Skip to content

July 7, 2011 -

28

Review: Samsung Nexus S

Nexus S - Imagem de Divulgação

Nexus S - Imagem de Divulgação

Depois do sucesso do Samsung Galaxy S, já analisado aqui, não foi muita surpresa a Google lançar a segunda versão do Nexus com características tão próximas a dele, também fabricado pela Samsung. Contrariando as expectativas de se chamar Nexus Two, o aparelho ganhou uma referência ao nome de quem deu origem a ele, chamando-se Nexus S.

Este smartphone une recursos marcantes de aparelhos da geração passada: processador de 1GHz e tela Super AMOLED. Além disso, apresenta duas características que são bem requisitadas por vários usuários de aparelhos com Android: interface pura e atualizações frequentes do sistema, por ser um Google Device.

O balanceamento entre características de um fabricante com bons produtos, como a Samsung, e o fato de ser um aparelho com apelo maior para desenvolvedores, com o Android puro, tem seus altos e baixos. Se por um lado há um sistema rápido e atualizações que saem da Google para o usuário, sem passar por adaptações ou pela burocracia de fabricantes e operadoras, por outro, há recursos básicos para utilização de diária que deixam de ser oferecidos nativamente. Estas diferenças serão apresentadas durante o review e devem ser bem pesadas antes da decisão de adquirir o aparelho.

Índice

  1. A Caixa
  2. Especificações
  3. Características Físicas
  4. Desempenho
  5. Telefonia
  6. Recursos Gerais do Sistema
  7. Modo Carro, Mapas e Navegação por GPS
  8. Aplicativos
  9. Conectividade
  10. (Falta de) Sincronismo com o PC
  11. Segurança
  12. Multimídia
  13. Personalização e Hacks
  14. Atualizações do Android
  15. Bateria e Gerenciamento de Energia
  16. Avaliação Geral
  17. Conclusões

A Caixa

Caixa do Nexus S

Caixa do Nexus S

As semelhanças do aparelho com o Galaxy S começam pela caixa: ela é pequena, simples e possui boa aparência. Os materiais são suficientemente grossos para proteger o conteúdo e o interior não tem muitos detalhes, para que seja possível caber todos os itens. A caixa, mesmo vazia, tem um peso maior do que aparenta.

A primeira coisa que se nota ao abrir a tampa é o aparelho, o que leva o dono direto para aquilo que espera ver. Ao retirar a parte que sustenta o aparelho, é possível ver os acessórios.

O conteúdo da caixa é composto por:

  • Aparelho;
  • Carregador de parede com adaptador para tomada;
  • Cabo USB para sincronismo e carregamento;
  • Fone de ouvido;
  • Bateria;
  • Termos de garantia;
  • Guia de precauções para segurança.

O que chama a atenção é a ausência de itens considerados básicos em caixas de aparelhos: manual de instruções, cartão de memória e CD de instalação de software de sincronismo e/ou versão digital do manual. A ausência, contudo, é bem justificada. O aparelho não suporta cartão de memória, não possui um software para sincronismo com o computador e possui manual de instrução disponível na Web. Tudo isso, de certo modo, pode ser entendido pelo fato de o aparelho estar mais próximo de ser um “dev phone, ganhando foco em desenvolvedores e não em usuários finais, e pela possibilidade de se ter acesso aos recursos via Web, seja por sincronismo ou acesso direto pelo aparelho.

Itens inclusos na caixa do Nexus S

Itens inclusos na caixa do Nexus S

 

Como ocorre com o Galaxy S, o cabo de sincronismo e o carregador não possuem uma forma já integrada de organizá-los, como um velcro ou presilha. Esse tipo de detalhe parece supérfluo, mas valoriza os acessórios e evita que o cabo seja mal enrolado, o que poderia levar ao  rompimento seus contatos internos.

Uma grande diferença notada, contudo, é a do tamanho do carregador de parede. Se no Galaxy S o carregador era pequeno e prático de ser carregado no bolso, sem fazer volume, o carregador do Nexus S já é grande e inadequado para isso. Para piorar, por causa do modelo europeu de tomada, é preciso ter junto um adaptador, que faz o carregador ser ainda menos prático de ser levado ao sair de casa.

Especificações

Informações Básicas
Nome Samsung Nexus S
Android
Versões do SO Android 2.3
Interface Padrão do Android, sem modificações
Conectividade
Rádio Quad-band GSM: 850, 900, 1800, 1900

Tri-band HSPA (900/ 1700/ 2100): HSDPA 7.2Mbps / HSUPA 5.76Mbps

Suporte a ligações pela Internet (VoIP/SIP) Sim
Bateria
Tipo Lithium Ion (Li-Ion) (1500 mAH)
Tempo de Conversação 6.7 horas em 3G 14 horas em 2G
Tempo em Standby (máx) 17.8 dias em 3G 29.7 dias em 2G
Armazenamento e Memória
Armazenamento Removível não tem
RAM 512MB
Armazenamento Interno 16GB iNAND flash memory
Conectividade
WiFi 802.11 n/b/g
Bluetooth Bluetooth 2.1+EDR
NFC Sim
Infravermelho Não
GPS A-GPS
Tamanho e Peso
Dimensões 63mm x 123mm x 10.88mm (w x h x d)
Peso 129.0 g
Tela
Tamanho da Tela 4.0″
Resolução da Tela WVGA (800 x 480)
Touch Screen Sim
Tecnologia Super AMOLED
Tela Curva Sim
Tela Oleofóbica Sim
Vidro Gorilla Glass Não
Hardware
Processador 1 GHz Samsung Hummingbird Cortex A8 (1 core)
USB USB 2.0
Áudio / Fone de Ouvido 3.5mm
FM Rádio Não
TV Digital Não
Teclado Físico Não
Acelerômetro Sim
Giroscópio Sim
Câmera
Principal 5.0 megapixels
Características Flash LEDAuto FocoGrava Vídeo em 480 – H.264, H.263 MPEG4
Secundária VGA
Características Adicionais
Aplicativos Aplicativos Google

  • Android Market
  • Gmail
  • Google Maps com Navigation
  • Google Talk
  • YouTube
  • Notícias e Clima
  • Outros aplicativos Google instaláveis pelo Android Market
Bússola Digital Sim
Sensores Proximidade e Luz
Compatiblidade Java (J2me) Não

Características Físicas

Nesta seção, serão analisados as características de Construção e da Tela e o Mapa do Aparelho. No geral, os recursos mantêm vários pontos em comum com o  Galaxy S, mas apresentam variações significativas.

Construção

Aparelho visto por cima

Aparelho visto por cima

O Nexus S é como uma versão “dark” do Galaxy S. O tom dominante do aparelho é preto, mas há uma alternância de tons um pouco mais claros em sua carcaça, formando um bom efeito. O único detalhe que destoa é o anel metálico ao redor da lente da câmera. Essa aparência dá uma certa elegância ao aparelho, ainda que a simplicidade seja dominante.

Os materiais são basicamente de plástico. De um modo geral, ainda é possível ter uma impressão estar com um produto barato em mãos, ainda que a impressão seja menor do que a passada pelo Galaxy S. Apesar da falta de detalhes na construção do aparelho, é preciso tomar cuidado com a carcaça por causa de sua fragilidade. O simples fato de ter colocado um fone de ouvido com base metálica deixou uma marca perto da entrada. A recomendação é colocar uma película ou capa de silicone para evitar marcas e arranhões — algo absurdo para um aparelho vendido ao preço dele.

Detalhes da parte superior do Nexus S

Detalhes da parte superior do Nexus S

 

Nas mãos, o aparelho oferece bom conforto e sensação de “pegada”. A parte de baixo é um pouco mais grossa do que o restante do aparelho, o que não chega a trazer desconforto. Pelo contrário, de certo modo, essa característica pode trazer alguma utilidade. Por exemplo: dada a assimetria, é fácil identificar o lado certo de segurá-lo. Isso se torna útil ao precisar pegar o aparelho no escuro ou quando se está com pressa, sem poder olhar direito para ele.

Se o Galaxy S já tinha uma quantidade pequena de botões físicos (apenas 4), o Nexus S é ainda mais espartano, tendo apenas 3 botões. Há: power, + volume e - volume. Os botões (des)padronizados do Android são capacitivos e retro-iluminados.

Botões da parte inferior do Nexus S

Botões da parte inferior do Nexus S

 

A falta de um botão físico como o do Galaxy S elimina um componente que pode apresentar falha mecânica e dá ao aparelho uma aparência melhor, mais elegante. Além disso, as películas de tela podem proteger também a área dos botões capacitivos. Por outro lado, perde-se o guia tátil que é útil para acessar rapidamente uma função. Outra desvantagem é induzir o dedo a ultrapassar os limites da tela e tocar, sem querer, em um dos botões inferiores. Esse tipo de problema é comum em jogos, já que os controles normalmente ficam na parte de baixo da tela e os usuários mantêm sua atenção na parte superior, onde a ação ocorre.

O efeito de retroiluminação foi uma adição bem interessante. Quando o aparelho está desligado não é possível notar que existem botões logo abaixo da tela. Os botões só ficam visíveis quando o aparelho está ligado. Além de dar um efeito elegante no aspecto geral do smartphone, essa função pode ser útil para compensar a falta do LED de notificações.

Visão interna do Nexus S

Visão interna do Nexus S

A tampa traseira pode ser retirada a partir da fresta que há no topo do aparelho. Para conseguir fazer a retirada é preciso usar as unhas como alavanca e fazer um pouco de força, o que não deve ser uma opção agradável para mulheres. Apesar da dificuldade inicial para se retirar a tampa, e de ter a impressão de que ela poderá ser estragada ao continuar forçando, dá para sentir nela uma boa solidez. Depois da primeira retirada, dá para ficar menos preocupado em retirá-la e a coisa flui melhor. Internamente o aparelho possui espaço para o SIM Card que, dentro do péssimo hábito dos fabricantes, exige a retirada da bateria para ser trocado.

Nexus S - Câmera, flash e alto-falante

Nexus S - Câmera, flash e alto-falante

Além do LED de notificações,  outros recursos interessantes ficaram de fora. Um deles é uma tampa de proteção para a câmera, cuja função é evitar que a lente seja arranhada ou suja. Outra ausência diz respeito à proteção para a entrada micro USB, o que é estranho, já que no Galaxy S conseguiram fazer uma “tampa” com qualidade. Além disso, um botão de disparo para as fotos, por mais que acrescente um botão físico à construção, seria interessante para facilitar o acesso ao recurso de fotos e para permitir um disparo facilitado.

Tela

A tela do Nexus S mantém algumas das características presentes no Galaxy S, mas também ocorreram algumas perdas e ganhos. São 4” com uma resolução WVGA (480X800), 235ppi e tecnologia Super AMOLED (ou Super LCD, em alguns países: comparação entre as duas). Essa tecnologia é uma das melhores características presentes no telefone. Ainda que já exista uma versão melhorada da tela, a Super AMOLED Plus, não há do que se queixar. As cores são vivas e o brilho é suficiente para permitir a visualização do conteúdo mesmo sob a luz do Sol. Em geral, o brilho médio permite uma visualização rica e agradável, sem comprometer tanto a autonomia do aparelho. A única necessidade de se ativar o recurso de brilho máximo é no momento em que se tenta utilizar o telefone sob a luz do sol.

Uma perda que se teve com relação ao Galaxy S foi a ausência da tela Gorilla Glass, que oferece uma boa resistência contra arranhões e quebra. Apesar dessa perda, duas características foram ganhas: curvatura e oleofobia.

Tela curva do Nexus S - melhor adaptação ao rosto

Tela curva do Nexus S - melhor adaptação ao rosto

 

A tela curva foi criada para permitir uma acomodação melhor ao rosto enquanto se fala ao telefone, além de oferecer um posicionamento melhor nas mãos enquanto se utiliza o aparelho na horizontal, tornando-a mais anatômica. A curvatura fica restrita ao vidro que protege a tela, o que quer dizer que a imagem não é influenciada — como bem mostrado no iFixit. Apesar de ser uma característica inovadora, na prática, a tela curva não faz tanta diferença e acaba não sendo notada no dia a dia.

Tela Super AMOLED e vidro curvo de proteção - Imagem do iFixit.com

Tela Super AMOLED e vidro curvo de proteção - Imagem do iFixit.com

A tela oleofóbica acrescenta ao aparelho uma facilidade maior para a limpeza. As marcas de digitais e a oleosidade deixadas pelo rosto são removidos com facilidade. Essa característica, contudo, pode não ser aproveitada por usuários que têm o hábito de aplicar uma película de proteção à tela ou que sejam influenciados pela ausência de uma tecnologia consolidada de proteção como a Gorilla Glass (por mais que ela não seja indestrutível).

