova lista dos principais aplicativos pagos e gratuitos. Quando essas categorias não são o suficiente para encontrar o que se deseja, há um campo de busca por texto, que facilita o processo. Para pais que querem filtrar o tipo de conteúdo ao qual os filhos têm acesso, é possível aplicar uma restrição por conteúdo, classificado como apropriado para todos, não aplicar filtros e restringir materiais com conteúdo de nível baixo, médio ou alto de maturidade.

O Android Market ganhou um gerenciamento facilitado de contas de e-mail. É possível trocar facilmente a conta pela qual os aplicativos são instalados. Para quem já teve outros aparelhos com Android, inclusive smartphones, é possível fazer a instalação da maior parte dos aplicativos no tablet, inclusive os pagos.

O único problema que ainda não foi resolvido é a incapacidade do Android de sincronizar os dados do aplicativo por conta própria, apesar de os desenvolvedores poderem resolver isso. Se você possui um smartphone Android e deseja continuar utilizando o aplicativo no tablet, é provável que tenha que fazer todo o processo de inserção de dados novamente. Em jogos isso significa passar novamente de fases e perder todos os recordes.

Gerenciamento de aplicativos no Android Market.

Gerenciamento de aplicativos no Android Market.

A visualização dos aplicativos também teve melhoras significativas, que aproveitam bem o tamanho da tela dos tablets. São mostradas várias imagens por aplicativos, que podem ser roladas horizontalmente, além de vídeo e descrição textual. A visualização só peca por não permitir que se visualize as imagens com mais detalhes, limitando-se ao tamanho das miniaturas. Assim como no Gingerbread, há um sistema de avaliação dos aplicativos por parte dos usuários e a recomendação de outros com função semelhante. A instalação dos aplicativos pode ser feita paralelamente, com vários outros sendo instalados ao mesmo tempo. Além disso, o Android Market exibe notificações de atualizações disponíveis, que podem ser configuradas para serem realizadas automaticamente.

Google Docs

Google Docs sem adaptação p/ o Honeycomb.

Google Docs sem adaptação p/ o Honeycomb.

O Google Docs é o aplicativo responsável pela edição e visualização de documentos no Xoom, já que o aparelho não oferece um aplicativo para edição offline como seus concorrentes Galaxy Tab 10.1 e Eee Pad Transformer. Além de não permitir a edição offline dos documentos, o aplicativo não tem uma interface adaptada para tablets. Isso não é exatamente um crime, considerando que a essência da edição e visualização de documentos está no conteúdo, não nos elementos de interface. Assim, pelo simples fato de a janela do aplicativo se ajustar bem às dimensões da tela, o resultado é aceitável.

O aplicativo não aceita tantos recursos como editores offline geralmente aceitam e peca por ter uma edição limitada a blocos do texto. Ele deve ser aceito basicamente como um visualizador de documentos simples e bloco de notas com conteúdo salvo pela Google, já que a capacidade limitada de lidar com os recursos mais sofisticados dos documentos pode prejudicar o conteúdo criado anteriormente.

Edição de texto no Google Docs.

Edição de texto no Google Docs.

Um recurso que é útil, tanto no Gingerbread quanto no Honeycomb, é a digitalização do conteúdo de fotos. Mesmo que o reconhecimento não seja perfeito, o reconhecimento do texto pode diminuir o trabalho de se criar uma versão digital de um documento de texto.

YouTube

Painel de vídeos do YouTube no Honeycomb.

Painel de vídeos do YouTube no Honeycomb.

O aplicativo do YouTube já era bem completo no Gingerbread, dada sua função de exibição de vídeos, mas conseguiu melhorar no ponto em que podia para os tablets: a visualização. A Google adicionou um painel que mostra miniaturas de 15 vídeos, dispostos em um efeito de curvatura, como se estivesse em uma superfície côncava, que podem ser rolados na horizontal para se ver outros itens na tela. O efeito é bonito e interessante, o que deve agradar os usuários. Além do modo de visualização do painel de vídeo, é possível navegar por vídeos usando diferentes categorias, data de inclusão e avaliação por usuários. Como é padrão no Android, há também a possibilidade de se filtrar utilizando palavras chave.

YouTube no Honeycomb: detalhes de um vídeo.

YouTube no Honeycomb: detalhes de um vídeo.

Para ter acesso aos recursos da conta pessoal da Google, há a facilidade de poder se escolher uma das contas já cadastradas nas opções de sincronismo ou adicionar outra. Uma vez feito o login, é possível gerenciar favoritos, playslists e inscrições de canais de vídeo, além da opção de fazer upload de vídeos próprios.

Google Talk

Escolha da conta de autenticação no GTalk

Escolha da conta de autenticação no GTalk

O Google Talk foi um dos programas beneficiados na adaptação para tablets. O primeiro ponto notável é a facilidade com que se pode conectar a uma conta. Um painel inicial mostra as várias contas configuradas e a opção de se autenticar com cada uma delas. Para fazer a escolha sobre qual utilizar, um menu localizado no topo facilita a escolha e a mudança.

A lista de contatos é exibida o tempo inteiro, em um menu à esquerda. Quando uma conversa é iniciada, uma janela é aberta e um indicativo do usuário com o qual se está conversando é mostrado. Em um menu à direita estão opções como parar de registrar a conversa, mostrar detalhes do contato, bloqueá-lo, removê-lo da lista, adicionar outros usuários a um chat e limpar o histórico. Além disso, tem-se a opção de iniciar uma conversa por voz ou vídeo.

Exibição de uma conta autenticada no GTalk.

Exibição de uma conta autenticada no GTalk.

A vídeo chamada, já presente no Gingerbread, apareceu no Honeycomb já na versão 3.0.1. O recurso é bem desenvolvido para tablets. A câmera consegue se ajustar bem de acordo com a mudança de posicionamento, utilizando o acelerômetro para isso. Se o usuário estiver uma situação de uso com muita variação no posicionamento, pode habilitar um modo que tenta estabilizar a imagem e melhorar a exibição para o contato com o qual se conversa. Além disso, é possível mudar facilmente entre as câmeras frontal e traseira.

Gmail

O Gmail ganhou uma nova interface para uso em tablets. Assim como outros aplicativos, ele permite manter de forma fixa uma lista lateral, enquanto o dentro da tela é mostrado um dos itens em detalhes. A lista lateral é composta por caixas de entrada e saída, itens arquivados, marcadores, rascunhos e lixeira. No centro, podem ser exibidos os e-mails da pasta/marcador selecionado ou o conteúdo integral de um e-mail. Para facilitar o gerenciamento de várias contas, no canto superior esquerdo há uma caixa de seleção com as contas já configuradas do Gmail. Cada conta tem exibido o número de e-mails ainda não lidos. O usuário pode alternar entre elas com agilidade.

Lista de e-mails do Gmail no Honeycomb

Lista de e-mails do Gmail no Honeycomb

A visualização dos e-mails segue o padrão da versão Web, com os e-mails agrupados por ser uma resposta ou ter o mesmo título de um anterior. Assim como no Gingerbread, não é possível aumentar ou diminuir o nível de zoom dos e-mails. Essa limitação só não prejudica tanto a visualização dos e-mails, quanto em smartphones, por causa do tamanho da tela. Em geral, é possível que todo o conteúdo se ajuste corretamente ao tamanho da tela. Quando o tamanho é excedido, o usuário pode tocar no conteúdo e arrastá-lo para ver o que ficou oculto.

