Review: Samsung Galaxy S
O Samsung Galaxy S é um smartphone que roda o sistema operacional Android e possui características impressionantes que refletiram na marca de 10 milhões de unidades vendidas. Os recursos e a aceitação do aparelho no mercado foram expressivos ao ponto de o Google lançar um smartphone com características próximas, mas com algumas diferenças, com o nome de Nexus S. Outro indicativo do sucesso é o lançamento de uma variante sem função de celular, para servir de multimídia player, como forma de disputar o mercado com o iPod Touch da Apple.
O aparelho foi lançado no mercado nacional em agosto de 2010 e já é vendido por lojas e operadoras. A versão brasileira tem o diferencial de ter TV Digital, o que o torna ainda mais completo com relação à experiência multimídia.
O review foi feito com o Android na versão 2.1 (Eclair). Após terminar de fazer as principais considerações sobre o aparelho foi feita a atualização para a versão 2.2 (Froyo) e os novos recursos foram testados. Ao longo do texto serão ressaltadas as diferenças encontradas entre as duas versões do Android. Contudo, muitas das diferenças têm um efeito que não é tão visível e que pode ficar ainda menos notáveis por causa da interface TouchWiz criada pela Samsung. Apesar de se notar uma ou outra diferença visual, o que se tem de vantagem são melhorias quanto ao desempenho, funcionamento e compatibilidade com programas.
A atualização do Froyo utilizada foi feita com a versão liberada pela própria Samsung, pelo Kies. Apesar de ter feito a liberação, o blog da empresa avisa que a atualização é uma versão inacaba, o que quer dizer que está passando por uma fase de testes e pode ser melhorada quando for lançada oficialmente.
Para visualizar as fotos do Galaxy S em alta resolução, acesse o compartilhamento de fotos feito no Flickr. As fotos tiradas pelo próprio Galaxy S também estão disponíveis.
Bom, vamos ao review.
A Caixa
A caixa do aparelho é simples e pequena. Isso é possível graças aos acessórios de dimensões reduzidas, manuais pequenos e, infelizmente, pela ausência de itens que não fossem os básicos. A caixa é formada por:
- Carregador de parede
- Cabo de USB de sincronismo
- Bateria
- Cartão micro SD de 2GB com adaptador para cartão SD
- 2 CDs com o aplicativo de sincronismo (Kies)
- Manual do usuário
- Fone de ouvido
O cabo USB para sincronismo e o carregador são finos e não aparentam ter muita robustez ou qualidade. Ao contrário do que se vê em acessórios de outras marcas, não há uma forma já incorporada de se organizar os cabos, como uma fita com velcro ou um encaixe rígido de plástico. Um fio de metal faz o serviço como em sacos de pão. Apesar da aparente fragilidade dos acessórios, há um lado positivo: o carregador de tomada é fino o bastante para ser colocado no bolso sem fazer volume.
O conjunto cobre o essencial que é necessário para um celular. Contudo, considerando o valor do aparelho, seria interessante ter outros acessórios. Cabo de conexão com a TV, capa de proteção e suporte veicular estariam entre as adições recomendadas. Essa atitude por parte da empresa parece conflituosa, já que o tablet da Samsung é acompanhado de fone Bluetooth e capa.