O que se nota, em geral, é que a Google parece ter aproveitado o aparelho para experimentar novas características e, possivelmente, ter uma tendência acompanhada pelo mercado. Apesar de essas características terem gerado certo buzz ao serem anunciadas, outros fabricantes não chegaram a adotá-las nos lançamentos que ocorreram desde o dia 6 de dezembro de 2010 — e olha que há empresas que fazem isso rapidamente sem conhecer o produto tão a fundo.

Reconhecimento de múltiplos toques na tela

Reconhecimento de múltiplos toques na tela

A sensibilidade da tela é muito boa, como se espera de uma tela capacitiva. Por ela são reconhecidos até 5 toques ao mesmo tempo, mas na prática, só dois são usados ao mesmo tempo, normalmente para fazer o movimento de pinch zoom em fotos ou no browser.

Um problema aparente, reconhecido nos 2 aparelhos que eu e o Panaggio utilizamos, é um congelamento temporário da tela em algumas situações. Os botões não são ativados, mas a tela continua reconhecendo o toque para fazer a movimentação entre os desktops. Comigo isso ocorre em alguns momentos, como no uso dos desktops e do teclado, enquanto com o Panaggio costuma ocorrer na listagem geral de aplicativos. Apesar de ter passado por 2 atualizações e de o problema ter persistido, o problema aparenta ser de software, e não de hardware, já que há relatos de usuários que conseguiram evitar o problema com o uso de outros launchers (os programas que gerenciam os desktops).

Mapa do aparelho

Mapa do Samsung Nexus S, retirado e adaptado do manual do aparelho

Mapa do Samsung Nexus S, retirado e adaptado do manual do aparelho

Desempenho

Processador do Nexus S exibido pelo iFixit.com

Processador do Nexus S exibido pelo iFixit

O aparelho vem equipado com o processador 1GHz Cortex A8 (Hummingbird) e com 512MB de RAM. O processador é fabricado pela NXP Semiconductors e contém um chip NFC, a ser visto na seção de comunicação.

Apesar de ter vindo com um processador de um único core, já presente na geração de aparelhos lançada no ano passado e atrás da atual geração de 2 cores, o desempenho é mais do que satisfatório. A Google parece ter se preocupado mais em aperfeiçoar o sistema operacional, incluindo melhorias na Dalvik Virtual Machine, ao invés de atribuir um hardware mais potente. Por um lado isso é bom, porque a experiência de uso do sistema melhora sem exigir um hardware novo, beneficiando inclusive aparelhos de gerações anteriores que tenham o potencial de usar a versão 2.3 do sistema. Por outro lado, alguns usuários podem ficar desapontados por não terem o melhor em termos de hardware, além de terem que aceitar ficar sem jogar alguns dos jogos que foram otimizados para o NVidia Tegra 2.

Mesmo não apresentando o que há de mais recente em termos de processamento, é possível ter uma ótima experiência de uso com o aparelho. A necessidade de um processador melhor só deve surgir para aqueles que pretendem assistir filmes em 1080p ou jogar os jogos mais bem elaborados e com otimizações para um hardware específico. Como o aparelho tem resolução 800×480 e não possui saída para TV, a exibição de filmes em Full HD não faz muito sentido mesmo.

Com relação à memória, o que se pode notar é que 512MB é um bom tamanho e o gerenciamento de tarefas do Android consegue lidar bem com ele. Esse gerenciamento só não é tão satisfatório para quem utiliza um gerenciador de tarefas que mostra aplicativos abertos no momento, a exemplo do Perfect Task Switcher. Por esse tipo de gerenciamento, fica nítido quando um programa é fechado por falta de memória e, por melhor que seja o sistema cache, nota-se uma perda de fluidez no uso aplicativos mais pesados com uso alternado pelo usuário. Isto, porque os programas são fechados para que a memória seja liberada para o aplicativo em atividade no momento.

Para mensurar o poder de processamento do Nexus S, inclusive com relação a outros aparelhos, foram utilizados dois sistemas de benchmark, o Quadrant e o SmartBench. Como alguns dos resultados publicados na Web são o resultado de uma segunda ou terceira execução do aplicativo de benchmark (para não dizer outra coisa), foram feitas execuções consecutivas. Para cada aplicativo o aparelho foi desligado, ligado e 5 execuções foram feitas sequencialmente. Os resultados foram:

  • Quadrant (score):
    • Teste 1: 1404
    • Teste 2: 1747
    • Teste 3: 1870
    • Teste 4: 1860
    • Teste 5: 1832
  • SmartBench (produtividade/games)
    • Teste 1: 869/2461
    • Teste 2: 808/2437
    • Teste 3: 889/2468
    • Teste 4: 883/2474
    • Teste 5: 804/2495

No Quadrant são ressaltadas as diferenças entre o Nexus S e aparelhos da geração anterior. Algo interessante a ser notado é a diferença do desempenho com relação ao Galaxy S. Apesar de ter o mesmo processador, há diferentes versões do Android envolvidas, além da camada adicional de software elaborada pela Samsung, o TouchWiz.

Bencharmark - Quadrant e SmartBench

Bencharmark - Quadrant e SmartBench

Os resultados do SmartBench mostram o Nexus S frente a aparelhos lançados recentemente, como o LG Optimus e até o Xoom, com um nicho diferente do mercado. Se por um lado, o Nexus S fica com o índice de produtividade (Productivity Index) bem abaixo em relação aos aparelhos Dual Core, é curioso notar como o desempenho para jogos (Games Index) se mantém bem, ou até melhor, do que outros. É evidente que outros dispositivos podem perder em desempenho em função de uma resolução maior e de um sistema operacional ainda em desenvolvimento, mas os resultados mostram a capacidade gráfica do Nexus S. Essa proximidade é tão grande que conseguiram formas de executar jogos que originalmente só poderiam ser executados em produtos com o Tegra 2.

Telefonia

Nesta seção, são descritos aspectos relacionados a formas de fazer chamadas, perfis de uso do aparelho, gerenciamento de contatos e envio de mensagens (SMS/MMS). Alguns destes recursos são mais limitados do que se espera de um celular e, por isso, devem ser bem pesados antes da escolha do aparelho.

Ligações

O Nexus S tem alguns dos requisitos básicos de um aparelho celular, mas pode deixar a desejar para muita gente. O som, seja por viva voz ou por conversação normal, não é alto. Dá para ouvir bem em um ambiente sem muito ruído, mas se for preciso aumentar o volume no máximo para conseguir ouvir bem no meio de um ambiente barulhento, o aparelho não conseguirá chegar ao nível necessário.

A recepção do sinal é boa. No começo, logo após receber o aparelho, era comum acontecer de o sinal ser perdido e só ser possível voltar a tê-lo após fazer uma reinicialização. Contudo, o problema foi resolvido após uma das atualizações feitas e, a partir da versão 2.3.4 do Android, não há mais falhas com relação ao sinal.

Discador e histórico de ligações no Nexus S

Discador e histórico de ligações no Nexus S

Estão disponíveis recursos como acessoar a caixa de mensagens de voz, discar usando voz e fazer múltiplas chamadas, permitindo que se alterne entre elas ou se comunique com várias pessoas ao mesmo tempo, em conferência. O que pode ser um grande problema para vários perfis de usuário é a falta de uma opção para acessar o menu da operadora pelo aparelho. A opção deveria ser fornecida pelo SIMToolkit, ausente no Nexus S. O problema já tem uma lista de reclamações e, talvez, possa vir em alguma atualização (apesar de eu não contar muito com isso).

Uma novidade incluída na versão 2.3 do Android foi a possibilidade de se usar nativamente chamadas pela Internet, por VOIP/SIP. Por esse recurso, o aparelho pode virar algo como um telefone Skype, tendo custos melhores para chamadas de longa distância e internacionais. O aparelho pode ser configurado de três formas: para receber (ou não) chamadas pela Internet; só fazer chamadas assim; ou perguntar a forma da chamada antes de fazer uma ligação.

Um ponto positivo notado foi a capacidade de conseguir atender a uma ligação mesmo que o telefone estivesse ocupado com outras conexões. Por exemplo, foi possível atender uma ligação quando o telefone recebia dados de uma conexão Wi-Fi e os compartilhava com o computador por USB.

Perfis

Desabilitando o som do aparelho

Desabilitando o som do aparelho

As opções de perfil do telefone não são muito variadas. Permite-se ficar no silencioso, silencioso com modo vibratório e modo normal. Apesar da simplicidade dos modos, é possível fazer personalizações para cada contato, atribuindo um toque específico ou encaminhando chamadas diretamente para a caixa de mensagens de voz.

O que poderia ser melhor neste quesito seria a criação e personalização de perfis. Mesmo no Symbian S60v3 é possível criar perfis diferentes, como ambiente externo, ambiente interno, reunião, silencioso, etc. Em cada modo, o Symbian permite definir a altura e o toque das ligações, ativar ou desativar a leitura dos nomes de quem faz uma ligação, alertas de mensagem e e-mails, entre outros. Neste ponto, o Android poderia tentar ser mais “smart” que um aparelho já tido como antigo.

Agenda de Contatos

Inclusão de contatos

Inclusão de contatos

A agenda de contatos do Android integra as diferentes informações de contatos, sejam eles do Gmail, Google Talk, Skype ou outro serviço. À medida que novos aplicativos de comunicação são instalados, outras informações podem ser adicionadas. O controle sobre o que é ou não integrado é bem feito. O usuário pode escolher quais contas serão utilizadas e se o sincronismo será automático ou não.

O fato de ser um centralizador de informações é bom, contudo, acarreta dois problemas:

I) a lista de contatos acaba sendo extensa e com contatos que sequer têm número de telefone;

II) Há duplicação de contatos, já que o Android, por si só, não consegue identificar que um usuário A de um serviço é o mesmo usuário A em outro serviço.

Há três recursos que ajudam a resolver estes problemas. Para o primeiro é possível usar a opção de filtro de contatos, que limita a visualização a apenas aqueles que possuem um número de telefone associado. Além disso, há uma lista de contatos favoritos que permitem encontrar facilmente as pessoas com as quais mais se comunica. Para o segundo problema, há um recurso de unificação de contatos que permite agregar as informações dos vários serviços que alguém utiliza em apenas um contato.

A opção de unificação é interessante, mas deve dar um certo trabalho para quem utilizar diversos serviços no aparelho. O problema é que a identificação dos contatos é manual e o Android consegue, no máximo, sugerir alguns contatos a partir do pedido de unificação de um. Ou seja, é preciso acessar contato por contato, buscando as replicações.

Duas alterações seriam bem vindas nesse caso. A primeira seria a possibilidade de se escolher vários contatos para unificar, ao invés de fazer a operação de um por um, individualmente. A segunda seria gerar uma lista de sugestões de unificações, pedindo para o usuário apenas confirmar ou rejeitar a unificação.

Visualização de contatos no Android

Visualização de contatos no Android

A visualização dos contatos é feita com o agrupamento apartir da letra inicial dos nomes, que podem ser baseadas no primeiro ou no sobrenome, conforme a escolha da classificação. Esse agrupamento é ainda mais interessante no momento que se percorre a lista, uma vez que o aparelho evidencia qual a letra pela qual se está passando. Para aqueles que preferem uma abordagem mais direta, basta tocar no botão de pesquisa e digitar o nome do contato desejado.

Os contatos podem ser importados e exportados pelo formato vCard. A origem da importação pode ser os contatos do SIM Card ou do cartão interno. O interessante é permitir que os contatos sejam salvos em uma conta específica da Google, a ser escolhida no momento da importação. A exportação é feita apenas no armazenamento interno, mas, posteriormente, pode ser compartilhada por outros meios, como e-mail, Dropbox e outros serviços instalados no aparelho.

SMS/MMS

SMS - Lista de mensagens agrupadas

SMS - Lista de mensagens agrupadas

Um ponto em que ter a interface padrão do Android é algo vantajoso é o modo de visualização de mensagens. Se no Galaxy S a interface era um pouco chamativa, no Nexus S fica mais limpa e discreta. A visualização também é parecida com a de um chat e o histórico das conversas fica gravado como uma conversa única, para cada contato.