Gmail no Honeycomb: tela para escrever nova mensagem.

Gmail no Honeycomb: tela para escrever nova mensagem.

Com relação à versão Web, só não estão disponíveis opções como o gerenciamento de marcadores e criação de filtros. Isso não chega a ser um problema, já que o tablet realiza bem o que deve: leitura e criação de e-mails.

E-mail

Aplicativo de e-mail no Honeycomb.

Aplicativo de e-mail no Honeycomb.

Como ocorre no Gingerbread, há um aplicativo que permite fazer o gerenciamento de e-mails que não são do Gmail. A interface chega a ser semelhante à do Gmail, com uma lista fixa de pastas, em um menu à esquerda, e a exibição de e-mails e conteúdo, no restante da tela. A configuração de uma conta de e-mail é feita de forma fácil. O usuário só precisa especificar o endereço de e-mail e a senha para que as configurações sejam detectadas automaticamente. Feitas as configurações automáticas, o aplicativo consegue identificar a possibilidade de sincronizar itens além dos e-mails, como calendário e contatos. Cada um dos itens pode ser configurado para ter o sincronismo automático ou não, como se fosse uma conta da Google. As pastas e recursos próprios de outras contas são corretamente identificados e exibidos na barra lateral. Diferente do Gmail, o aplicativo permite que se redimensione o conteúdo de e-mails em HTML, permitindo que se veja todo o conteúdo ainda que ele exceda os limites da tela.

Google Books

Tela inicial do Google Books.

Tela inicial do Google Books.

O Google Books é um dos recursos mais interessantes para se ter no tablet, para permitir a leitura de livros que são gerenciados por um serviço da Google. Infelizmente, quem utiliza a versão brasileira do sistema do Xoom não pode contar com o aplicativo, que ainda não está disponível no Brasil. Quem tiver a versão internacional do aparelho ou tiver mudado o sistema, o aplicativo pode ser bem útil em sua função.

A interface, apesar de manter as mesmas funções da versão para smartphones, tem seus efeitos visuais melhorados. A lista dos livros já baixados ganha sombras e uma apresentação mais bonita. A mudança de uma página tem o efeito de se folhear um livro, exibindo a folha sendo dobrada e passada para o lado oposto.

Os livros podem ser exibidos em sua versão digital, com qualidade e ajuste do conteúdo à tela, ou em sua versão original digitalizada, que não possui a mesma capacidade de ajuste. Para a versão digital, há várias opções de configuração da tela que permitem mudar o brilho, tamanho da fonte, espaçamento entre linhas e cores, que podem dar mais comodidade à leitura.

Google Books - mudança de uma página.

Google Books - mudança de uma página.

Os livros são sincronizados com os servidores da Google e podem ser gerenciados por diversos dispositivos, inclusive por uma versão Web: http://books.google.com/ebooks. Apesar de o aplicativo oferecer a opção de compra de livros, o usuário é redirecionado para um site que acaba exibindo a mensagem de impossibilidade de compra no país. Apesar da boa qualidade do aplicativo, há alternativas que podem ser mais completas quanto a velocidade e recursos de apresentação, como Kindle e Aldiko. Eles, inclusive, permitem a compra de livros por brasileiros.

Jogos

Jogo Cordy pré-instalado no Xoom USA

Jogo Cordy pré-instalado no Xoom USA

Quem deseja aproveitar o tablet para jogar, terá bons recursos em mãos. A tela touch screen, com bom tamanho e com resolução alta já oferece uma boa experiência de uso para jogos casuais, com muita interatividade, a exemplo de Angry Birds, BattleHeart, FruitNinja, FieldRunners e outros. Para quem gosta de emuladores e jogos, que possuem melhor jogabilidade com um joystick, a tela grande permite o uso de controles virtuais.

Para tornar a experiência de jogo ainda melhor, a partir da versão 3.1 do Android, foi adicionada a possibilidade de uso de controles Bluetooth e USB, como o Dualshock do Playstation 3 e controles USB genéricos para computador. É só conectar o acessório ao tablet, usando um adaptador, e usar. A única dificuldade é encontrar jogos que sejam compatíveis com os controles ou que ofereçam a possibilidade de configuração. Até o momento, emulatores, que costumam oferecer a opção de configuração, e o jogo Cordy foram os únicos jogos testados que foram compatíveis. O jogo Gun Bros é parcialmente compatível, porque permite apenas o direcionamento dos tiros com joysticks, mas não o controle da movimentação pelo cenário.

Pinball HD - Jogo pago disponível no Tegra Zone.

Pinball HD - Jogo pago disponível no Tegra Zone.

Como o uso de acessórios elimina a necessidade de se utilizar o recurso de touchscreen da tela, ainda existe a possibilidade de uso do HDMI para conectar o tablet a um monitor ou TV. Dessa forma, é possível ter a experiência de jogos em telas grandes com até 720p de resolução, sem complicações para configurar.

Jogo Battleheart no Xoom.

Jogo Battleheart no Xoom.

Como o aparelho vem com o NVIDIA Tegra 2, há jogos fornecidos que são otimizados para ele (ainda que isso não limite quem não tem um aparelho com esse processador). Para centralizar esse jogos a NVIDIA oferece a loja de aplicativos Tegra Zone, que também oferece notícias, avaliações de usuários e imagens variadas com resolução maior. Com isso, a loja oferece formas melhores do que o Android Market para se analisar um jogo.

NVIDIA Tegra Zone no Xoom.

NVIDIA Tegra Zone no Xoom.

A versão americana do sistema do Xoom vem com os jogos Cordy e Dungeon Defenders instalados. Na versão brasileira não há jogos já instalados. Por um lado, isso é ruim porque o usuário não tem o benefício de ganhar um jogo, mas por outro, é um aplicativo a menos que não pode ser removido sem acesso como root. A Gameloft informa que é possível baixar a versão de demonstração do Spider-Man HD, mas isso não é exatamente um grande recurso…

Conectividade

O Xoom oferece recursos variados de conectividade, que dão ao tablet opções diferentes de uso, seja ele para entretenimento ou trabalho. Nas próximas subseções estes recursos serão descritos e analisados.

Bluetooth

O aparelho possui Bluetooth 2.1 + EDR. Apesar de não ter vindo a versão 3.0, a versão possui as taxas de transmissão da versão 2.0+EDR de até 3 Mbit/s e inclui um recurso de facilitação de pareamento, diminuindo o número de passos necessários para conectar dois dispositivos.

Um exemplo de pareamento simplificado é o que ocorre entre smartphone Android e o Xoom. Ao invés de ter que digitar uma senha em dois aparelhos, é preciso apenas solicitar o pareamento. Enquanto um aparelho gera a senha e a exibe para o usuário, o outro recebe a senha do dispositivo que tenta fazer a conexão e a exibe para o usuário. Tudo o que é preciso fazer é confirmar que as senhas são iguais, para evitar dar acesso a um dispositivo desconhecido, e autorizar a conexão com o clique de um botão de confirmação.

Os protocolos Bluetooth aceitos são: A2DP, AVCTP, AVDTP, AVRCP, BIP, GAP, GAVDP, GOEP, HID, OPP, PBAP e SPP. Além de permitir a troca de arquivos entre dispositivos, uso de fones de ouvido e teclados sem fio, o Xoom também possui suporte a mouse Bluetooth, ganho na verão 3.1 do Android. Quando um mouse é conectado, o aparelho passa a exibir um cursor na tela. Essa opção é útil para trabalhar em textos e com outros conteúdos que exigem maior precisão na área de seleção. Só é preciso tomar cuidado com o modelo a ser comprado, já que alguns podem não funcionar corretamente. O mouse Bluetooth Goldship 0978 foi testado com o tablet, mas não funcionou.