Especificações
| Informações Básicas | |
|---|---|
| Nome | Samsung Galaxy S |
| Android | |
| Versões do SO | Android 2.1 e 2.2 |
| Interface | TouchWiz |
| Conectividade | |
| Radio | Quad-band GSM: 850, 900, 1800, 1900 Tri-band HSPA (900/ 1900/ 2100): HSDPA 7.2Mbps / HSUPA 5.76Mbps |
| Suporte a ligações pela Internet (VoIP/SIP) | Por software de terceiros |
| Bateria | |
| Tipo | Lithium Ion (Li-Ion) (1500 mAH) |
| Tempo de Conversação | 13 horas |
| Tempo em Standby (máx) | 750 horas |
| Armazenamento e Memória | |
| Armazenamento Removível | microSD card – Até 32GB |
| RAM | 512MB |
| Armazenamento Interno | Versões de 8GB e 16GB |
| Conectividade | |
| WiFi | 802.11 b/g DLNA |
| Bluetooth | Bluetooth 3.0 |
| Infravermelho | Não |
| GPS | A-GPS |
| Tamanho e Peso | |
| Dimensões | 64.2mm x 122.4mm x 9.99mm (w x h x d) |
| Peso | 119.0 g |
| Tela | |
| Tamanho da Tela | 4.0″ |
| Resolução da Tela | WVGA (800 x 480) |
| Touch screen | Sim |
| Tecnologia | SUPER AMOLED |
| Contour Display | Não |
| Anti-fingerprint display coating | Não |
| Hardware | |
| Processador | 1 GHz Samsung Hummingbird S5PC110 |
| USB | USB 2.0 |
| Áudio / Fone de Ouvido | 3.5mm – Saída para TV |
| FM Rádio | Sim |
| TV Digital | Sim (versão brasileira) |
| Teclado Físico | Não |
| Acelerômetro | Sim |
| Giroscópio | Não |
| NFC (Near Field Communications) | Não |
| Câmera | |
| Principal | 5.0 megapixels |
| Características | Sem Flash Auto Foco Grava Vídeo em 720p a 30fps |
| Características Adicionais | |
| Aplicativos | Aplicativos Google
Aplicativos e recursos fornecidos pela Samsung
|
| Compatiblidade Java (J2me) | Não |
Características Físicas
Construção
O Galaxy S é um aparelho bonito. Suas bordas são cinzas e demais partes têm uma cor preta básica. A parte de trás, com uma camada transparente que fica sobreposta à textura, valorizam a beleza do aparelho e seu acabamento.
Se olhando o aparelho as impressões são boas, ao tocá-lo não se tem a mesma sensação. Exceto pela tela, os materiais parecem plástico barato, ficando longe da qualidade esperada de um smartphone topo de linha. Se os materiais fossem como a aparência sugere, o material parecido com plástico seria substituído por algum metal ou algo como black piano, mas resistente, como podem ser vistos em aparelhos como o Nokia E62, HTC Kaiser e Nokia N900. Apesar da impressão de ser um produto barato, os materiais não são assim tão frágeis e ajudam a manter o produto mais leve.
A tampa traseira tem boa solidez, mas nem por isso dá trabalho na hora de abrir o Galaxy S. Colocar e retirar a parte de trás do aparelho não parece resultar em qualquer desgaste, o que é algo positivo para quem precisa abrir o aparelho com frequência. E por que alguém precisaria fazer isso com frequência? Porque o Galaxy S não tem abertura para cartão ou SIM card na parte externa. É preciso remover a tampa traseira a fim de se trocar um desses componentes. No caso do SIM card a situação é pior pelo fato de ser preciso retirar a bateria para conseguir removê-lo, ainda que para colocá-lo isso não seja necessário.
A quantidade de botões físicos do aparelho é razoavelmente pequena. Do lado direito há o botão power que serve também para destravar o aparelho. Do lado esquerdo há dois botões para aumentar e reduzir o volume. Na parte inferior da tela há um grande botão, ao estilo iPhone, que dá acesso à tela inicial e, quando pressionado por mais tempo, ao gerenciador de tarefas. Esse botão tem ao seu lado dois botões sensíveis ao toque comuns ao Android: menu contextual e voltar.
A localização dos botões é bem prática. É possível ter acesso a todos eles com facilidade, seja com a mão esquerda ou com a direita. O fato de o botão home ter sido feito de forma física, apesar de parecer mais simples mantê-lo como touchscreen, é importante para servir como guia tátil e com isso impedir que o usuário acesse a função errada em um movimento mais rápido.
Apesar da boa condução no posicionamento dos botões, o que fez falta foi um botão para a câmera. Com um botão físico é mais fácil que um usuário tire foto de si #foreveralone quando for necessário, já que conseguir acertar o botão na tela é complicado, ainda mais para esperar o ajuste do foco. Além disso, o que se costuma esperar da câmera de um celular é a disponibilidade a qualquer momento, como forma de se capturar momentos espontâneos ou curiosos. O botão físico de uma câmera dá acesso fácil à função, enquanto sua ausência exige que se destrave o telefone, localize o ícone na tela e clique sobre ele.