As configurações permitem: limitar a quantidade de mensagens gravadas, receber confirmação de envio de mensagem e gerar relatório de entrega e leitura. O envio de mensagens pode ser feito para múltiplos destinatários. Para adicionar um contato como destinatário, basta começar a digitar o nome ou o número do telefone e as sugestões começam a aparecer. Os rascunhos são salvos automaticamente, sempre que uma mensagem é iniciada, mas não é enviada.

SMS - Conversa agrupada

SMS - Conversa agrupada

Para que a mensagem seja enviada como MMS, basta acessar a opção ‘Anexar’ e escolher uma entre as várias opções disponíveis. São algumas delas: capturar imagem ou vídeo, gravar áudio ou enviar um arquivo já gravado anteriormente. Ao receber uma imagem o conteúdo, já pode ser visualizado como uma miniatura.

 

Problema do Nexus S ao enviar SMS

Problema do Nexus S ao enviar SMS

Um problema notado com o envio de SMS é a codificação. Há mensagens enviadas que aparecem para o destinatário apenas como um conjunto de “?” que substituem os caracteres originais. Isso ocorre no envio para diferentes aparelhos e com diferentes sistemas operacionais. Na imagem, o texto foi substituído pelo uso de “ã” na mensagem. O problema, neste aparelho, não chegou a ocorrer quando outros caracteres foram usados com acento e nem quando a mensagem foi enviada com texto longo, obrigando o envio de 2 SMS ao invés de um.

Recursos Gerais do Sistema

O Android tem evoluído com velocidade e apresentado melhorias constantes de seus recursos. O Nexus S marca um dos pontos dessa evolução, com o lançamento da versão 2.3 (agora já na atualizado para a 2.3.4) que melhorou aspectos como seleção de texto, organização do teclado, suporte a vídeo chamada e melhorias em desempenho e autonomia. Alguns pontos ainda precisam de refinamento, como a multitarefa e o navegador Web padrão. Apesar das falhas, ao menos o usuário tem a certeza da evolução do sistema operacional. Nas próximas seções, serão vistos alguns destes aspectos com mais detalhes.

Teclado

Teclado do Nexus S em modo retrato

Teclado do Nexus S em modo retrato

O Nexus S tem apenas uma opção de teclado que pode ser usada na posição vertical (modo retrato) ou horizontal (modo paisagem). O teclado foi remodelado e, além de conter o padrão QWERTY e os botões de numeração integrados à primeira linha de caracteres, possui uma barra superior que alterna entre a exibição de símbolos e de palavras sugeridas de acordo com o que se digita, para funcionar como um serviço de auto-completar.

Para se digitar uma letra com acento é preciso tocar o dedo sobre ela e aguardar alguns segundos até que um menu se abra e mostre as opções de acento. Para escolher uma das opções, não se pode tirar o dedo da tela, é preciso mantê-lo pressionado e arrastá-lo em direção ao acento. Essa necessidade causou um certo desconforto no começo, mas ao notar que não é preciso arrastar o dedo até o caracter, e sim para o lado em que ele está, independentemente da altura, o uso foi bem aceito.

Outro recurso remodelado foi a opção de selecionar palavras/frases ou indicar o ponto de inserção de caracteres no texto. Quando se toca em uma área de texto aparece um cursor largo, adequado para o toque com os dedos, que permite uma movimentação de forma agradável.

Teclado do Nexus S em modo paisagem

Teclado do Nexus S em modo paisagem

A experiência de uso do teclado é boa, apesar de provavelmente não ser tão boa para usuários que estejam acostumados com o uso do Swype. Percebeu-se que utilizar o Swype (cuja versão beta está disponível para download) é melhor para situações em que se pode digitar com calma, enquanto o teclado do Android é bom para uma digitação mais “afoita”, quando é preciso digitar rapidamente uma série de informações e erros menores não influenciam muito nas palavras escritas. Isso permite que se leia o texto e identifique melhor qual a palavra que deveria ser digitada na hora, o que, no Swype, pode mudar completamente o sentido do texto e torná-lo ilegível. Seria interessante oferecer mais opções de teclado para que cada usuário encontre uma forma melhor de digitar, como ocorre com o Galaxy S. Isso é ainda mais importante considerando que o aparelho não possui um teclado físico.

Navegação Web

Visualização parcial de um site em modo retrato

Visualização parcial de um site em modo retrato

O navegador Web do aparelho tem bons recursos, mas não parece ser a melhor opção dentre as gratuitas presentes no Android Market. Ele possui boa renderização das páginas, capacidade de armazenar e limpar cache, bloqueador de pop-up, modo celular/desktop, gerenciamento de dados preenchidos em formulários e serviço de geolocalização. O conteúdo pode ter seu tamanho aumentado ou diminuído com o movimento de pinch zoom. Além disso, o navegador consegue exibir vídeos em Flash 10.3 (com instalação disponível pelo Android Market) e HTML5.

A exibição de HTML 5 funciona bem para canvas, reprodução de vídeo, etc. O único problema encontrado foi nas interações que exigem toques mais precisos, como o de um ponteiro de um mouse, mas as aplicações testadas não foram feitas para uso de touchscreen e nem para telas pequenas.

Apesar de todos os recursos, o navegador não oferece uma boa experiência de uso. As abas precisam ser acessadas dentro de um item de menu, de forma pouco prática e intuitiva. A navegação, de um modo geral, parece lenta.

Mesmo que o navegador padrão não seja tão agradável de se usar, o aparelho tem como vantagem a facilidade de se instalar outros navegadores com recursos mais interessantes. Há o Dolphin, que tem um bom conjunto de plugins e funciona com abas; o Opera Mini com a capacidade de compactar páginas para reduzir o tráfego de dados; e o Firefox com uma boa interface, alguns plugins, ótimo uso de abas e o sincronismo com sua versão desktop.

Multitarefa

 

Recent Tasks: forma pouco prática de multitarefa no Android.

Recent Tasks: forma pouco prática de multitarefa no Android.

O Android oferece para o usuário a capacidade de executar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Como esse tipo de recurso implica  maior uso de memória e diminuição da autonomia do aparelho, a Google fez um sistema sofisticado de multitarefa. Ele suspende aplicativos – quando eles não são mais utilizados – ou encerra, quando o sistema precisa de memória e para um outro que tenha prioridade, por estar sob o foco do usuário. Um ponto intermediário entre o encerramento e a utilização direta pelo usuário é o estado de execução como serviço (desde que programado para tal pelo desenvolvedor), sem a interface gráfica, que utiliza menos recursos do aparelho mas mantém algumas atividades que exigem processamento, conexão ou outros recursos. Um exemplo disso é a atualização da timeline de um aplicativo que dê acesso ao Twitter ainda que o usuário esteja lendo e-mails.

Se por um lado essa sofisticação é positiva, por outro, tira do usuário o poder de escolha sobre o que ele considera prioritário para ser executado. E se isso já é problemático, o Android tem uma forma pouco interessante de mostrar para o usuário quais aplicativos ele está usando: são mostrados apenas alguns aplicativos recentemente abertos. Essa abordagem até faz sentido se pensarmos que o usuário tem mais chance de querer usar um dos 8 aplicativos abertos mais recentemente, mas essa lista não é bem formada e, por vezes, acaba exibindo aplicativos que não lhes são interessantes.

Um exemplo claro desse problema refere-se à utilização de um navegador Web chamado a partir de um outro aplicativo, como o Google Reader. Se o usuário quer deixar um site pesado sendo carregado enquanto visualiza seu e-mail, ele digita o endereço, vai para a tela inicial do Android e abre o aplicativo do Gmail. Quando achar que já houve tempo suficiente para a página ser carregada, ele deveria ver os aplicativos recentemente abertos e visualizar o navegador na primeira ou na segunda posição da lista. O problema é que isso simplesmente não ocorre e o usuário é forçado a ter que procurar o atalho do navegador e abri-lo novamente.

Outro problema grave da forma como o Android gerencia as tarefas é a ausência de um modo padronizado de se fechar um aplicativo. Em alguns casos, o desenvolvedor cria um botão para fechar e simplifica as coisas. Contudo, na maior parte das situações, o usuário tem que apertar o botão, voltar várias vezes para que o aplicativo feche, ou mudar para outro programa e esperar que o Android decida fazer isso por ele. O uso do botão voltar, em muitos casos, é frustrante, já que o usuário é obrigado a ter que retornar vários passos naquilo que fez, como, por exemplo, seu histórico de visitas no navegador.

Resumindo, se a multitarefa deveria ser uma grande vantagem do Android, ela acaba sendo um motivo de frustração. O sistema poderia simplesmente criar uma forma padronizada de fechar os aplicativos e passar o controle do que é prioritário para o maior interessado: o usuário.

Modo Carro, Mapas e Navegação por GPS

O Android já tem recursos bem conhecidos como Google Maps e o modo de navegação. Além destes, há outros recursos que complementam as funções para se utilizar o Nexus S como aparelho GPS e encontrar pontos de interesse. Estes recursos serão analisados nas seções subsequentes.

Modo Carro

Modo carro no Android

Modo carro no Android

Além de já vir com o Google Maps, aplicativo de navegação e com uso da função do GPS, foi adicionado o aplicativo de Modo Carro. Esse aplicativo é um centralizador de recursos, feito para se utilizar em veículos, e dá acesso a diversas funções do aparelho de um modo ainda mais adequado para toque com dedos e visualização a distância. Os botões são grandes, monocromáticos e destacados.

As funções são mostradas em 4 painéis, cada um com 6 ícones. Destes, 2 painéis ficam disponíveis para atalhos escolhidos pelo usuário. Nos outros 2 painéis já utilizados estão disponíveis:

I) Navegação, telefone, localização de destino por voz, lista de contatos e música;

II) Google Maps, Google Places, configurações, brilho e 2 atalhos livres para adição do usuário.

Apenas a tela inicial é personalizada. Quando se toca em um dos ícones o aplicativo chamado é aberto, sem mudanças em sua interface padrão.

Nas configurações é possível alterar a cor dos ícones, mudar o plano de fundo do modo carro e ocultar a barra de status. Além disso, é possível fazer com que o aparelho inicie o modo carro sempre que um dispositivo bluetooth se conectar ao Nexus S, o que é interessante para os kits veiculares.

GPS

Uma grande frustração sofrida com o Galaxy S foi o mau funcionamento do GPS. Apesar de o hardware ser semelhante, o Nexus S conseguiu escapar desse problema. Além de conseguir fixar o sinal de forma rápida em ambientes abertos, ele consegue encontrar satélites mesmo em lugares fechados ou com cobertura parcial, como dentro de um carro.

Uso de satélites para determinar o local

Uso de satélites para determinar o local

Ao contrário da experiência vivida com o Galaxy, com o Nexus não ocorrem saltos ou perda de localização durante os trajetos. O aparelho também não precisa ser colocado para fora do carro e nem ajustado próximo ao vidro. Basta segurá-lo de forma natural, como se o estivesse utilizando normalmente. A imagem mostra a recepção do sinal dentro de casa, perto da janela. Em ambientes abertos a recepção é ainda melhor e a acurácia chega aos 15 feet.

Google Maps

Opções de camadas de mapas

Opções de camadas de mapas

O Google Maps já é uma referência em localização na Web. No Android, além de integrar os mapas associados à conta do Gmail, o aplicativo oferece uma experiência de uso ainda mais natural com gestos para o avanço sobre o mapa, permitindo girar sobre o próprio eixo, fazer zoom in e zoom out com o movimento de pinça e se inclinar sobre o mapa para ter uma visão lateral. Como resultado das interações, são realizados efeitos de transição bonitos e fluidos.

Os mapas podem ser exibidos com diferentes camadas. As duas principais são a de Terreno e de Satélite. É possível sobrepor outras camadas que adicionam informações ao mapa, como Buzz, Latitude, MyMaps, Wikipédia e Linhas de Transporte Público. Essas adicionam diferentes tipos de informação que podem ser produzidas pelos usuários do Google Maps ou obtidas oficialmente com as instituições  responsáveis pelo gerenciamento do transporte público.

A busca por locais no mapa pode ser feita tanto digitando, tendo o benefício da sugestão de endereços que tenham o que foi digitado, quanto por voz. Uma vez encontrado um local, é possível compartilhá-lo, ver o que há perto dele, adicioná-lo como o endereço de um contato, obter as direções para se chegar até ele a partir do seu ponto atual e visualizá-lo no StreetView (desde que o local já tenha sido mapeado pela Google).