Uma opção que faltou ao tablet foi o recebimento de acesso a Internet por Bluetooth. Considerando que um tablet pode ser utilizado em conjunto com smartphones, essa forma de conexão seria útil para permitir o acesso a Internet de uma forma que gaste menos energia do que o Wi-Fi. Como era de se esperar, outros desenvolvedores começaram a criar soluções, como mostrado em aqui mesmo.

Wi-Fi

O componente Wi-Fi do Xoom é bem completo. Aceita redes dos padrões 802.11 a/b/g/n e trabalha com as bandas 2.4GHz e 5GHz. Essa característica de duas bandas é interessante para permitir que o aparelho se mantenha compatível com roteadores e placas de rede do mercado e tenha acesso a novos equipamentos, com uma rede que sofre menos interferência por causa da frequência diferente.

Assim como com o GPS, espera-se que o desempenho do Wi-Fi seja melhor do que o de smartphones, e isso é observado na prática. Nos testes de acesso a rede feitos com um notebook (Core i7 Sandy Bridge), com o Nexus S, com o Milestone e com o Xoom, observou-se que a latência de acesso a rede é praticamente a mesma entre notebook, tablet e smartphones. As taxas de download e de upload têm uma diferença mais significativa, permitindo ver que o tablet teve desempenho semelhante ao do notebook, enquanto os smartphones tiveram menos do que a metade da velocidade de download e quase 7 vezes menos velocidade de upload. A tabela apresenta a média dos resultados de 3 testes sequenciais com cada aparelho.

Equipamento Notebook (Ubuntu) Xoom (Honeycomb) Nexus S (Gingerbread) Milestone (CyanogenMod)
Ping 12 ms 15,6 ms 15,6 ms 17 ms
Download 16.58 Mbps 15.93 Mbps 6.72 Mbps 7.31 Mbps
Upload 13.79 Mbps 12.75 Mbps 1.64 Mbps 3.81 Mbps

O desempenho melhor do Xoom, com relação aos smartphones testados, também pode ser observado na recepção do sinal. Observando valores das redes Wi-Fi próximas, enquanto no Nexus S as três redes mais próximas ficaram com sinal variando entre -80 e -78 dBm, no Milestone entre -78 e -77 e no Xoom as mesmas três redes ficaram em -70 dBm. Nas duas redes mais distantes, enquanto o Nexus S ficou com sinais -93 e -86 dBm, o Milestone ficou com -99 e -78 dBm e o Xoom com sinal entre -83 e -79 dBm. Esses valores indicam a perda de sinal da rede nos aparelhos. Assim, quanto menor a perda, melhor é a recepção. Para entender melhor esses valores, uma boa fonte de consulta é o Guia do Hardware.

Nexus S vs Xoom: recepção de sinal de Wi-Fi.

Nexus S vs Xoom: recepção de sinal de Wi-Fi.

A qualidade do sinal do Wi-Fi e a estabilidade da rede foram boas, até o momento em que se instalou a versão 3.2 do Android. Nesta versão foi introduzido um bug que faz com que a rede caia frequentemente quando não utiliza um IP fixo. Felizmente, na versão 3.1 lançada pela Motorola Brasil o bug não foi encontrado. Um recurso adicionado no Honeycomb, que já deveria ter sido incorporado em outras versões do Android, é a capacidade de configurar proxy para acessar a rede. Essa opção é importante para pessoas que precisam acessar redes do trabalho ou universidade e que precisam da configuração conseguir fazer o acesso a Internet.

O Xoom não tem recursos interessantes que alguns concorrentes possuem, como Wi-Fi Direct e DLNA. Com Wi-Fi, seria possível utilizar recursos semelhantes ao funcionamento do Bluetooth, com a capacidade de estabelecer comunicação com outro dispositivos sem a necessidade de utilizar um roteador, e sem os limites da conexão ad hoc. O DLNA, cujo aparelho não consta na lista de produtos certificados, permitiria reproduzir mídia em computadores, TV e outros aparelhos compatíveis, em uma transmissão sem fio. Para essa funcionadade, ao menos o usuário conta com a possibilidade de uso do HDMI.

HDMI

Uso de HDMI para ligar o Xoom à TV.

Uso de HDMI para ligar o Xoom à TV.

O Xoom permite a exibição de mídia em outros dispositivos a partir da saída micro HDMI na versão 1.4. Por ela, é possível utilizar monitores e TVs para exibir a imagem do aparelho, limitando-se à resolução 1280×800. Apesar de não ser uma saída Full HD, a qualidade já é maior do que a esperada de uma saída para TV e consegue fazer também a transmissão de áudio pelo cabo HDMI, sem qualquer necessidade de configuração. Esse recurso é útil para utilizar o aparelho para reproduzir filmes, rodar jogos, exibir apresentações de slides e exibir mídia gravada no próprio aparelho. Para quem utiliza mouse e teclado no próprio aparelho, é possível colocá-lo em um monitor maior para melhorar a experiência de uso.

Dada a localização inconveniente da entrada HDMI quando o aparelho não é usado com uma dock station, uma opção interessante é colocar o tablet de cabeça para baixo e ligar o cabo. A imagem é corretamente mostrada na tela, mas o Xoom mostra a imagem de cabeça para baixo, travando o giro automático que ocorreria se o cabo não estivesse ligado. Isso é um problema para quem quer usar a função de touch screen junto com uma tela maior, mas não deve ser problema quando se está utilizando mouse, teclado ou controle de video game.

USB

Como antecipado na seção de construção, o Xoom segue o padrão do mercado e possui um conector micro USB. Isto é importante porque um mesmo cabo pode ser utilizado para sincronizar smartphone e tablet. Além disso, é mais fácil encontrar alguém que tenha este cabo do que um conector proprietário, quando seu próprio cabo foi esquecido.

Adaptador para ligar o Xoom a periféricos USB.

Adaptador para ligar o Xoom a periféricos USB.

Além de permitir o acesso aos recursos do cartão, como será apresentado na próxima seção, a entrada ganhou uma nova gama de funcionalidades na versão 3.1 do Android. Com essa atualização o modo USB OTG passou a funcionar, permitindo que o aparelho use mouse, teclado, pendrive, HDs externos e outros acessórios USB convencionais, desde que o usuário tenha um adaptador para isso.

A dificuldade de uso se limita, basicamente, a encontrar um adaptador que funcione, já que aquele usado no N800/N810 e que é mais facilmente encontrado, não funciona. Nos testes realizados com o Xoom, foi possível usar mouse e teclado em conjunto, utilizando um hub USB.  Infelizmente,  o Android não consegue aplicar os acentos do teclado USB e nem reconhecer dispositivos de armazenamento, como pendrive e HD externo (apesar de ter energia o suficiente para alimentá-los). Um outro incômodo é o fato de a localização, na parte inferior do tablet, dificultar o uso de adaptador, exigindo que o aparelho fique inclinado ou suspenso para que o acessório não entorte.

Uso do Xoom com periférios USB, usando um adaptador USB.

Uso do Xoom com periféricos USB, usando um adaptador USB.

A expectativa é que o aparelho passe a aceitar mais dispositivos e configurações avançadas. Um uso interessante, ainda não suportado, seria o de receber a conexão de um smartphone por USB, como é possível fazer entre aparelhos com o Android 2.3 e computadores.