Outra ausência sentida foi a de um LED de notificações. Luzes de notificação são importantes para indicar se o aparelho está carregado, se tem uma chamada não atendida ou SMS novo. Por causa de sua ausência é preciso apertar o botão power, a fim de ligar a tela, e ver se algum evento novo aconteceu. Se a pessoa estiver com as mãos sujas será preciso lavar as mãos, sujar ou aparelho ou manter a curiosidade. A alternativa, neste caso, é usar um programa que coloque ícones de notificação na tela. Contudo, a solução implica em maior uso da bateria, já que a tela não fica desligada.
O Galaxy S tem entrada para fone de ouvido integrada à saída de TV, entrada micro USB e abertura para cordão. A entrada para fone de ouvido e saída para TV tem o formato 3mm, o que parece indicar que finalmente os fones no formato mini/micro USB estão entrando em extinção. A entrada micro USB não tem a fragilidade apresentada no N900, além de contar com uma tampa de proteção bem feita, que funciona como uma porta de correr. Em outros aparelhos essa tampa acaba sendo uma borracha flexível, que parece que a qualquer momento pode ser romper. No Galaxy S abrir e fechar a proteção é algo simples e rápido.
Na parte superior do aparelho há uma antena retrátil para a TV. Quem olha a antena guardada no aparelho pode ter a impressão de que ela é uma stylus. Quando a antena é aberta a situação não melhora muito, já que ela acaba lembrando um aparelho “xing-ling”. A antena até aparenta certa fragilidade, mas pode ser puxada, retraída e rotacionada sem complicação. A sensação de segurança ao movê-la e a flexibilidade de posicionamento e direção permitem que se faça o ajuste correto do posicionamento da antena, algo fundamental para se ter uma boa recepção sem exigir que a tela fique em uma posição desagradável.
Tela
A tela do Galaxy S é certamente seu ponto de maior destaque. A tecnologia Super AMOLED garante cores vivas e um contraste alto, que deixa as imagens bonitas. Em geral é possível manter o brilho mínimo, dentro dos 3 pré-definidos pelo widget de controle, e ainda assim ter uma ótima imagem. Usar o brilho máximo só se tornou necessário ao andar em ambientes abertos, com luz direta do sol.
A sensibilidade ao toque é alta e certamente não tem comparação com telas resistivas. Apesar de não ter colocado à prova, a resistência da tela parece boa e permite que se toque sem ter medo (o que não me impediu de aplicar uma película na primeira oportunidade).

Comparação entre as telas do Galaxy S (à esquerda) e do N800 (à direita). As cores são mais vivas e os detalhes, apesar de ficarem menos visíveis na foto, são mais nítidos.
Somando os ótimos níveis de brilho e de contraste à dimensão de 4” e resolução 800×480, tem-se um ótimo aparelho para jogar, assistir filmes e programação de TV. Para visualizar páginas na Internet, contudo, é possível notar que uma resolução um pouco maior seria bem vinda, para fazer jus ao tamanho e ao brilho.
Mapa do aparelho
Desempenho
O desempenho do Galaxy S é muito bom, graças ao processador Hummingbird de 1GHz, sua GPU PowerVR SGX540 e os 512MB de memória RAM. O aparelho consegue manter uma boa experiência de uso mesmo com vários aplicativos instalados, mantendo todos os efeitos de animação habilitados e com vários recursos abertos ao mesmo tempo. Como será melhor explicado no review, a capacidade de rodar jogos e executar vídeos é muito boa e surpreende.
No mercado já foram anunciados e lançados smartphones com processadores que trabalham com frequência maior de operação e que possuem dois cores. Apesar disso, a experiência geral com o aparelho mostra que para as funcionalidades que se tem no Android o processador utilizado é mais do que satisfatório. Uma necessidade maior de processamento só deve ocorrer para o caso de uso intensivo de jogos ou com a possibilidade de se usar um outro modo de operação ou outros sistemas operacionais, como no caso do Motrola Atrix, que pode ser acoplado a uma espécie de dockstation que o transforma em um netbook/notebook.