Visualização de mapas em diferentes camadas

Visualização de mapas em diferentes camadas

O Google Maps combina os outros recursos de navegação e localização do aparelho, como Navegação, Latitude e Locais. A união destes aplicativos forma um ambiente bem completo de informações sobre mapas. A única pendência que ainda parece fazer usuários utilizarem soluções de terceiros para fazer navegação é a falta do carregamento completo dos mapas de forma offline. Para contorná-la, foi adicionado ao Google Labs a opção de fazer o download de uma área do mapa. Essa opção não é tão prática quanto o download completo do mapa de um país, mas permite que os usuários evitem o uso de dados enquanto estiverem visitando uma região — algo importante para economizar bateria e consumo de dados da operadora.

 

Download de mapas em fase experimental no Google Maps

Download de mapas em fase experimental no Google Maps

Navegação

Navegação por mapas no Android

Navegação por mapas no Android

O aplicativo de navegação é basicamente o Google Maps com uma interface voltada para facilitar a visualização e escolha de opções de trajeto. A interface, apesar de simples, tem bons efeitos de transição entre o modo de visualização do mapa completo e a forma de visualização em terceira pessoa, que mostra o ponto em que você está e o caminho que você deve seguir. Além da visualização da rota, os passos que devem ser seguidos são falados, inclusive em português.

Para escolher o ponto de destino é possível escrever ou falar o endereço desejado ou escolher uma localização a partir de um contato, local visitado recentemente ou algum outro endereço previamente marcado com uma estrela. Antes que o trajeto seja calculado é possível escolher entre a forma de locomoção, que pode ser por um automóvel ou a pé, a possibilidade de se evitar rotas que passem por estradas ou que tenham pedágio e, ainda, um modo de analisar melhor a rota.

Essa análise mostra o percurso total e oferece a opção de se obter outras rotas. Ao ser ativada essa opção mostra várias rotas alternativas que podem ser escolhidas para que se analise a distância total do percurso e o tempo previsto para realizá-lo. Para escolher uma das rotas só é preciso tocar no seu nome, em uma das abas criadas, ou tocá-la no mapa. Infelizmente as opções de rota ficam disponíveis apenas na realização do percurso por automóvel, ficando desabilitada quando o usuário determina que fará o caminho a pé.

A exibição do trajeto é bem interessante. O percurso a ser realizado é mostrado com uma linha ainda mais grossa do que no Google Maps. As informações sobre o próximo passo a ser realizado e a localização são melhor evidenciadas, com letras grandes e bem destacadas. O trajeto pode ser visto por uma visão ampla, que mostra todo o percurso, ou por uma visão em terceira pessoa, com uma visão mais aproximada que ressalta os passos seguintes a serem feitos. Se o usuário ficar em dúvida com relação aos passos, ainda pode ser exibida uma descrição textual do caminho a ser feito.

Além do mapa das ruas, é possível escolher entre diferentes camadas que podem ser visualizadas. As opções de visualização são: trânsito, imagens de satélite, estacionamento, postos, caixas automáticos e bancos, todos os locais registrados ou pontos de interesse personalizados.

Locais

Menu principal de busca de lugares

Menu principal de busca de lugares

O aplicativo de locais é interessante para encontrar pontos de interesse próximos à localização do usuário. Essa função é especialmente útil nos momentos em que se está em uma cidade diferente, ou em um local pouco conhecido, e é preciso encontrar algum recurso, como um posto de gasolina ou um restaurante. Ainda melhor do que saber o que está por perto é saber sua qualidade, o que é conseguido mostrando a média das avaliações dos lugares.

As opções padrão de busca são restaurantes, cafés, bares, atrações, caixas e postos. Além delas, é possível escolher ‘explorar’ todos os locais próximos ou adicionar um novo tipo de busca. Os locais podem ser filtrados por aqueles já marcados com uma estrela ou pertencentes a um dos mapas do usuário, que podem ser construídos colaborativamente com outras pessoas, usando o computador.

A qualidade dos resultados das buscas varia bastante, principalmente com relação ao tipo de local procurado. Restaurantes e bares têm bons resultados, já que ocorrem com certa abundância e são avaliados pelos usuários. A opção de caixa, no entanto, praticamente não tem resultados que correspondam a bancos e caixas automáticos. Para corrigir isso, é possível fazer uma busca pelo nome do banco desejado, o que gera resultados melhores.

Lugares próximos com avaliações de usuários

Lugares próximos com avaliações de usuários

Para melhorar o funcionamento do aplicativo e colaborar com outras pessoas, é possível avaliar os lugares que se conhece. Ainda que não se faça nenhuma busca, o aplicativo já oferece um local próximo para ser avaliado, com opção para mostrar outros. A avaliação pode conter uma classificação em estrelas (de 1 a 5) e pontos positivos e negativos.

Aplicativos

O Nexus S, sendo um aparelho “puro”, não vem com aplicativos de terceiros, como o bem completo Galaxy S. Apesar disso, já vem com um kit básico de serviços Google, que em alguns casos pode ser o melhor a se conseguir. O primeiro deles a ser descrito é o Android Market, que é o principal canal para se encontrar e gerenciar aplicativos.

Android Market e o Gerenciador de Aplicativos

Android Market - Tela inicial

Android Market - Tela inicial

O Android Market não é perfeito, mas oferece bons recursos para o usuário. Ele combina, direta ou indiretamente, as funções de loja, gerenciamento e “backup” de aplicativos.

Na função de loja ele conta com altos e baixos. O primeiro ponto a ser ressaltado é a quantidade de aplicativos. No início de 2011, foi noticiada a marca de mais de 225000 aplicativos. Destes, 37,5% são pagos, enquanto 62,5% são gratuitos, mas podem utilizar banners com propaganda para obter algum rendimento.

Se por um lado os números impressionam e podem animar os usuários pela quantidade, por outro ainda é complicado conseguir filtrar esse conteúdo e atingir os aplicativos que satisfaçam às necessidades do usuário. Apesar dessa dificuldade, o Android Market tem tido melhorias. Por exemplo, aplicativos tidos como de boa qualidade ganham destaque na tela inicial do programa. Outra melhoria é a organização de aplicativos em diversas categorias (jogos, livros, negócios, comics, comunicação, educação, etc.) e em gratuitos e pagos. Além disso, ao visualizar um aplicativo são exibidos detalhes e fotos, complementados por um sistema de avaliações pelos usuários. Se tudo isso não for suficiente,  estes podem pagar pelo aplicativo, experimentá-lo por 15 minutos e ter o direito de desistência da compra. O tempo não é o ideal para se tomar a decisão, tanto que gerou reações negativas em alguns países, mas é uma oportunidade que pode ser aproveitada.

Android Market - Detalhes de um aplicativo

Android Market - Detalhes de um aplicativo

Um outro recurso facilitador é a possibilidade de instalar aplicativos remotamente, navegando pela versão Web do Android Market. Essa possibilidade facilita a operação e torna a procura mais confortável, por poder ser feita pelo computador. Contudo, se acessar o Android Market pelo aparelho garante que sejam exibidos apenas os aplicativos compatíveis com ele, pela sua versão Web podem ser exibidos outros aplicativos, mas a compatibilidade com o aparelho só é exibida quando se vê seus detalhes. Isto ocorre porque é possível gerenciar a instalação de aplicativo em vários aparelhos que já tenham sido utilizados com a conta principal do usuário.

Android Market - Atualização de aplicativos

Android Market - Atualização de aplicativos

O recurso de gerenciamento é satisfatório. É possível fazer a várias instalações paralelamente. Depois de instalados os aplicativos podem receber atualizações que podem ser configuradas para serem aceitas automaticamente ou apenas com autorização do usuário. As notificações sobre aplicativos atualizados ou atualizações disponíveis aparecem automaticamente, ainda que o usuário não esteja no Android Market.

O backup dos aplicativos, é, na verdade, o histórico das compras e instalações que o usuário fez. Pago uma vez, um aplicativo pode ser instalado novamente pelo usuário em outros aparelhos Android ou após a formatação de um que já utilize. Isso é bom porque evita a necessidade de se guardar os instaladores e correr o risco de perdê-los. Contudo, esse recurso não é tão completo quanto poderia porque os dados do aplicativo não são salvos também. Se você tiver feito 3 estrelas em todas as fases de Angry Birds e resolver instalá-lo em outro aparelho, o progresso não será transferido entre eles.

O Android Market é o principal canal para se obter programas. Contudo, há a alternativa de se instalar outros aplicativos por um arquivo de instalação, no formato apk (Android Package). Para isto, o usuário deve configurar o aparelho para aceitar aplicativos de fontes não confiáveis, transferir o instalador para a memória do smartphone e, então, solicitar sua instalação. Apesar de os arquivos do Android Market não serem tão seguros assim, a instalação diretamente do fornecimento de terceiros aumenta os riscos de se ter dados roubados ou de se ter outros tipos de prejuízo por causa de atuações maliciosas. Após instalados, os programas podem ser removidos pelo gerenciador de aplicativos do Android, que também permite visualizar o espaço ocupado por cada item instalado.

Gerenciamento de aplicativos

Gerenciamento de aplicativos

Uma segunda opção é instalar uma loja de aplicativos de terceiros. A  Samsung e a NVidia têm suas alternativas que permitem um conteúdo direcionado para certos aparelhos, enquanto a Amazon tem uma loja de propósito geral. Esse tipo de alternativa é interessante para se instalar aplicativos de fontes confiáveis e para filtrar o conteúdo pelo interesse, a exemplo da loja da NVidia que é focada em jogos.

Além de aplicativos, o Android Market oferece a possibilidade de compra outras formas de conteúdo. Estão disponíveis para compra: livros, revistas, músicas e flimes.

Agenda

Inclusão de evento no Nexus S

Inclusão de evento no Nexus S

O aplicativo de Agenda do Android é uma versão móvel do Google Calendar. Com exceção do uso de Tarefas, recurso ainda incipiente no Calendar, é possível fazer o gerenciamento dos recursos essenciais de eventos e compromissos.

Pelo aplicativo é possível ter visualização das atividades mais próximas, do dia, da semana ou do mês. Eventos podem ser criados com nome, horário em que irá ocorrer, duração, zona horária, local descrição, outras pessoas convidadas (com indicação de e-mail), lembrete e repetição. Destes elementos, a repetição fica aquém do nível de personalização da versão Web da agenda. Ao invés de permitir personalizar, por exemplo, dias específicos da semana, são exibidos apenas padrões básicos de repetição.

Visualizações dos compromissos na agenda

Visualizações dos compromissos na agenda

O gerenciamento de várias agendas é bem feito. Além de ser possível controlar quais as agendas são exibidas e quais são sincronizadas, é possível mudar a cor associada a elas. Outras opções de configuração do aplicativo incluem personalização de alarme, vibração e ocultação de eventos recusados.

Para tornar o recurso de agenda mais completo, além da inclusão do gerenciamento de tarefas, seria preciso adicionar um widget que mostrasse as atividades do usuário. O widget que vem no aparelho é pouco personalizável e tem uma área de visão restrita, que está longe de atender ao propósito e de refletir a importante de uma agenda.

Google Docs

Menu principal do Google Docs

Menu principal do Google Docs

Uma das limitações do Nexus S é não vir com um aplicativo para edição e visualização de arquivos de documentos de texto, planilhas e apresentações. No dia 27 de abril, a Google lançou sua versão oficial do Google Docs para Android, o que diminuiu um pouco essa restrição do aparelho.

O primeiro ponto a ser mencionado é que o Google Docs, por si só, já não é tão completo quanto outras suítes como o Microsoft Office ou o Libre Office. Se a versão padrão já sofre com limitações, a versão móvel tem ainda mais restrições que também não chegam ao nível de alternativas como Quick Office ou ThinkFree Office: arquivos de desenho não podem ser abertos e nem editados, a visualização de PDFs é lenta e as planilhas basicamente se limitam a textos e fórmulas, sem a capacidade de exibir gráficos, figuras, desenhos ou dados aprimorados de formulários.

O Google Docs, infelizmente, só funciona com um acesso à Internet. Além de tornar a experiência de uso mais lenta do que um aplicativo que gerencie documentos locais, seu uso é impossibilitado quando não há conexão. Quem tem o costume de trabalhar com documentos no celular pode se ver obrigado a encontrar um outro aplicativo para essa finalidade.

Apesar de o acesso à Internet tornar a experiência de uso um pouco mais lenta, uma vez carregada a lista de documentos, é possível percorrer e filtrar documentos com agilidade. Só volta a ocorrer uma demora no momento em que um documento é escolhido para ser aberto, o que exige uma nova conexão com o servidor para baixar os dados.