Sincronismo com o PC

Acesso aos dados do Xoom por USB.

Acesso aos dados do Xoom por USB.

Assim como ocorre com o Nexus S, o Xoom não possui um programa de sincronismo com o computador. Por meio do cabo USB é possível apenas acessar os arquivos da memória interna e do cartão micro SD. Essa característica, como explicado no review do Nexus S, é compreendida pela tendência que a Google tem de manter um sincronismo de recursos pela Web, como pode ser visto com e-mail, tarefas, músicas, documentos de texto, fotos, livros, etc. E tudo isso pode ser feito pelo aparelho à medida em que se configura as contas da Google e de outros serviços.

O Xoom tem o USB 2.0 HS, que aceita transferência de até 60 MB/s. Nos testes feitos utilizando o Ubuntu, a velocidade de transferência foi de ~40MB/s para arquivos grandes e ~3MB/s para arquivos pequenos. Como o armazenamento interno do aparelho não é tão grande, não há uma necessidade grande para maior velocidade, como seria possível com o USB 3.0. Além disso, a velocidade de leitura e escrita de memória de massada do aparelho não seria grande o bastante para ser beneficiada por essa velocidade. Uma vantagem conseguida no Honeycomb foi a capacidade de utilizar a memória interna a partir do próprio aparelho ao mesmo tempo em que ela é acessada pelo computador, usando o cabo USB. No Gingerbread era necessário desmontar o cartão no aparelho para que o acesso por computador fosse feito.

O acesso aos arquivos não é tão simples como o de um pendrive. No Windows é preciso instalar um driver para reconhecer o aparelho, enquanto no Ubuntu o processo é um pouco mais complicado, como mostrado pelo Otubo. Na versão brasileira do Android 3.1 o sistema permite a seleção facilidade de qual o dispositivo acessado pelo computador, dando a escolha entre a memória interna e o cartão de memória. O sistema americano, fornecido diretamente pela Google, não oferece essa facilidade mesmo na versão 3.2 do Android.

Segurança

Com capacidade grande de armazenamento e sincronismo de diferentes contas do usuário, uma das preocupações que se deve ter com um dispositivo é a segurança das informações. Isso é ainda mais preocupante quando o aparelho é um tablet, que chama a atenção e pode ser alvo de furto ou roubo.

O Honeycomb apresenta diferentes recursos para segurança, assim como o Gingerbread. Entre eles estão a capacidade de bloquear a tela por um padrão de desbloqueio ou senha numérica, o backup de aplicativos e dados de configuração em uma conta da Google e a integração de aplicativos de terceiros para a administração do dispositivo.

A capacidade de utilizar aplicativos de terceiros é interessante, por exemplo, para uso de aplicativos que fornecem a localização do aparelho e outras operações como bloqueio e remoção completa dos dados salvos. Um exemplo é o Prey Anti-Theft, que fornece vários recursos para o usuário poder limitar o acesso aos seus dados e tentar recuperar o aparelho com os dados de sua localização.

Além dos recursos comuns com o Gingerbread, o Honeycomb acrescenta a possibilidade de cifrar o conteúdo do tablet, incluindo contas, configurações, aplicativos e arquivos salvos no aparelho. O processo é lento e consome vários recursos do aparelho, o que faz com que o sistema exija que se ligue o tablet ao carregador para evitar que o processo seja interrompido no meio. O tempo previsto para o processo todo é de mais de uma hora. Depois de concluído, o aparelho pede a senha para acesso aos dados toda vez que é iniciado.

Multimídia

O Honeycomb compartilha muitos recursos em comum com o Gingerbread em termos de recursos multimídia, mas alguns recursos foram melhorados. Entre eles, a interface dos aplicativos e a capacidade de edição de vídeos.

Visualização de imagem

A interface do aplicativo de visualização de imagens do Honeycomb é bem semelhante à do Gingerbread, mas os efeitos visuais ganham mais destaque pela tela maior. Além de mais itens serem exibidos por vez, permitindo uma visualização mais parecida com um álbum de fotos, os efeitos de exibição de itens que ficam sob a pilha de fotos de uma coleção possam ser parcialmente visto, conforme o ângulo do aparelho muda.

Galeria de imagens no Honeycomb.

Galeria de imagens no Honeycomb.

Para ver uma foto em detalhes é preciso clicar sobre ela. Com isso, é mostrada a imagem, em destaque, e uma barra inferior com a miniatura das demais fotos. A transição entre as fotos é suave e bem fluido, assim como o resultado dos gestos de pinça para aumentar ou diminuir o nível de zoom da foto. Para editar, o máximo que se pode fazer com uma foto é rotacionar ou cortar uma parte dela.

Para efeitos mais avançados é possível encontrar aplicativos no Android Market, como o Photoshop Express, gratuito. Os formatos de imagem nativamente suportados pelo Android são: JPEG, GIF, PNG e BMP. As imagens do Picasa já ficam integradas ao aplicativo. É possível distinguir entre imagens localizadas apenas no aparelho e imagens do Picasa por um ícone que fica no canto inferior esquerdo das fotos. Para tê-las localmente no aparelho é possível marcar uma opção em um menu lateral.

Reprodução de Áudio

Lista de álbuns.

Lista de álbuns.

O aplicativo de reprodução de áudio no Xoom teve uma grande mudança com o Google Music e ganhou bonitos efeitos de visualização de álbuns. A impressão é a de visualizar várias capas de discos que como se seleciona em uma roleta. Após selecionado um álbum, são mostradas as músicas pertencentes a ele mostrando detalhes da música e opções de busca e compra de mais músicas do artista.

As opções de compra são mostradas no navegador usando a página http://www.google.com/products. Os itens mostrados, ao contrário do que se espera de um dispositivo móvel, não são digitais. São mostrados resultados de CDs físicos, que incluem preço de frete. Os produtos, infelizmente, não são mostrados por lojas brasileiras, como era de se esperar.

As músicas exibidas pelo reprodutor são tanto as salvas no próprio aparelho quanto as disponíveis online pelo Google Music Beta. O usuário tem a opção de limitar a reprodução para as músicas disponíveis apenas offline, para evitar o consumo de banda.

Reprodução de um álbum no Honeycomb.

Reprodução de um álbum no Honeycomb.

Entre os recursos disponíveis no aplicativo estão a reprodução aleatória, busca por músicas e criação de playlists. Em contraste com os bonitos efeitos visuais, o player segue a tendência do Android puro e não mostra “detalhes” como controle de volume na interface, que são uteis para evitar o uso dos duros botões de volume do aparelho.

Alto falante no Xoom.

Alto falante no Xoom.

A reprodução no aparelho é um pouco prejudicada pelo posicionamento dos alto-falantes na parte de trás. Enquanto o Xoom está nas mãos, sem nada atrás, o som sai um pouco baixo, sem o “brilho” que deveria ter. Quando encostado sobre uma superfície, com um pouco de elevação, o som chega a ficar melhor, como se o suporte amplificasse a saída. Os formatos/codecs de áudio suportados pelo Android são: AAC LC/LTP, AAC+, AMR-NB, AMR-WB, FLAC, MP3, MIDI, Ogg Vorbis e PCM/WAVE

Vídeo

Reprodução de Vídeo

Como uma tela HD de 10” e uma boa autonomia, o Xoom certamente levará alguém a tentar utilizá-lo como player portátil de vídeo. Considerando o processador de 2 cores da NVIDIA, o que se espera do aparelho é uma boa capacidade de reprodução, mas os resultados podem não agradar a todos.