Nos testes realizados pelo Quadrant, aplicativo usado para fazer benchmark de aparelhos Android, é possível ver que seu desempenho supera aparelhos como Motorola Droid, HTC Desire e Nexus One. Curiosamente, sua performance ficou abaixo dos mesmos aparelhos, mas que estavam funcionando com a versão 2.2 do Android, a qual possui otimizações que melhoram o desempenho geral do sistema. Se os resultados em outros aparelhos apontavam que a atualização para o Froyo traria melhora da classificação do aparelho, o mesmo era esperado para o Galaxy S. Feita a atualização (para o Froyo) o que se teve foi uma melhora um pouco mais sutil da classificação, saindo dos 889 pontos para 968.
Telefonia
Ligações
O Galaxy S não tem defeitos notáveis no que diz respeito a funcionamento como telefone. A qualidade das chamadas é boa e não foi encontrado problema de recepção de sinal. O sensor de proximidade apaga ou acende a tela, conforme o usuário aproxima ou distancia seu rosto do aparelho.
O aplicativo para fazer ligações tem um teclado de telefone convencional, com teclas possuindo um número e 3 letras, além de teclas dedicadas para os caracteres * e #. Ao efetuar uma chamada é possível escolher entre uma convencional ou de vídeo, além de ter a função de chamada em grupo. Seu menu permite visualizar chamadas (realizadas, recebidas e não atendidas), escolher entre todos os contatos ou entre aqueles apontados como preferidos. Cada chamada registrada tem a hora em que ocorreu e a duração.
Na área de configurações de chamadas há opções para rejeição e atendimento automático de chamadas, definição de prefixos para números específicos e códigos de operadora. Para a opção de rejeição de chamadas ainda é possível configurar o envio automático de mensagens para o telefone que não foi atendido.
Perfis
Assim como no N900 há apenas dois perfis de telefone: silencioso e normal. O modo normal pode ser bem configurado, com mudança do volume e toques diferentes para chamada convencional e chamada de vídeo.
Agenda
O aplicativo para agenda de contatos oferece opções de listagem geral, agrupamento de contatos, histórico de chamadas e mensagens. Cada contato pode ser considerado salvo como contato do telefone, do SIM card ou de conta de e-mail. É possível guardar informações como nome e sobrenome, variados números de telefone, endereço, contato no Google Talk, local de trabalho, apelido, endereço Web, aniversário, data comemorativa e nota. Ainda é possível personalizar um toque para ser tocado ao receber chamadas de cada contato.
Apesar de as informações serem bem completas, o que se notou foi a falta de uma integração maior dos contatos, por parte do Android, com outros serviços como Facebook, Hotmail, MSN, etc. A única forma de comunicação disponível, além do telefone, é o Google Talk. A boa notícia é que a Samsung conseguiu reparar esse problema com a adição do Social Hub, explicado em outra seção.
Na hora de se escolher um contato é possível notar que faz falta possuir um teclado físico para que se faça o filtro ao digitar o começo de um nome. Para fazer isso é preciso dar um toque no botão menu, escolher pesquisar e então digitar usando o teclado virtual. No Froyo a barra de pesquisa já é exibida por padrão, o que diminui o número de passos para se achar um contato.
SMS/MMS
O gerenciamento de mensagens do Galaxy S é feito agrupando as mensagens por contato. Ao clicar sobre um contato é mostrado o histórico de mensagens enviadas e recebidas para a pessoa, como num chat. Cada mensagem é mostrada como um balão de conversa, como em histórias em quadrinhos.
Nas mensagens é possível anexar arquivos, para enviar como MMS, e inserir emoticons, que são enviados como texto mas mostrados como imagens, como ocorre no MSN e Google Talk. A opção de adicionar o texto de notas, calendários e outras fontes é interessante, porque permite que se aproveite um conteúdo já produzido para enviar para uma pessoa.
Recursos Gerais do Sistema
Teclado
Um dos itens que pode ser decisivo na compra de um aparelho é a existência de um teclado físico. Ter apenas teclado virtual dá a vantagem de permitir que o aparelho seja mais fino ou curto, além de permitir que o layout do teclado seja mudado para se adaptar melhor ao gosto do usuário. Por outro lado, esse tipo de teclado não oferece um feedback tátil, que permite uma digitação mais rápida e segura, e ocupa parte da tela, o que tira a visibilidade do conteúdo a ser editado.