Edição e visualização de planilhas e documentos de texto

Edição e visualização de planilhas e documentos de texto

 

Mesmo com limitações, o aplicativo é um ótimo recurso. Por ele é possível editar documentos de texto e planilhas, desde que o conteúdo não apresente recursos rebuscados. As planilhas são mais limitadas, enquanto os documentos de texto conseguem, ao menos, ter imagens, tabelas e formatação bem visualizadas. O conteúdo dos documentos é corretamente ajustado à largura da tela do telefone, apesar disso mudar um pouco a estrutura do documento na hora de se visualizar (mas sem estragar a formatação originalmente feita no computador).

A edição do conteúdo dos documentos é feita em blocos. Cada um destes pode ser um item de uma lista ou um parágrafo completo. Os desenhos feitos não podem ser editados e aparecem com um ícone de reticências para não tirar espaço durante a edição.

O que é um grande chamativo no aplicativo é a possibilidade de se tirar a foto de um documento, enviá-lo para o Google Docs e obter um documento com o conteúdo extraído da foto por OCR. O reconhecimento não é perfeito, mas certamente a maior parte do conteúdo é corretamente identficada. Não é preciso sequer se preocupar em tirar uma foto em modo retrato.

YouTube

O YouTube é certamente um bom recurso que vem no aparelho. Melhor do que a possibilidade que o aparelho oferece de abrir o aplicativo e procurar por um vídeo, é a capacidade de encarregar a exibição de um vídeo quando ele é aberto no browser. Com isso, as opções que já estão presentes no aplicativo podem ser usadas sem depender de uma boa execução no navegador.

YouTube - lista de vídeos e visualização em modo retrato

YouTube - lista de vídeos e visualização em modo retrato

 

Quando um vídeo é exibido, é possível marcá-lo com “gostou” ou “não gostou”, sinalizá-lo como impróprio, salvá-lo na lista de vídeos de uma das contas do Google, marcá-lo como favorito ou copiar sua URL. Além disso, pode-se visualizar vídeos relacionados, ver as informações sobre ele e seus comentários. Nas configurações o usuário pode escolher as opções de exibição de legenda, além do tamanho da fonte e a qualidade dos vídeos baixados, podendo limitar o aparelho a exibir vídeos em baixa resolução para reduzir o tráfego de dados.

As opções para quem quer compartilhar vídeos também são boas. É possível fazer upload de um vídeo e gerenciar o conteúdo do canal, caso o usuário tenha um.

Google Talk

GTalk - Lista de Contatos

GTalk - Lista de Contatos

O serviço de comunicação da Google oferece uma boa forma de comunicação. Além de conversas por texto com um ou vários usuários, é possível fazer comunicação por voz e por vídeo.

Seja para texto, voz ou vídeo, os recursos são simples, mas bem executados. Para texto, o usuário pode usar smiles, fazer conversas em grupo e acessar o histórico. Para vídeo, a imagem da câmera se ajusta ao modo retrato ou paisagem. Se e o usuário quiser acessar outra conversa, a transmissão de vídeo é pausada, mas retorna assim que a janela da conversa de vídeo é acessada. A comunicação por vídeo pode ser feita entre o Nexus e diferentes dispositivos que usam o Google Talk, como smartphones, tablets e computadores, usando redes WiFi e 3G.

Gtalk - Vídeo chamada

Gtalk - Vídeo chamada

 

A lista de contatos pode exibir apenas as pessoas com as quais mais se comunica ou todas as cadastradas. Nas configurações, é possível configurar o GTalk para se logar automaticamente, ficar ausente após algum tempo de inatividade, indicar o uso por dispositivo móvel e configurar alertas com mudança de som e vibração.

Gmail

Gmail - tela de resposta

Gmail - tela de resposta

O aplicativo do Gmail é um dos bons motivos partir para o Android, sobretudo para quem usa o serviço de e-mail da Google. Além de ser possível gerenciar várias contas, ele mantém as características da versão Web: agrupa mensagens, oferece marcadores, separar e-mails gerais da caixa de e-mails prioritários e permite que se arquive ou salve mensagens como favoritas.

A visualização dos e-mails é bem prática. Quando é uma thread os e-mails antigos ficam compactados, mas podem ser expandidos para nova leitura. Há a possibilidade de se responder ao remetente, responder a todos e encaminhar mensagem. Além disso, há dois botões de setas, localizados na parte inferior da tela, que facilitam a leitura de vários e-mails apenas avançando ou retrocedendo, sem que seja preciso voltar à inbox para selecionar o próximo item.

No momento da composição, os contatos do Gmail são facilmente selecionáveis, uma vez que há sugestão de nomes quando se começa a digitar. Há a possibilidade de adicionar anexos, mostrar assinatura e salvar o e-mail como rascunho.

Visualização de e-mails no Gmail: texto vs html

Visualização de e-mails no Gmail: texto vs html

 

O único ponto em que o aplicativo falha é na exibição de e-mails HTML. Apesar de os e-mails serem visualizados corretamente e de até bloquearem, de início, a visualização das imagens para economizar no tráfego de dados e aumentar a segurança, não há a possibilidade de se redimensionar o conteúdo. O usuário deve se conformar com a visualização limitada ou pedir para abrir o e-mail no browser. O ideal seria permitir aumentar ou diminuir o nível sem zoom, sem precisar sair do Gmail.

E-mail

O aplicativo permite o uso de outras contas de e-mail, além das do Gmail. O funcionamento da configuração das contas é bem executado, com a detecção automática das configurações do servidor, como o Thunderbird faz. Todas as contas podem ter suas mensagens agregadas a uma caixa de entrada única, facilitando a visualização de novos e-mails.

Assim como o Gmail, o aplicativo peca por não permitir o redimensionamento das mensagens em HTML, especialmente aquelas formadas essencialmente por imagens, como e-mails promocionais. Assim, resta ao usuário olhar partes da mensagem à medida que exibe o conteúdo na tela ou abrir a mensagem para ser visualizada no navegador.

Google Books

Google Books no Android

Google Books no Android

Um aplicativo que foi liberado para o Nexus S recentemente foi o Google Books (próximo ao dia 7 de junho). A liberação do aplicativo, em essência, depende do país ao qual o aparelho pertence, ou melhor, do país ao qual a ROM pertence. Essa política é um pouco estranha, uma vez que a versão Web do Google Books está disponível para todos.

A versão disponível para smartphones, usada no Nexus S, tem algumas limitações. Por mais que exista uma forma de busca pela própria interface, ela só exibe alguns resultados. Quando se escolhe um novo livro para ler, novamente o aplicativo redireciona o usuário para uma página. Além disso, ao contrário do que a versão para tablets oferece, a visualização das páginas é apenas em modo retrato e a mudança das páginas não tem o efeito de uma folha.

Google Books: visualização de página original e digitalizada

Google Books: visualização de página original e digitalizada

 

Apesar das limitações há vários recursos interessantes. Os livros e a leitura das páginas é sincronizado com o Google. Ao abrir um livro o ponto da última parada é aberto. Além disso, pode-se alternar entre a visualização da folha original, digitalizada, ou sua versão digital, que oferece um ajuste melhor à tela. Para a exibição de uma página é possível ajustar:

  • Tamanho do texto (4 níveis pré-definidos);
  • Fonte (4 pré-definidas: Droid Sans, Droid Serif, Vollkorn e Sorts Mill Goudy);
  • Espaçamento entre linhas (3 níveis pré-definidos);
  • Justificação do texto (2 níveis pré-definidos);
  • Temas (noturno ou diurno);
  • Brilho (automático ou definido manualmente).

O aplicativo oferece outras facilidades como baixar ou apagar os livros e visualizar a tabela de conteúdo, para ir direto a um assunto. Por fim, pode-se compartilhar o endereço do livro com os serviços instalados no aparelho.

Conectividade

O Nexus S tem um conjunto variado de formas de comunicação e gerencia bem estes recursos. Como mencionado anterioremente, o aparelho conseguiu manter o compartilhamento de conexão por USB que era acessado por WiFi mesmo enquanto atendia uma ligação. Essas características serão detalhadas nas próximas seções.

Rede 3G

Uma das coisas mais importantes que se deve notar antes de comprar um aparelho é a frequência de operação da rede 3G. O dispositivo trabalha com as frequências 900, 2100, 1700. No caso do Brasil, quer dizer que apenas a 2100 pode ser utilizada. Apesar de essa frequência tender a ser o padrão usado pelas operadoras no futuro, ainda há lugares no Brasil cujo acesso a redes 3G se limita à frequência 850.

Três testes consecutivos de velocidade da rede usando HSDPA.

Três testes consecutivos de velocidade da rede usando HSDPA.

A transferência de dados pela rede é boa, mas antes da última atualização do Android ocorriam alguns problemas que faziam o aparelho parar de receber dados. Uma das recomendações para o aparelho é desabilitar a seleção automática de operadora e defini-la manualmente, para evitar instabilidade.

Bluetooth

O uso de Bluetooth em dispositivos começa a ficar um pouco ofuscado por outras tecnologias como WiFi Direct e NFC, sendo que o segundo já está presente no Nexus S. Se isso já apaga um pouco o brilho do Bluetooth, o fato de ter o padrão 2.1+EDR, e não o 3.0, piora um pouco as coisas, já que a versão 3.0 permitiria atingir velocidade maior e ter menor consumo de energia.

Apesar de não divulgar os protocolos que podem ser usados, é possível trocar arquivos, usar fones de ouvido e kits veiculares. Uma funcionalidade interessante que ficou pendente é o compartilhamento da conexão por Bluetooth. É possível consegui-la por aplicativos de terceiros, como o PdaNet, mas seria melhor tê-la de forma nativa no aparelho.

Um ponto positivo notado foi o pareamento facilitado entre dispositivos Android. Ao tentar parear o Nexus ao Xoom, ao invés de um aparelho pedir pra o usuário definir o código e o outro pedir para o código ser repetido, ambos mostraram o código automaticamente e simultaneamente. Ao mostrar o mesmo código o usuário só precisa olhar para a tela de ambos aparelhos e se certificar de que o código é o mesmo, garantindo que o acesso seja fornecido ao dispositivo correto, e não a um desconhecido.

Wi-Fi

O uso de Wi-Fi no aparelho depende um pouco da rede. Em redes domésticas, com roteadores simples, notou-se que é difícil usá-la quando o aparelho volta do estado de suspensão do sistema. Para contornar o problema, há duas opções. Uma delas é uma configuração (um pouco escondida), que permite estabelecer a política de suspensão do WiFi para quando a tela desliga, destabilitá-la quando o aparelho estiver conectado, ou desabilitá-la completamente. Outra opção é usar aplicativos criados por terceiros, a exemplo do REGPON WiFi KeepAlive e do Blade Wi-Fi Fix. Contudo, o uso destas opções implica no consumo maior de energia, o que diminui a autonomia do aparelho.

O problema da política de inatividade do Wi-Fi parece não ocorrer em redes com uma infraestrutura corporativa. Na rede da universidade o aparelho consegue acessar rapidamente as informações mesmo após ter terminado de sair do modo de suspensão.

Apesar dos problemas com o gerenciamento de energia, o aparelho tem boa compatibilidade com os padrões de rede e de segurança. Seja em redes domésticas, com o uso de WEP, WPA ou WPA, ou em redes corporativas, usando EAP.

 

Teste de velocidade de Wi-Fi: Nexus S, à esquerda, e PC, à direita

Teste de velocidade de Wi-Fi: Nexus S à esquerda e PC à direita

Comparando a velocidade de acesso à Internet usando o Nexus S e um computador, nota-se que a latência da rede é maior no smartphone, mas a velocidade de download e upload se mantém razoavelmente próxima entre ambos. Os resultados exibidos na imagem acima foram os melhores realizados em 3 testes consecutivos em cada equipamento. Apesar de terem sido descartados, os outros resultados se mantiveram próximos do melhor valor obtido.

Dois recursos interessantes que não estão presentes no aparelho são DLNA e WiFi Direct. Enquanto o primeiro permitiria compartilhar mídia e controlar a reprodução de outros dispositivos com a mesma tecnologia, o segundo facilitaria a troca de dados entre outros dispositivos sem a necessidade de um roteador. Como a segunda tecnologia só está se tornando presente agora, como no Galaxy SII, é possível entender sua falta.