Reprodução de vídeo no Xoom.

Reprodução de vídeo no Xoom.

O Xoom suporta formatos e codecs de vídeo suportados pelo Android: H.263, H264 AVC, MPEG-4 SP e VP8. Apesar de suas especificações anunciaram a capacidade de reprodução de vídeos em 1080p, na prática é pouco comum ter acesso a um arquivo de vídeo, tratando-se de filmes, que seja possível assistir em Full HD.

Nos testes feitos, os únicos vídeos de alta resolução que executaram bem estavam limitados à resolução 1280 x 720, com framerate de 30fps e formato mp4. Outros formatos não puderam ser executados nativamente e, por isso, tiveram que ser testados com soft-decode do MoboPlayer. Por causa dessa limitação, os demais vídeos testados, com 720p e 1080p, em geral, ficaram com a reprodução das imagens com pouca fluidez e o áudio sem sincronismo.

Com o VPlayer os resultados foram um pouco melhores com relação às imagens, mas o áudio continuou fora de sincronismo. Apesar da tela maior e da saída HDMI, continua não existindo uma necessidade real de reprodução de vídeo em 1080p no aparelho. Isto, porque a tela está limitada a 720p, assim como a saída de vídeo pelo cabo HDMI. Além disso, o acesso a vídeos em 1080p não é algo tão comum para quem quer assistir filmes no computador e, ainda menos, em um tablet, já que o tamanho do download aumenta significativamente o tempo de download dos vídeos e o espaço necessário para armazená-lo.

Mesmo com essas restrições, seria interessante conseguir reproduzir vídeos sem ter a preocupação de ter que fazer conversões de formato e resolução. Como foi possível notar uma melhora na qualidade da reprodução trocando o MoboPlayer pelo VPlayer, é possível notar que a falta de uma decodificação nativa provoca o problema.

Edição de Vídeo

O aplicativo de edição de vídeo foi uma boa novidade incluída no Honeycomb.Em sua interface há uma timeline com os quadros do vídeo, um monitor central por onde o vídeo é mostrado e dois controle. Um serve para os comandos básicos de controle, como reprodução e avanço. Outro controle aumenta ou diminui os detalhes da timeline, mostrando blocos de quadros com 5 segundos de duração ou vários minutos.

Edição de vídeo no Honeycomb.

Edição de vídeo no Honeycomb.

A quantidade de recursos não muito grande, mas já permite que se faça trabalhos básicos de edição de modo simples. O usuário pode adicionar vídeos, imagens e áudio para fazer composições. Além disso, o programa permite que se coloque títulos, aplique efeitos de cor (gradual, sépia, negativo e anos 50) e insira efeitos de transição entre quadros, controlando o tempo de duração do efeito. Infelizmente há limitação de só poder inserir vídeos no formato 3gp, o que deve limitar a edição de vídeo aos arquivos que foram gerados pelo próprio usuário.

Câmera

Câmera frontal e LED de privacidade.

Câmera frontal e LED de privacidade.

O Xoom tem duas câmeras, uma frontal, para se realizar conversas por vídeo, e outra traseira, para capturar fotos e vídeos. A câmera frontal tem resolução de 2.0 megapixels, com qualidade suficientemente boa para permitir o uso como web cam. Quando está ativa, LED vermelho se acende para alertar o usuário e evitar que imagens constrangedoras sejam gravadas sem que ele saiba.

A câmera traseira tem 5.0 megapixels, foco automático e consegue registrar vídeos em 720p HD a 30 fps. Se em termos de especificação a câmera é boa, para um tablet, na prática as fotos não ficam com a qualidade esperada. O que se nota é que as fotos saem com um granulado, ainda que a iluminação seja boa. Em outros dispositivos com mesma resolução (ou até menos), esse problema não ocorre, a exemplo do Nexus S e do Galaxy Tab 10.1 que, respectivamente, possuem câmeras com 5mpx e 3mpx.

Para ajudar a tirar fotos em ambientes com pouca iluminação, há 2 LEDs. Apesar de não serem Flash Xenon, eles conseguem fornecer uma iluminação razoavelmente boa. No pior caso, os LEDs podem servir como uma lanterna de bateria com alta duração, dada a autonomia do tablet.

Comparação de Flash: Bateria World View (à esquerda), Nexus S (ao centro) e Xoom (à direita).

Comparação de Flash: Bateria World View (à esquerda), Nexus S (ao centro) e Xoom (à direita).

O aplicativo da câmera é bem simples e básico, como no Nexus S. Dá para ajustar a qualidade das fotos e vídeos, controlar o Flash, aplicar efeitos de cor e de cenas e o balanço do nível de branco. Faltam ao aplicativo recursos como disparo automático, fotos panorâmicas, detecção de face, entre outros. Algumas fotos com o Xoom estão listadas adiante. Para vê-las em melhor qualidade, há um álbum compartilhado no Google Plus.

Foto tirada com o Xoom durante o dia.

Foto tirada com o Xoom durante o dia.

 

Foto tirada com o Xoom à noite.

Foto tirada com o Xoom à noite.

 

Foto tirada com o Xoom com iluminação artificial.

Foto tirada com o Xoom com iluminação artificial.

Como de costume, reclamaria da falta de um botão de disparo, que também seria conveniente para abrir o aplicativo da câmera. Contudo, como o tablet é pesado, um botão assim não seria muito prático. Falando em praticidade e conveniência, se muitos já questionam a necessidade de uma boa câmera em um celular, que muitas vezes permite registrar momentos inesperados ou espontâneos em que não há uma câmera dedicada disponível, em tablets esse questionamento pode ser ainda maior. Dado o tamanho e o peso do dispositivo, não é muito prático ou discreto capturar fotos com ele. O que ainda pode ser menos questionável é a utilidade para se capturar fotos de documentos ou outros recursos que devem ser registrados e visualizados no tablet.

Tweaks, Modding e Desenvolvimento

Acesso como super usuário (root)

Assim como o Nexus S, o Xoom tem o bootloader destravado e permite que se altere a imagem gravada do sistema para que se utilize diferentes versões de sistemas operacionais, assumindo-se certos riscos e a violação dos termos de garantia. Apesar destes riscos, o procedimento de troca de sistema é apresentado pela própria Motorola, que também fornece as imagens das diferentes versões do Xoom, seja ela a fornecida diretamente pela Google ou a personalizada pela Motorola.

Além da facilidade de troca de versões oficiais, também é possível instalar a versões não oficiais, com personalizações de outros desenvolvedores. Enquanto a Google e a Motorola mostram boa vontade em liberar atualizações, muita gente pode não se interessar por essas alternativas. Contudo, quando as novidades oficiais estiverem esgotadas, as modificações extra oficiais devem ser uma forma de manter o aparelho com o que há de mais recente, a exemplo do que ocorre com o Milestone que possui várias alternativas (CyanogenMod, Miui, ShadowModBR e outras).

Para quem quiser fazer overclock ou outros recursos interessantes, o XDA-Develpers está cheio de possibilidades. A mudança de uma ROM pode ser feita de forma simples, apenas baixando o SDK do Android. As instruções são mostradas no próprio site da Motorola, apesar de não serem muito explicativas e faltarem detalhes.

Atualizações do Android

Imagem do processo de atualização.

Imagem do processo de atualização.