Sobre a ausência do DLNA: alguns lugares chegam a mencionar a existência dele no Nexus S. Contudo, como não há qualquer referência a ele pela Google, seja nas especificações oficiais ou comparação da versão original do Nexus S com a versão 4G e com o Galaxy S, e o dispositivo não está presente na lista de produtos “DLNA Certified”, não há como afirmar que ele tem. Apesar disso, é possível conseguir algumas funcionalidades utilizando programas como o Skifta, disponível no Android Market.

Por fim, uma opção que continua faltando no Android é a configuração de proxy para acesso a redes. Essa opção é importante porque é comum que empresas e instituições usem proxy para aumentar a velocidade de acesso a alguns recursos, limitar o acesso a alguns conteúdos e aumentar a segurança da rede. Com a falta deste recurso, muitos usuários podem ficar sem acesso por Wi-Fi em seus locais de trabalho e estudo. Para resolver o problema, os usuários precisam partir para soluções que exigem acesso como root ou usar navegadores que dão a opção, como o Opera Mobile.

HotSpot – WiFi

Configuração de uso do Android como roteador

Configuração de uso do Android como roteador

Um dos serviços populares do Android é o modo HotSpot, que permite compartilhar o acesso à conexão por Wi-Fi. Por ele, até 6 aparelhos podem ser conectados ao mesmo tempo.

Para fazer o compartilhamento, o usuário pode escolher entre uma rede aberta, sem senha, ou usando o WPA2, sendo exigidos pelo menos 8 caracteres para a senha. Por um lado, é interessante ver que há uma preocupação com a segurança, restringindo o protocolo ao WPA2. Por outro lado, se há um aparelho antigo com restrição de acesso a WEP, seria interessante poder ter essa opção. Por mais que o WEP não ofereça muita segurança, é melhor dar um trabalho mínimo a alguém que queira forçar o acesso do que permitir a todos o uso irrestrito da conexão.

USB

Entrada micro USB

Entrada micro USB

O Nexus S se comunica por uma entrada micro USB 2.0. A entrada não tem a ótima tampa de proteção do Galaxy S, mas é bem localizada na parte de baixo, o que favorece o uso em uma dock station. A surpresa foi o aparelho não oferecer sincronismo com o PC. Contudo, pode-se realizar três funções:

  • Compartilhamento do cartão interno como um pendrive: é uma função importante que facilita a troca de arquivos entre o celular e o computador. O único defeito é o cartão interno ficar indisponível para uso pelo celular enquanto é compartilhado com o PC;
  • Compartilhar acesso à Internet: essa função é extremamente bem vinda, já que permite que o acesso a Internet recebido pelo Nexus S, por Wi-Fi ou 3G, seja compartilhado com o computador. O aparelho passa a funcionar como modem ou placa wireless. Versões mais recentes de sistemas operacionais, como Windows e Ubuntu sequer precisam de uma configuração especial para utilizar o acesso a Internet compartilhado pelo smartphone.
  • Estabelecer a comunicação com a ferramenta de desenvolvimento: esta opção permite que o aparelho seja utilizado por desenvolvedores para executar aplicativos para teste. Além disso, é possível fazer capturas de tela que são úteis para se divulgar aplicativos ou fazer reviews em blogs, sem precisar ganhar acesso como root. :)

Por ser a forma de entrada de energia para o aparelho, a conexão por USB faz o carregamento enquanto as demais funções são executadas. Além da boa velocidade de troca de dados, a vantagem de uso de USB para comunicação é a segurança do tráfego de informações por um meio físico, sem a possibilidade de ser interceptado por terceiros.

Para ser ainda mais completo, faltou a possibilidade de uso do conector com a função host, ou On-the-Go, que permitiria conectar teclado, mouse e outros acessórios ao aparelho. A função está disponível para a versão 3.1 do Android e deve estar disponível para celulares Android na versão Ice Cream Sandwich.

NFC

Ação para leitura de Tag com NFC

Ação para leitura de Tag com NFC

O NFC, que pode ser traduzido como comunicação a curta distância, foi uma das novidades mais comentadas do Nexus S, apesar de não ser assim tão novo ou inédito.

A proposta do NFC é permitir uma comunicação simples e menos burocrática entre dispositivos a partir da aproximação entre eles. É como o cartão de bilhete único de ônibus: há uma tag RFID que, ao ser aproximada do leitor, é ativada e pode ter seu conteúdo lido. O Nexus S pode funcionar para ler ou prover informações para outros dispositivos e consegue, inclusive, notar a presença de um bilhete único que esteja próximo (apesar de não poder ler o conteúdo).

As possibilidades de uso são variadas, como permitir o uso do celular como cartão de crédito, documento de identificação ou outro meio simples de trocar informações. Atualmente, no Android Market, há aplicativos que permitem usar o Nexus S para ler e enviar dados de cartões de contato, ler tags variadas e trocar senhas para facilitar a configuração de acesso à Internet.

O exemplo do acesso à Internet é interessante porque mostra que a eliminação da burocracia realizada pelo NFC pode ser usada em complemento a outras tecnologias, como Wi-Fi ou Bluetooth. Assim, basta aproximar um aparelho do Nexus, ativar a configuação de rede e passar a usar o Wi-Fi para acessá-la. Outro exemplo é o da caixa de som lançada pela Nokia, que pode fazer o pareamento por NFC e reproduzir som por Bluetooth.

(Falta de) Sincronismo com o PC

Um dos pontos em que o Nexus S pode desagradar os usuários é a falta de uma opção de sincronismo com o computador. Mesmo pensando que existia a possibilidade de o Kies funcionar, já que o aparelho é fabricado pela Samsung, não há comunicação entre ele e o Nexus S. A troca de contatos telefônicos e calendário se restringe ao sincronismo com “a nuvem”, utlizando os serviços da Google ou de terceiros. Para fotos, músicas e outros tipos de arquivo, as trocas podem ser feitas: utilizando o cartão de memória interno como um pendrive, por USB, ou através de Bluetooth, Wi-Fi ou acesso à Internet.

A ausência de um software de sincronismo parece refletir dois fatores. O primeiro é a característica de ser mais próximo de um dev phone, menos preocupado com o usuário final e com maior preocupação em servir de base de implementação e lançamento de recursos. O segundo é a natureza dos serviços da Google, disponíveis na Web. Faz sentido pensar em abandonar o sincronismo tradicional uma vez que, além de a empresa ter a proposta de um sistema operacional na Web, o Chrome OS, ela também oferece serviços de e-mail, calendário, fotos, livros, música e arquivos em geral.

Segurança

Um dos pontos causador de maior preocupação com smartphones é a segurança do aparelho, seja ela física, com a preocupação de que alguém o roube, ou operacional, com a possibilidade de que comprometam ou roubem dados do aparelho.

Do ponto de vista do roubo do aparelho o Nexus S não tem o Mobile Tracker do Galaxy S. Apesar disso, além de existirem aplicativos que se propõem a fazer o rastreamento e bloqueio do aparelho, há o Google Latitude, que pode fornecer a localzação enquanto o smartphone mantiver as configurações do dono. Além disso, é possível inserir senha para o acesso aos recursos do SIM Card ou para uso do aparelho. Outra forma é a definição de um padrão de desbloqueio, como mostrado na imagem abaixo.

Definição de padrão de bloqueio, tela de bloqueio e tentativa falha

Definição de padrão de bloqueio, tela de bloqueio e tentativa falha

O lado operacional talvez seja o mais crítico. Com o aumento do número de usuários do Android aumentaram as ameaças em função de aplicativos identificados como malwares. O problema ocorre porque a política do Android Market é a de primeiro aceitar os aplicativos e depois verificar se eles não são nocivos. Com isso, pode demorar algum tempo até que se note que um aplicativo está prejudicando os usuários de alguma forma.

Um dos modos que a Google tem de amenizar o problema é a capacidade de remover aplicativos do aparelho sem a necessidade de o usuário consentir ou sequer saber disso. Se por um lado isso é bom porque alguém pode evitar problemas para seu aparelho, por outro pode colocar em questão o nível de controle que o dono (não) tem.

Uma vantagem do Nexus S sobre outros aparelhos é o fato de ele ter atualizações mais rápidas. Além de permitir que o usuário ganhe novas funcionalidades, as atualizações corrigem falhas de seguranças. Isso fica claro com as formas de se obter acesso como root, realizada pela exploração de falhas de segurança. Quando o aparelho é atualizado, um novo método de se conseguir privilégios de super usuário precisa ser criado, já que as antigas falhas foram corrigidas.

O que ainda falta ao Android é a capacidade de fazer backup completo do aparelho para permitir que o usuário faça a restauração de todos os seus dados. Há o backup da lista de aplicativos e de alguns dados do usuário, mas isso é feito sem envolver os dados dos aplicativos. Significa que o progresso nos jogos são perdidos, assim como configurações dos aplicativos e outros dados que sejam criados por meio deles. Até o momento a única forma de se criar um backup completo é conseguindo acesso como super usuário e dando permissão para que aplicativos de terceiros guardem todas as informações do aparelho.

Multimídia

Assim como nos aspectos de telefonia, o Nexus S possui algumas limitações no que diz respeito a recursos multimídia. Contudo, esses aspectos são compensados, em partes, pelo sincronismo de informações com serviços da Google.

Visualização de imagem

O visualizador de imagens não tem mudança notável há algumas versões do Android. O aplicativo mostra as fotos em coleções e alterna o ângulo de visão conforme se inclina o aparelho. Ao entrar em uma coleção as fotos podem ser exibidas em grades de fotos ou em subcoleções, a partir da data em que as imagens foram geradas.

Visualização de imagens no Android

Visualização de imagens no Android

O aplicativo é básico, mas prático. Há uma barra de rolagem para passar rapidamente pelas fotos, além da possibilidade de se poder clicar em um ponto e mover o dedo sobre a tela para passar por elas. O modo de seleção facilita realizar ações diversas sobre fotos ou coleções, como compartilhar, girar ou apagar cada uma delas. Ao selecionar apenas uma foto é possível ver seus dados, cortar uma parte dela ou selecioná-la como wallpaper ou ícone de um dos contatos do telefone.

Reprodução de Áudio

Visualização de álbuns no Google Music

Visualização de álbuns no Google Music

O aplicativo para reprodução de áudio no Nexus S tem recursos bem básicos, mas ganhou algumas novidades com o lançamento do Google Music. Há a separação de conteúdo por artistas, álbuns, músicas e listas. Pode-se reproduzir músicas ou coleções (artistas ou disco) aleatoriamente. Além disso, são mostradas as informações básicas sobre as músicas, como nome, artista e álbum (incluindo a capa).

O que fica mais evidente no reprodutor é a falta de recursos. Não há características interessantes, como equalizador, som 5.1, modo de reprodução integrado à tela de travamento; sequer há controle de volume pela interface gráfica. O usuário só pode fazer a alteração do volume pelos controles físicos. Para piorar, como a saída de áudio fica na parte de trás, o som fica abafado quando o aparelho é deixado sobre uma superfície.

Reprodução de música no Android

Reprodução de música no Android

As novidades do Google Music foram bem interessantes. A primeira mudança foi visual, com uma visualização dos álbuns mais parecida com a galeria de imagens, mostrando a capa dos álbuns. Apesar da melhoria, a mudança não chegou a atingir a beleza da versão para tablets, do Honeycomb. O que houve de mais significativo, contudo, não foi tão visual: o sincronismo das músicas com a também recém lançada Google Music Beta.

O Google Music Beta é como um serviço centralizador de músicas que permite a reprodução de músicas online, por streaming. Já existem músicas disponíveis no próprio serviço, mas a expectativa é de que surjam músicas que possam ser compradas e incluídas na coleção do usuário. A reprodução por streaming pode ser feita tanto pelo navegador Web quanto pelo Nexus S, opção que pode ser interessante para quem tem acesso à rede Wi-Fi, tanto para poupar o consumo de dados do plano 3G quanto para economizar bateria.

O serviço está disponível para usuários que recebem convite e que, teoricamente, estejam nos EUA — mas é possível dar um jeito para relaxar a segunda restrição. Seu uso parece promissor, mas por enquanto contém algumas limitações. A inclusão das músicas do usuário está disponível para PC e Mac, mas por sistemas GNU/Linux não é possível. Por aparelhos Android também não é possível, por enquanto, enviar músicas para o servidor, só ouvi-las por lá.

Reprodução de Vídeo

Reprodutor de vídeo do Nexus S

Reprodutor de vídeo do Nexus S

Assim como a interface de reprodução de música, a interface para vídeos é extremamente simples. O usuário tem a opção de voltar, reproduzir, parar e avançar. Não há sequer controle de áudio na interface gráfica.