O Xoom está em uma situação peculiar no que diz respeito a atualizações. Enquanto há versões do aparelho que têm o que há de mais atual em termos de atualizações, há outras versões que continuam na versão inicial do Honeycomb. Tudo isso, porque a versão americana do Xoom é considerada um Google Experience Device, que, nas palavras da própria Motorola, significa:

Motorola collaborated with Google to develop the industry’s first Honeycomb tablet. Motorola XOOM and Motorola XOOM Wi-Fi in the US are Google Experience Devices. Software updates for these devices are developed by Google directly, so while Motorola XOOM users in the US may be the first to receive such updates, the updates only include what is provided by Google.

Resumindo: a Google é responsável pela atualização do dispositivo, sem a enrolação da Motorola para liberar atualizações e sem a adição do infame MotoBlur. Se isso parece ótimo, há dois detalhes que fazem a diferença. O primeiro deles é que apenas a versão dos EUA é um GED, as demais não, como a própria Motorola explica:

Motorola XOOM units in other regions are not Google Experience Devices. Because of this, Motorola has greater flexibility in providing software updates to these devices, including providing additional functionality that may not be included in the Google software updates.

Ou seja: o aparelho, em outros países, ainda depende da Motorola para receber atualizações e pode ter personalizações no conteúdo. O resultado disso é que, no momento da criação deste post, a versão americana do Xoom estava na versão 3.2, enquanto a versão brasileira continua na 3.1, tendo a versão 3.2 prometida até o fim do ano.

Se a coisa não está suficientemente estranha, há mais. Como a Google é responsável pelas atualizações, há recursos que demoraram para ser suportados. O cartão micro SD, por exemplo, não era reconhecido na versões 3.0 e 3.1 do Android fornecido pela Google. Só na versão 3.2 o suporte a ele foi adicionado e, ainda assim, só é possível ler o cartão pelo aparelho, não gravar. Enquanto isso, a versão brasileira do 3.1 Android 3.1 já possui suporte 100% funcional do cartão de memória, permitindo leitura, escrita e até um modo facilitado de seleção da mídia que será acessada pelo computador. Além disso, na versão brasileira foi adicionado um Gerenciador de Arquivos, não disponível na versão americana. Alguns detalhes sobre a versão 3.1 disponível para o Xoom brasileiro foram compartilhados no Google+.

Quer piorar a confusão? A Google comprou a Motorola Mobility, que é a parte da Motorola responsável pela produção de dispositivo móveis. Apesar da compra, a Motorola deve continuar atuando como está, licenciando o Android e produzindo versões do Nexus com outros fabricantes.

No meio dessa confusão, o usuário ao menos conta com a vantagem de ter o bootloader destravado e a própria Motorola fornece as várias imagens das versões dos sistemas (popularmente chamadas de ROM) para que o usuário as utilize, como mostrado no otubo.net. O único problema é que isso implica na violação dos termos de garantia do aparelho.

Dada essa possibilidade, o aparelho utilizado para review foi alterado da versão nacional, com Android 3.0.1, para a americana. Após o primeiro boot, logo foi recebido uma notificação de atualização disponível, que fez com o que o aparelho receber, por OTA, a versão 3.1 do Android. Cerca de um mês depois, uma nova atualização foi instalada, dessa vez para a 3.2. Depois do anúncio da atualização da versão brasileira, o sistema foi mudado novamente para a versão 3.0.1 do Android que veio no aparelho. Com o acesso à rede, o sistema foi atualizado para a versão 3.1, o que permitiu ver as modificações feitas pela Motorola Brasil no Honeycomb.

Bateria e Gerenciamento de Energia

Bateria do Xoom. Fonte: http://www.ifixit.com

Bateria do Xoom. Fonte: http://www.ifixit.com

Um dos principais atrativos de tablets frente a notebook é a autonomia. A exemplo disso, o Xoom permite uma autonomia de cerca de 10 horas de uso contínuo de exibição de vídeo ou navegação na Web com Wi-Fi. Para isto ser possível, o tablet utiliza duas baterias de 3250 mAh.

Na prática, a autonomia prometida, de 10 horas, é cumprida. Em 30 minutos de uso intensivo (tela ligada, acesso a internet e vários aplicativos sendo executados) apenas 5% da bateria foi utilizado. Em outras duas situações foi possível notar a boa autonomia do aparelho:

  • Em casa, usando o tablet das 7 às 22:00, sobrou 30% de carga ao final do dia. Foram instalados e removidos programas, transferidos arquivos para o pc, feitas visualização de páginas, leitura de feeds e acesso ao Twitter.
  • Em uma experiência de uso em um dia de evento, o tablet foi usado das 8:30 às 15:30 e terminou o dia com 60% da carga total. Durante esse dia o brilho da tela ficou reduzido, para não chamar atenção de pessoas sentadas perto, e foi realizado acesso constante a Internet com sincronismo de 6 contas de e-mail, recebimento de tweets, leitura de feeds e navegação na Web.

Sem um uma utilização intensa no dia a dia, o tabletnão deve precisar de carga por alguns dias. Para esgotar essa bateria mais rapidamente do que as 10 horas prometidas, o único modo encontrado foi utilizando jogos e mantendo o brilho da tela alto.

LED de indicação de carregamento.

LED de indicação de carregamento.

O tempo de carregamento da bateria é ótimo, mas isso não ocorre sem um sacrifício. Ao invés de aproveitar a entrada USB para fazer o carregamento da bateria, a Motorola adicionou uma entrada específica de energia e entregou uma fonte grande e pouco prática para fazer o carregamento.

Apesar de a autonomia ser boa o suficiente para evitar a necessidade de mais de um carregamento por dia, mesmo sob uso extremo, o ideal seria permitir o carregamento rápido pela porta proprietária e um mais lento pela entrada USB. Ao contrário do que ocorre no Nexus S, a bateria indica 100% do carregamento.

Carregador do Motorola Xoom: grande e com conector proprietário.

Carregador do Motorola Xoom: grande e com conector proprietário.

Um problema notado no carregado é a facilidade com que o conector sai. Apesar disso ser bom, considerando que o tablet não irá cair no chão se alguém tropeçar no cabo da fonte, em alguns momentos o cabo se desconectou sem ser notado. Prestando atenção na hora de conectar, o problema não deve ocorrer com frequência.

Conclusões

O Xoom é um bom aparelho, com bom poder de processamento e de memória RAM e boa capacidade de armazenamento que ainda pode ser expandida. O maior problema do Xoom é a comparação direta com o iPad, seja por peso e espessura ou pela quantidade de aplicativos disponível. Apesar de ficar atrás nesses pontos, o aparelho não faz feio em recursos. Ele oferece o alto nível de personalização do Android, uma interface bonita e prática, um corpo bem construído e a possibilidade variada de uso de acessórios e periféricos.

Se não bastasse a dura comparação com o tablet da Apple, há fortes competidores que também usam o Android. Entre eles, o Galaxy Tab 10.1 reúne vantagens do Android com características presentes no iPad, como uma interface mais sofisticada entregues em um corpo mais leve e fino. Outro forte competidor é o Asus Eee Pad Transformer, que leva vantagem por uma adaptação que tende mais ao Windows, seja pela adaptação da interface ou pelo teclado acoplável que fornece mais portas USB e ainda mais tempo de autonomia.

Apesar de toda essa concorrência, o Xoom ainda pode ter sua vez para alguns usuários. O preço já foi reduzido algumas vezes e, no Brasil, caiu mais pela redução de impostos, chegando a R$1359,15. Com o preço mais competitivo, o bom hardware e a facilidade para se alternar entre as versões pura (da Google) e modificada (pela Motorola Brasil) do Android, o Xoom pode conseguir um pouco da atenção do mercado. Para completar o conjunto, a resistência do usuário quanto ao uso de Android em tablets pode ser diminuída à medida em que o Android evolui e os desenvolvedores de geram aplicativos melhor adaptados para eles.

Para saber mais sobre o aparelho, há mais informações disponíveis no site oficial do Xoom e no manual do usuário. Na Wiki do FreeBird há uma página sobre o Motorola Xoom, que reúne informações sobre o aparelho. Se você possui um blog que tem dicas sobre o aparelho ou tem alguma referência interessante, fique à vontade para complementar o conteúdo da Wiki.

Pontos fortes

  • Ótima autonomia;
  • Boa construção, com robustez e materiais de boa qualidade;
  • Bom desempenho de recursos como Wi-Fi e GPS;
  • Possibilidade de uso de periféricos comuns como mouse e teclado USB e Bluetooth;
  • Facilidade de troca de versão do sistema operacional;

Pontos fracos

  • Desleixo da Google com o gerenciamento dos recursos do Xoom (como cartão SD e câmera) e demora da Motorola em atualizar o sistema;
  • Poucos acessórios entregues com o aparelho;
  • Câmera com baixa qualidade;
  • Capacidade ainda limitada de reproduzir vídeos em formatos variados;
  • Falta de backup do conteúdo dos aplicativos e sincronismo de dados quando se instala um app usado no smartphone em um tablet

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  • Marcelo Messias

    Cara fantástico seu review, muito bom e completo.

    Só uma dúvida, se estiver usando o adaptador usb para micro usb original, na versão 3.1, eu vou conseguir plugar um pendrive???

    Pergunto pois, tenho um adaptador comprado na china que só reconheceu teclado e mouse!

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Marcelo,

      Realmente o Android 3.1 não parece reconhecer formas de armazenamento por USB (seja pendrive ou HD). Apesar de sair energia o suficiente, o sistema não monta a mídia.

      Vou aproveitar e adicionar a observação. Valeu pela observação.

      • http://twitter.com/tonyfrasouza Antonio Fra. Souza

        Tem uns hubs usb que vem com uma fonte própria de energia que funciona muito bem. Estava tendo problemas para montar um HD externo. Com o Hub USB que tem fonte de energia própria funcionou sem problemas.

        Ficou confuso mu post, é que estes teste foi em um netbook…
        E a matéria ficou muito boa. Completa, melhor do que os reais “reviews” que não falam nada de nada.

        • http://freebird.blog.br Vegetando

          Antônio, com um Hub USB o HD externo funcionou? Seu Xoom está com qual versão do Android instalada?

          Quando ligo um HD externo ele é ligado e dá para ver que o disco está em rotação. Por isso interpretei como sendo o sistema e não falta de energia, já que pendrives também não funcionaram.

          Vou tentar usar um Hub com alimentação externa e ver os resultados. Obrigado pela observação.

          • Thiago Pinheiro

            Vegetando, pelo que pude ler no XDA, para o HD externo é preciso de um hub com alimentação. Mas para pendrive não é preciso. O problema é que o android não consegue montar o filesystem, até onde entendi e me recordo, posso estar enganado. Infelizmente não me recordo em qual tópico e a sessão que encontrei no XDA, Porém lembro que é preciso usar o app, que tem no market. O link ta aí em baixo

            https://market.android.com/details?id=com.skidmrk.umswatcherotg&feature=search_result

            Espero ter ajudado.

          • http://freebird.blog.br Vegetando

            Thiago,

            O problema é que o uso de HD externo/Pendrive depende de acesso como root e kernel modificado. Cheguei a usar esse esquema de hub com alimentação externa com o N800. Para isso, ligava o Hub ao N800 e conectava um computador a uma das portas que seria para periféricos. Com isso a alimentação do computador servia para o HD externo. Mesmo fazendo isso, não consegui usar o HD, mas por causa da limitação do Android.

            Espero que o problema seja corrigido nas próximas versões lançadas.

            Muito obrigado pela observação e pelo link. Agora que o review foi escrito, consigo ter mais liberdade para modificar o sistema sem ficar além do que é oferecido “de fábrica” pelo aparelho.

  • Diego

    Isso não e um review e um livro! kkkkkkkkkkkkk

    Parabéns!

  • Diego

    Isso não e um review e um livro! kkkkkkkkkkkkk

    Parabéns!

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Está indo mais para uma revista em quadrinhos, por causa das imagens (elas que dão uma esticada no post).

  • Kah_

    Não consigo acessar o xoom, ele era de um mostruário de loja, e pede uma senha de acesso. O que posso fazer p/ conseguir acessá-lo? Por favor, me ajudeee

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Kah,

      Uma opção é formatá-lo, mas você perderá todas as configurações e dados. Para isso, uma forma é reinstalar a imagem com o sistema operacional. Qual a versão do seu Xoom? Uma forma de fazer isso para a versão 3G está descrita em: http://www.otubo.net/2011/05/xoom-brasileiro-vivo-3g-atualizado-sem.html.

      Ao invés de usar uma versão diferente de sistema, o ideal seria usar a mesma versão do seu e apenas reinstalar para que os dados sejam apagados. Mas observe que é um procedimento com alguns riscos e que pode invalidar a garantia.

      O ideal seria entrar em contato com a loja e conseguir a senha, para então retirá-la.

  • http://www.facebook.com/people/Luiz-Venâncio/100002379587794 Luiz Venâncio

    Completaço o review !!

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Valeu Luiz Venâncio. :)

  • Pingback: Review Completo sobre o Motorola Xoom | Blog do Android

  • Danilo Pavezi

    Show, parabéns pelo post, muito bom mesmo, não tenho o que perguntar sobre o xoom.

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Obrigado pelo comentário Danilo.

  • Paduladiego

    Parabéns pelo post… show de bola… tenho um Xoom Wifi e estou muito satisfeiro

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Valeu Diego! Algo que gostei na versão Wi-Fi, além do preço menor, foi a facilidade para trocar a imagem do sistema e o recebimento mais rápido das atualizações.

  • Thiago

    Parabéns pelo review
    Possuo o Xoom 3G e será que futuramente o Xoom conseguirá montar um HD Externo ou outros dispositivos de armazenamento?

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá,

      Até o momento, mesmo na versão 3.2, ele só consegue montar cartões de memória. Existe uma chance de que essa função saia com a atualização brasileira da versão 3.2, mas não apostaria nisso. Por parte da Google, talvez o suporte surja no Ice Cream Sandwich.

      Se for um recurso muito necessário para você, uma opção é usar kernel modificado e ter acesso como root.
      Em 06/09/2011 02:00, “Disqus”
      escreveu:

  • luis gomes

    Parabens pelo review

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Luis Gomes, obrigado pelo comentário. Fique à vontade para deixar alguma sugestão se tiver faltado algum ponto que seria interessante.

  • http://rafaelduarte.pip.verisignlabs.com/ Rafael Duarte

    Impressionante este review!

    Muito completo e com certeza embasa muita gente que quer comprar um tablet, como eu.

    Li também o comparativo do Xoom com o Galaxy Tab e ainda não me decidi qual comprar. Entre Xoom, Iconia A500, Galaxy Tab 10.1 e Eee Pad Transformer, ficaria com o Xoom.