No que diz respeito à reprodução, o aparelho executa bem vídeos em 720p, mas não consegue uma reprodução minimamente assistível quando a resolução é de 1080p. O que se nota é que o áudio e vídeo ficam fora de sincronia.

Se considerar que o aparelho tem resolução 800×480, não tem HDMI, saída para TV e nem DLNA, não há sentido em precisar reproduzir vídeos em 1080p. Indo além, se considerar o fato de que o aparelho também não aceita cartão de memória, o armazenamento para esse tipo de reprodução se tornaria inviável até para poucas mídias.

Os formatos aceitos para reprodução são H.264, H.263 e MPEG4. Para conseguir reproduzir outros formatos é preciso instalar players (gratuitos), como Mobo e VPlayer, para fazer decodificação do formato por software. Isso pode limitar a fluidez do vídeo, mas permite uma boa reprodução, desde que a resolução se mantenha até os 720p.

Câmera

A câmera do Nexus S ganhou um grande diferencial com relação ao Galaxy S, a inclusão de Flash, mas sofreu grandes perdas. O aparelho não tem capacidade de gravar vídeos em 720p (não se chegou a um consenso sobre ser problema de hardware ou software), não tem zoom digital e não tem vários diferenciais do Galaxy S, como reconhecimento de face e fotos panorâmicas.

Interface da câmera do Nexus S

Interface da câmera do Nexus S

Apesar de todas as faltas, há um conjunto razoável de recursos para fotos e vídeos. Para vídeos é possível controlar:

  • Qualidade( alta, baixa, MMS e YouTube);
  • Flash (ligado e desligado);
  • Balanço do branco (automático, incandescente, luz do dia, fluorescente, nublado);
  • Efeito de cor (nenhum, mono, sépia, negativo).

O que faltou para os vídeos foi a opção de alterar a configuração de flash enquanto se faz uma gravação. Para as fotos têm algumas opções de configuração. São:

  • Balanço de Branco (automático, incandescente, luz do dia, fluorescente e nublado);
  • Local de Armazenamento “Geotagging” (Ativado ou Desativado);
  • Foco (automático, infinito e macro);
  • Exposição (+2 a -2);
  • Modo de cena (automático, retrato, paisagem, cena noturna, praia, neve, pôr-do-sol, fogos de artifício, festa, luz de velas);
  • Tamanho da imagem (5mpx a VGA);
  • Qualidade da imagem (muito boa, boa, normal);
  • Efeito de cor (nenhum, mono, sépia, negativo);
  • Flash (automático, ligado, desligado).

Apesar de Flash de verdade ser Xenon, a simples inclusão do LED é um ganho. Para comparar a qualidade do Flash foram testados três equipamentos a 1,90 de distância da parede: a Bateria Solar, o Nexus S com um LED único e o Motorola Xoom com dois LEDs. Se o Nexus se saiu bem melhor do que a Bateria Solar G10 sendo usada como lanterna, ficou um pouco aquém da capacidade de iluminação do Xoom. Apesar de ser inferior, sua capacidade de iluminação chega a ser surpreendente e pode agradar para utilizar o aparelho como lanterna :).

Comparação do Flash: Bateria World View à esquerda, Nexus S ao centro e Xoom à direita.

Comparação do Flash: Bateria Solar à esquerda, Nexus S ao centro e Xoom à direita.

A qualidade da câmera do Nexus S está dentro da normalidade. Não chega a se destacar ao ponto de ser um “camera phone“, mas se sai bem para capturar momentos que ocorrem sem que se esteja com uma câmera ou para registrar informações de quadros e cadernos. Outras fotos tiradas pelo Nexus S, em maior resolução, podem ser vistas em http://migre.me/5g62G.

Foto tirada com o Nexus S

Foto tirada com o Nexus S

 

Foto tirada com o Nexus S

Foto tirada com o Nexus S

 

Foto tirada com o Nexus S

Foto tirada com o Nexus S

Personalização e Atualizações

Nesta seção, serão vistos aspectos sobre personalização e aparência do Android. Entre eles o acesso como root se destaca por permitir que usuários avançados encontrem formas de suprir as deficiências do sistema operacional.

Aparência

Opções de personalização do desktop

Opções de personalização do desktop

As possibilidades de mudança da interface em diferentes níveis são um ponto forte do Android. Sem precisar de privilégios especiais, o usuário tem liberdade para gerenciar 5 desktops, que podem ter: widgets, planos de fundo animados e atalhos para programas, pessoas e sites. Se o usuário desejar, ainda é possível substituir as funções de alguns botões, como, por exemplo, usar o toque longo sobre o botão Pesquisar para ter acesso a um gerenciador alternativo de tarefas.

A interface padrão do Android é formada principalmente de preto, cinza e verde. Para combinar com esse padrão, há um conjunto de widgets que mantém os tons. Há widgets para: Agenda, Notícias e clima, Controle de energia, Relógio Analógico, Avaliar Lugares, Latitude, Música, Imagem em Moldura, Market, Pesquisa e YouTube. Entre eles, o widget de Notícias e Clima se destaca por oferecer informações úteis e ter uma interface bonita, ainda que sua simplicidade esteja longe da beleza e sofisticação do widget equivalente do HTC Sense.

Widgets e Desktops do Android

Widgets e Desktops do Android

À medida que se instala outros programas, novos widgets ficam disponíveis, como o Google Docs para ter acesso a documentos, a visualização de amigos próximos do Foursquare, os tweets mais recentes do TweetDeck, entre outros. Além disso, há aplicativos no Android Market que servem apenas para mostrar informações no desktop. A exemplo disso, tem-se widgets que copiam a interface do relógio do HTC Sense ou que mostram alguns dos compromissos registrados na agenda.

A edição dos desktops é bem direta, bastando tocar em um ponto do desktop e manter o dedo pressionado por alguns segundos. O usuário pode arrastar ícones e widgets e pode repeti-los quantas vezes quiser, mas há certas restrições quanto ao posicionamento dos elementos. O usuário não tem liberdade, por exemplo, para sobrepor elementos de interface.

Os desktops só podem ser visualizados em modo retrato. A movimentação entre eles pode ser feita com o movimento de arrastar a tela para o lado que se quer, tocar em um dos cantos inferiores para fazer a transição ou manter o dedo sobre a barra inferior para ver uma miniatura de todos os desktops. Mesmo com a facilidade para se mudar e acessar os desktops seria interessante que eles fossem percorridos de forma cicular, pulando para o primeiro assim que último fosse atingido.

Aplicativo de Notícias e Clima

Aplicativo de Notícias e Clima

Um dos destaques do Nexus S é o aplicativo Notícias e Clima. Além de fornecer um conjunto de widgets para os desktops, tem um modo de visualização detalhado em que é possível visualizar a previsão do tempo para a semana vigente e uma lista de notícias por tópicos. A exibição do clima pode ser configurada para o local do usuário e possui um modo ainda mais detalhado de visualização, que permite ver previsões de temperatura e umidade para as horas do dia. As notícias já são configuradas em alguns tópicos pré-determinados, mas o usuário pode adicionar novos tópicos por palavras-chave. Para ser mais completo, faltou a opção de configurar feeds ao invés de busca em fontes pré-determinadas.

Modo Dock para o Nexus S

Modo Dock para o Nexus S

Uma outra possibilidade de visualização de informações no aparelho é o modo para uso em dock stations. Neste, são mostrados atalhos para aplicativos de alarme, apresentação de fotos e desktop, além de manter em destaque a hora atual, carga da bateria e informações de clima. A visualização pode ser tanto em retrato quanto em paisagem. Apesar de fornecer a possibilidade de visualização, não foi encontrada uma forma nativa de abrir o modo dock sempre que o aparelho for carregado por USB ou em uma dock station. Fazendo um teste com uma dock station genérica, o aparelho não entrou neste modo automaticamente.

 

Acesso como super usuário (root)

Requisição de um aplicativo para conseguir privilégio de acesso

Requisição de um aplicativo para conseguir privilégio de acesso

Uma das vantagens de um Google Device ou Google Experience Device é a “abertura” do dispositivo, já que o usuário pode, com facilidade, fazer alterações na memória em que fica o sistema operacional. Isto permite atualizar a versão do sistema assim que ela sai, instalar versões personalizadas, como o CyanogenMod e ganhar privilégios de super usuário (root). O Nexus S, sendo um Google Device, tem essas facilidades.

Aparelhos,sem essa facilidade de alteração também podem ser modificados, mas a forma de se conseguir isso depende da habilidade de se encontrar e explorar falhas de segurança. Quando o sistema do aparelho é atualizado oficialmente pelo fabricante, essas brechas são corrigidas e o acesso se torna mais difícil.

Dentre as vantagens de se realizar esses procedimentos estão: ter mais controle sobre o dispositivo, conseguir recursos disponíveis em outros aparelhos e melhorar o desempenho com procedimentos mais ou menos arriscados. Por causa desses riscos, o processo costuma ser indicado a pessoas com mais intimidade com tecnologia.

Se por um lado essas possibilidades de modificação são oportunas, por outro implicam a perda de garantia do aparelho e começam a ganhar limitações de conteúdo. Aparelhos em que o usuário ganhou acesso como root não podem alugar filmes porque o acesso a áreas restritas do sistema permitiria que os vídeos fossem copiados e distribuídos ilegalmente.

Atualizações do Android

Informações sobre versão do Android

Informações sobre versão do Android

Se tem um assunto que causa apreensão em usuários de smartphones Android que acompanham notícias e que gostam de estar por dentro de novidades é a atualização de seu aparelho para a versão mais recente do sistema operacional. Os aparelhos Nexus (One e S) ganham notoriedade por serem os primeiros a receber as novidades lançadas pela Google para o Android.

Apesar de ser o primeiro aparelho a receber as atualizações, os donos do Nexus S não deixam de passar por um pouco de apreensão para terem seu aparelho atualizado. Nas atualizações lançadas pela Google a mensagem é de que os usuários receberão a atualização nas próximas semanas, como divulgado no perfil do twitter do Nexus S: http://twitter.com/#!/googlenexus/status/63707554831806464

Como esperado, os donos não conseguem manter a ansiedade e passam a forçar a atualização baixando a ROM oficial pelos servidores da Google. Ou seja, nem os donos desse aparelho estão livres da espera por uma atualização anunciada. Apesar disso, o tempo de espera não se compara ao de outros aparelhos, especialmente os vendidos por operadora no Brasil.

A utilidade das atualizações varia. Vão da adição de novas funcionalidades, como a possibilidade de se fazer vídeo chamada pelo Google Talk, à correção de bugs. Algumas das atualizações chegam a ser até mal vistas, como a correção da temperatura das cores que deu às imagens uma aparência de tom amarelado.

Bateria e Gerenciamento de Energia

Relatório de consumo de bateria do Nexus S

Relatório de consumo de bateria do Nexus S

Um dos pontos mais reclamados do Android é a autonomia da bateria dos aparelhos. Os motivos são vários: telas grandes e com alta resolução, processadores cada vez mais rápidos, tendência ao uso contínuo de rede para fazer sincronismo e consumir conteúdo online, multitarefa, entre outros. O Nexus S tem boa parte desses recursos, como a tela grande e com resolução alta, processador de 1GHz, conectividade por 3G e cada vez mais serviços sincronizados por serviços online (Gmail, Gtalk, Picasa, Music, Video, YouTube, …).

Se no Galaxy S existia um aplicativo que dizia ligar o modo de economia de energia, o Nexus S já não tem. O que o aparelho oferece são opções espalhadas, e um pouco ocultas, que permitem melhorar a autonomia, entre elas:

  • Desativar o uso de redes 3G;
  • Desabilitar sincronismo de serviços online;
  • Utilizar política de desligamento de WiFi quando a tela for desligada;
  • Tornar o brilho da tela automático ou ajustar manualmente.

As políticas auxiliam o usuário a ter controle sobre quais recursos usar e, assim, ganhar mais tempo de uso do aparelho antes de uma nova recarga. Além dessas formas de controle, notou-se que as atualizações do Android melhoraram a autonomia do aparelho, em especial a versão 2.3.4.

Para alguns padrões de uso do aparelho o comportamento observado foi:

  • Ao ficar 8 horas ligado, sem sincronismo e apenas com 2G habilitado, perde-se cerca de 10% da carga máxima;
  • Em um dia de uso, começando às 6 da manhã e terminando às 11, a bateria termina perto dos 20%. Isto, usando WiFi, deixando sincronismo de 5 contas de e-mail, twitter e leitura frequente de feeds.