    Parabéns!

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Rafael,

      Obrigado pelo comentário. Como são vários tablets que tem essencialmente o mesmo tamanho de tela, mesmo processador e sistema operacional, os detalhes que é ajudam a tomar a decisão. Não sei se você pretende comprar o Xoom com 3G, mas se estiver, é preciso ver que ele pode dar mais trabalho para atualizar ou trocar a versão do sistema operacional.

      Se tiver alguma dúvida sobre ele, fique à vontade para perguntar.

  • William

    Poxa… ficou muito bom o review, nem vou precisar de fazer buscas na internet sobre o tablet.

    Eu também estou me decidindo em qual tablet comprar e queria um tablet com Android, mas eu não sei se irei conseguir fazer o trabalho da faculdade no Android, como Monografia e trabalhos no padrão da ABNT. 

    Você sabe se consigo fazer isso no Xoom? Eu sei que no Ipad eu consigo com o Pages.

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá William,

      O Xoom só vem com o Google Docs para fazer edição de documentos. O que você pode fazer é comprar aplicativos que trabalhem melhor com documentos, como o Think Free Office e o QuickOffice (ambos na versão HD, para tablets). Eles funcionam muito bem, ainda que não ofereçam 100% do que o MS Office tem.

      No Xoom o maior problema é a falta de acentuação ao usar teclado físico. Por isso, se o objetivo é produzir texto, provavelmente o Asus Eee Pad Transformer pode ser melhor.

  • Avtgodoi

    O melhor de todos os reviews que já li sobre o assunto, e olha que nao foram poucos.

    Tenho algumas duvidas, estou quase comprando um, se puderem me ajudar…

    Até o momento, nada sobre pendrives e hds externos?

    Um teclado bluetooth, o Microsoft Bluetooth® Mobile Keyboard 6000 em especial, funcionaria normal? Um mouse funcionaria em paralelo? os 2 sendo bluetooth..

    Perifericos usb (mouse e teclado em especial), ligados em um hub usb, funcionariam perfeitamente com o adaptador?

    O micro-sd 32Gb é reconhecido normalmente? O de 64Gb seria possivel será?

    Carregador veicular, ja testaram algum? Preço, nivel de carga, tem informações?

    Talvez um pouco antiquadro, mas tenho a curiosidade de tentar usar o tablet com uma caneta stylus, já fizeram essa façanha, o que dizem sobre??

    Atenciosamente,
    avtgodoi

  • http://twitter.com/tinaag74 Cristina Nascimento

    alguem me ajuda a rootear meu xoom wifi usa, me escrevam p favor: tinaag 74  [arroba ] gmail ponto com

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Cristina,

      Vou entrar em contato por e-mail.

  • Jk-401

    Preciso de ajuda meu tablet 3g esta atualizado com android 3.1mais agora nao consigo jogar meus jogos todos pedem para forçar o fechamento o que eu faço?

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá,

      Algo que você pode tentar é ir em Configurações, Aplicativos, selecionar o jogo que está travando e forçar o fechamento por lá. Se o jogo continuar dando problema, o jeito pode ser apagá-lo e instalá-lo novamente. O problema é que você pode perder o que já conseguiu fazer no jogo (fases, pontos, etc.).

      Antes de tentar isso, já verificou se o jogo não precisa de acesso a Internet ou se não tem nada salvo em cartão de memória? Tanto acesso a Internet quanto cartão estão funcionando bem no aparelho?

  • Mucamoyuri

    Parabéns pelo post, um dos melhores que já vi acerca do xoom, assim conheci melhor mais meu aparelho..Confesso que está muito, mas muito melhor que o próprio manual do aparelho.
    Um ponto que acredito que vc faltou citar e, ao meu ver um inconveniente, foi a demora em ligar o aparelho, achei ele muito mais lento apos a atualização para versao 3.1., (me deixa um pouco impaciente..não sei voce..).Há como corrigir isso ou é normal?
    abrac parabens.

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Mucamoyuri,

      Obrigado pelo comentário e pela observação. Realmente não cheguei a citar esse ponto, mas o Xoom demora mesmo para ligar. Deveria ter comparado o tempo de boot com o de outros aparelhos para saber melhor a diferença (vou adicionar esse critério para novos reviews e comparações).

      Apesar de ser um incoveniente, para ser sincero, não chego a desligar o aparelho. Quando não o utilizo simplesmente desativo todas as conexões e apago a tela. Agindo dessa forma, o consumo de energia é muito baixo e não chego a notar a perda com relação a carga total. Como a energia necessária para dar boot e carregar o sistema é grande, em alguns casos pode nem compensar desligar o aparelho.

      Você tem desligado o Xoom em quais situações?

      Realmente agradeço pela observação. :)

  • Nadia

    Oi, meu nome é Nádia.
    Não consigo configurar o XOOM. Quando ligo ele informa que está sem conexão. Que devo inserir um cartão SIM e desliga. Que Faço. Não tenho esse cartão pois não possuo celular. É realmente necessário esse cartão para ele funcionar

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Nadia,

      Infelizemente o modelo 3G do Xoom exige esse cartão. Tente conseguir um emprestado com alguém ou vá até a loja física (se você tiver comprado em uma) e peça para usar um SIM card. Passada essa limitação, o aparelho deve funcionar como se fosse um modelo WiFi.

      Desculpe pela demora para responder.

  • Jk-401

    Cara nao tem jeito ja desistalei e instalei de novo e no homem aranha ele sempre ttrava nao consigo da varios toques na tela porq se nao ele trava isso aconteceu depois que eu atualizei meu tablet se eu restaurar para as confirugaçoes de fabrica ele volta ao sistema operacional antigo? Obrigado

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Jk,

      Tem sim. Basta ir em “configurações”, “privacidade” e escolher a opção “Configuração original”, que irá apagar seus dados.

  • Reinaldo

    Ola meu nome e Reinaldo.eu recentemente ganhei um motorolaxoom mz604;
    mas nao consigo enviar os meus arquivos como:documentos wordpad,me ajudem
    santos.reinaldo20@gmail.com obrigado

  • Nodgebr

    Parabéns pelo excelente post, deveria enviar para Motorola, com intuito deles ouvirem a voz do povo. Mais um vex agradeço, tem mais informação que no site da indústria. 

    Nodge – Brasília – DF

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Nodge,

      Obrigado pelas consideraçẽos sobre o post.

      Qualquer dúvida, pode ficar à vontade para perguntar.

  • Leka_bocchi

    Olá, comprei o tablet xoom, porem ele veio com a opçao dos seguintes idiomas: ingles, espanhol ou em frances. Tem como mudar para o Portugues? Com algum tipo de aplicativo, sei lá… Obrigado! 

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Leka,

      Desculpe-me pela demora. Qual a versão do seu aparelho? Na versão nacional ele vem em português, mas na americana realmente só tem esses idiomas. Se a mudança for muito importante, há a possibilidade de trocar o sistema do aparelho para o do Brasil, dependendo do modelo dele.

  • Gustavo

    PARABÉNS mto bom essa review, já estava pensando em comprar um tablet e com os comentarios daqui, esta mto mais completo do que nos outros sites e no manual. Achei ele mto completo, principalmente no final quando mostra PROS e CONTRAS.
    MTO BOM ! ! ! !

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Gustavo,

      Obrigado pelo feedback. Espero que tenha ajudado na escolha.

  • http://batman-news.com mauro neves

    como faço pra rastrear um motorola xomm roubado