O carregamento do Nexus S é feito pela porta micro USB, o que é positivo, já que é possível carregá-lo pela tomada ou por outros dispositivos que utilizem o mesmo formato. Apesar dessa vantagem, o carregamento do aparelho é estranhamente lento, demorando algumas horas para ser carregado, independentemente da fonte de energia.

Outro ponto estranho sobre o carregamento é o fato de a bateria nunca chegar aos 100%. Por mais que se deixe o aparelho ligado à tomada a noite inteira, o que se tem são 95% ou 96% da carga. Segundo relatos, isso faz parte da uma medida para prolongar a vida útil da bateria.

Avaliação Geral

Pontos fortes

  • Versão mais atual do Android com atualizações rápidas e aplicativos recém lançados;
  • Tela com ótimo brilho e cores vivas;
  • Bom desempenho no geral;
  • Formas interessantes de comunicação, com SIP e vídeo chamada (Skype, GTalk e outros).

Pontos fracos

  • Não possui maior variedade de aplicativos que complementam as funções do telefone;
  • Os materiais são de baixa qualidade e a carcaça é suscetível a arranhões;
  • A câmera possui poucos recursos: sem gravação em 720p e sem fotos panorâmicas;
  • Faltam recursos complementares como saída de TV, rádio, cartão micro sd, WiFi Direct, ..…

Conclusões

O Nexus S dá aos donos aquilo que muitos pedem: Android puro, atualizações frequentes e velocidade. O que nem todos podem esperar disso, contudo, é a falta de alguns elementos facilitadores, como interfaces mais completas e funcionalidades apreciadas por usuários em geral (saída para TV, HDMI, vídeos em 720p, etc.). A decisão de compra do Nexus S deve ser mais adequada para usuários com um perfil geek, que tenham vontade de estar sempre em dia com os recursos novos do Android ou que gostem de mudar de sistema. Esse apelo, entretanto, pode perder sua força diante do hardware mais potente de modelos como o Samsung Galaxy S II, Motorola Atrix e LG Optimus, apesar de outros lançamentos não estarem muito à frente em termos de especificações, como o Sony Ericsson Xperia Play e o Nokia N9.

Se a situação do Nexus S não é a melhor em especificações e recursos, para os brasileiros, há um outro problema: a Samsung decidiu não vender o aparelho no Brasil, mesmo depois de o preço dele ter sido “vazado”. Como resultado, é preciso importar o aparelho e ficar sem garantia no Brasil.

Se você deseja ter mais informações sobre ao aparelho pode acessar a Wiki sobre o Nexus S. Fique à vontade para contribuir se você encontrou alguma informação incorreta ou deseja incluir algum conteúdo que considere relevante :). Outras informações sobre o aparelho podem ser conseguidas pelo manual, fornecido oficialmente pela Samsung. Outras fotos da caixa e do aparelho podem ser vistas em: http://migre.me/5g60C.

Por fim, se faltou algo no review que você gostaria de ver ou se surgiu alguma dúvida sobre ele, você pode: deixar um comentário no post, entrar em contato conosco no twitter (@freebirdbr, @panaggio ou @vegetando) ou enviar um e-mail. Faremos o possível para responder. Se você gostaria de ver o review de algum outro aparelho, sinta-se à vontade para enviar sugestões.

Posts Relacionados

  • Pingback: AndroidWeb.tk

  • Dragon

    Tenho um e não tenho o que reclamar. Os pontos negativos ali eu não vejo como pontos negativos não, só porque a carcaça é de plástico não significa que seja ruim, pois assim é só comprar uma nova tampa trazeira por exemplo por um preço MUITO barato, pois é de plástico e pronto novinho em folha. Câmera de celular nunca vai fazer milagre, querem tirar fotos boas, comprem uma câmera só para isso. E outra que não vou precisar mais de 16gb de memória. Pelo preço que paguei eu acho 100% show de bola.
    Querem algo melhor, enao comprem o nexus s2 que eu já testei aqui também, e custa bem mais caro.

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Dragon,

      Obrigado pelas considerações. Por mais que não estejam de acordo com o
      que foi colocado no review, servem para dar uma visão diferente para quem pretende
      adquirir o aparelho.

      Coloco capa de silicone em todos os aparelhos que uso, independente da qualidade dos materiais da carcaça. Desse jeito evito sujeira e desgaste. Ainda assim, espero que o aparelho tenha uma qualidade melhor do que plástico, considerando a qualidade do hardware que ela protege e o custo do aparelho.

      Sobre a câmera do Nexus, concordo com sua colocação. Considero ela boa para o que uso (tirar fotos de quadros ou outras formas de anotação) e não preciso de mais do que isso. Porém, a constatação sobre ela ser inferior a de outros aparelhos, como a do N8, e de não gravar em 720p é pertinente para quem espera mais da câmera, por mais que seja de celular. O diferencial de uma boa câmera em smartphone é compensar tamanho/qualidade permitindo que o dono tenha um bom recurso para capturar momentos inesperados ou andar preparado sem ter que ter um equipamento a mais.

      Sobre a capacidade de armazenamento, 16GB são um ótimo tamanho. Pode ser mais do que muita gente usará no smartphone. Contudo, aceitar cartão de memória tornaria o aparelho mais completo para diferentes perfis de usuário, como para quem assiste filmes pelo celular para enfrentar uma viagem longa ou para aqueles que mantêm arquivos no aparelho para levar para diferentes lugares, tem várias músicas, etc. Eu mesmo tive que limitar a quantidade de músicas que levo nele por causa da limitação de armazenamento. Além dessas questões, o fato de ser uma mídia “trocável”, permite que se tenha cartões distintos para situações diversas (trabalho e lazer), sem implicar em ficar apagando e gravando dados com frequência.

  • http://debianmaniaco.blogspot.com Lex Aleksandre

    Um review bastante completo. Deu vontade de ter um!

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Lex, obrigado pelo comentário. =]

  • Pingback: Multitarefa no Android: Quando sofisticação não implica em satisfação | Free Bird

  • Diego Versalli

    eu troquei meu iPhone pelo Nexus S to gostando mega dele rapido e as fotos sao otimas tbm, eh uma pena q nao tenha facetime pra ele e q ele nao sincronize com o mobileMe mass achei mto bomm 

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Diego,

      Que bom que o aparelho está te servindo bem.

      Sobre conversas por vídeo, você não acha que a vídeo chamada do Google Talk fica à altura do Face Time? Ainda mais com a vantagem de poder usar com mais pessoas que não estão equpamentos Apple.

      Em quais aspectos o Face Time supera o recurso do Google Talk?

  • http://twitter.com/stelladauer Stella Dauer

    Gente, parabéns! Eu sou resenhadora também e nunca, nunca vi um review tão completo e perfeitamente detalhado como esse. Tenho um Nexus S e não me arrependo é um ótimo aparelho.

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Stella,

      Muito obrigado!

      O aparelho é realmente muito bom. Apesar de ter vários lançamentos com novidades de hardware, não sinto a necessidade de trocar o Nexus S.

      Se você tiver alguma dica ou sugestão para o review, seria ótimo recebê-la. Ainda mais de alguém com tanta experiência. O canal do @EuTestei está bem completo, seja pelos aparelhos ou pelas resenhas.

    • Zareba

      aconselha a compra do mesmo? estou indecisso entre o Nexus S e o Ace

      • http://freebird.blog.br Vegetando

        Olá Zareba,

        Estou com o Nexus S há 10 meses e estou contente com ele. Até estou pensando em trocá-lo pelo Galaxy Nexus, mas talvez mais como entusiasta do que por real necessidade. Como o Nexus S deve receber a versão nova do Android, ele ainda tem um bom tempo de vida.

        O Ace é o Galaxy Ace? Em termos de hardware e de atualização do sistema, o Nexus S está bem a frente. Contudo, os complementos e a polidez do sistema, por parte da Samsung, somados ao preço menor e garantia local, podem dar alguma vantagem para o Ace.

        Se o Nexus S é uma opção, talvez o Galaxy S também possa te interessar.

        Do que você precisa em um smartphone?

  • Zareba

    Vocês são malucos (no bom  sentido) , desmembraram  o aparelho duma forma clinicamente-cirúrgica, os meus parabéns e obrigado pelas dicas importantíssimas!!! 

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Obrigado pelas considerações. :)

  • Yuri

    PO gostei muito desse review.

    Eu queria saber se esse celular vem com idioma portugues pq eu pretendo comprar um desses nos E.U.A. e to com receio dele vim apenas com idioma ingles. vlw !!!

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá,

      Que bom que gostou.

      Pode comprar que ele pode ser configurado para trabalhar em português do Brasil.

  • Reginaldo

    quero saber como posso instalar um ficheiro apk no meu samsung. ja tentei enviar um atraves de um dispositivo bluetooth mas o meu telemovel rejeita o ficheiro. sera k me podiam ajudar

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Reginaldo,

      Vocë pode instalar aplicativos usando arquivos apk. Para isso, é preciso liberar essa possibilidade nas configurações.

      Vá em ‘Configurações’, ‘Segurança’ e então clique em ‘Fontes desconhecidas’. Com isso, basta clicar sobre o arquivo apk que a instalação irá começar.

  • Vera Sousa

    Boa Tarde,

    Apos efectuar alguns testes com um Nexus S, verifico algumas dificuldades com a recepção de MMS, tendo em conta que nem sempre o conteudo não é recebido e pelos testes que efectuei parece-me que o equipamento não consegue redimensionar as imagens.
    Tem, alguma ideia se será algum tipo de bug?

    Obrigada

    • http://freebird.blog.br Vegetando

      Olá Vera,

      Não cheguei a ter esse problema com o Nexus, mas utilizo pouco esse recurso. Se você já recebeu algum MMS, pelo menos o APN está correto.

      Em qual versão do Android seu Nexus S está?

      Tem uma lista de bugs do Android relacionados a MMS, talvez o seu esteja descrito: http://code.google.com/p/android/issues/list?can=2&q=mms&colspec=ID+Type+Status+Owner+Summary+Stars&cells=tiles

      • Vera Sousa

        Ola,

        Eu ja consegui receber algumas MMS mas apenas de imagens com tamanho reduzido, se ela for superior ao permitido pela operadora (300kb) parece-me que o equipamento não redimensiona a imagem para a receber.

        Neste momento esta com a versão 2.3. Será que com a nova versão 4 esta situação fica regularizada?

        Uma outra questão que verifiquei é que ele não faz zoom na câmara fotográfica, sabe se ha alguma forma de contorna esta situação?

        Obrigada

        • http://freebird.blog.br Vegetando

          Não estou mais com o Nexus S, mas acho que vale a pena fazer a atualização para o 4.0 para ver se esse bug não é corrigido. Se bem me lembro, a câmera passa a ter foco manual também (além de fotos panorâmicas).
          Se não tiver disponível por OTA, dá para fazer a atualização manualmente: http://forum.xda-developers.com/showthread.php?t=1395828 Só é preciso ficar atenta ao modelo do seu aparelho.

          • Vera Sousa

            Mas tem alguma ideia se a actualização para o 4.0 corrige a situação do zoom?

            Obrigada e desculpe o incomodo

          • http://freebird.blog.br Vegetando

            Imagine, não é incômodo.

            Sobre o zoom no Nexus S, realmente não me lembro. O Motorola Xoom, que também tem o Android 4 puro, tem a opção de zoom na câmera. Assim, é provável que o Nexus S tenha esse recurso habilitado.

            De qualquer modo, com certeza vale a pena atualizar o Nexus S. O sistema ficou muito bom.

          • Vera Sousa

            Vou testar então.

            Muito obrigada pela ajuda :) e já agora, as review’s estão excelentes, parabéns pelo seu trabalho!

          • http://freebird.blog.br Vegetando

            Vera,

            Obrigado. =]

            Se tiver alguma dúvida, pode ficar à vontade para perguntar… Espero que os problemas sejam corrigidos.

  • cacau

    Bom dia eu comprei um Sansung Nexus uns 3 meses,só q eu tenho um problema. Por que eu não consigo ver e ouvir meus videos e mp3 pelo meu home theater e no meu paly 3, no antigo que era o Sansung Jet eu conseguia, vc poderia me ajudar a mexer nele pois as vezes ele é muito difícil de mexer,estou aprendendo fico muito grata. Cacau

  • Rui brito

    Boa Tarde, não consigo acessar a internet móvel do aparelho, pq segundo a VIVO este aparelho não está habilitado ou reconhecido para o uso de dados, como faço?