O Galaxy S não possui um teclado físico, pelo menos não em sua versão brasileira, mas tenta compensar oferecendo duas opções bem completas de teclado virtual. Graças às opções oferecidas a experiência de digitação no aparelho é ótima. A única ressalva era com relação à capacidade de tocar em um ponto do texto para editá-lo, que é um pouco complicada em uma tela capacitiva e sem uso de stylus. Esse problema, contudo, foi eliminado após a atualização para o Froyo, que de modo inteligente incluiu um ícone que facilita a escolha do ponto de edição de texto na tela.
Nas próximas seções serão apresentadas as opções de teclado virtual do Galaxy S.
Teclado Samsung
O teclado padrão é o Teclado Samsung, que pode ser configurado em 4 modos:
- Teclado Qwerty: uma opção simples e sem grandes recursos em que todas as letras são exibias. Caso o usuário precise de um número ou de um caractere especial, é preciso clicar numa tecla de acesso que ainda pode precisar ser percorrida em 4 etapas até que se encontre o item desejado. Para acentuar uma letra é preciso manter o dedo sobre uma letra até que as opções apareçam em um submenu.
- Teclado 3×4: uma opção semelhante ao que se encontra em celulares, com 1 número e 3 letras por botão. Nessa função o T9, que pode ser habilitado, auxilia bastante.
- Escrita à mão 1: permite que se desenhe as letras em quatro quadrantes. Dois deles são para a escrita de letras, um para números e outro para símbolos. A digitação deve ser feita com o desenho de cada caractere na área que corresponde ao seu tipo, sendo que a repetição do quadrante para letras permite que se escreva uma nova letra enquanto a anterior é reconhecida. Quando se termina de desenhar uma letra é mostrada a letra reconhecida e outras opções, caso o reconhecimento tenha sido errado.
- Escrita à mão 2: mostra uma única área de escrita. É preciso selecionar em um botão lateral se o que será escrito é uma letra, um número ou caractere especial. Ao terminar de escrever uma letra, pode-se escrever a próxima na área em branco, independente de ela estar em frente ou atrás da anteriormente escrita. Para inserir um espaço é preciso desenhar um risco.
Os tipos de teclado servem apenas para utilização do aparelho em modo retrato. Quando se passa para o modo paisagem o teclado mostrado é sempre o QWERTY. Todas as opções permitem o uso de texto inteligente (XT9), com a sugestão de palavras antes do término da escrita.
Os modos de escrita à mão são realizados pelo DioPen, da Diotek. Utilizar esses modos de escrita não pareceu algo muito prático com o uso de uma tela capacitiva, ao contrário do que se vê no N800 e em outros aparelhos de tela resistiva e com uso da stylus. O máximo que se pode configurar é o tempo, em milissegundos, de reconhecimento da letra, o que aumenta ou diminui a dinâmica da escrita. Ficou faltando um modo de treinamento de reconhecimento dos caracteres, apesar de isso poder estar implícito no uso do teclado.
Teclado Swype
Além do teclado básico da Samsung é possível usar o Swype, um teclado que oferece uma dinâmica diferente de escrita em que se digita uma palavra correndo o dedo entre as letras que a formam, sem precisar fazer um novo toque a cada letra. Começar a usar o teclado é uma experiência não muito natural, mas não demora para que se possa notar o potencial da forma de escrita. Um manual com dicas de uso e um tutorial ajudam a dar os primeiros passos.
Como os termos de um dicionário são usados para ajudar a reconhecer as palavras pelo percurso feito com o dedo, é comum notar alguns erros ou a incapacidade de reconhecer nomes próprios ou de idiomas diferentes. Para esses casos é preciso digitar a palavra da forma tradicional. Uma vez digitada a palavra passa a fazer parte do dicionário e pode ser reconhecida no estilo Swype de digitar.
O que se pode notar é que, querendo ou não usar o Swype, definir esse teclado como padrão é o mais recomendado. Ao contrário do QWERTY da Samsung, ele exibe números e outros caracteres acima das letras. Manter o dedo parado sobre uma letra permite que imediatamente se use o número acima dela. Se o dedo continuar a ser posicionado sobre a letra, as opções de acentuação são exibidas. Isso torna o uso do teclado mais interessante.
No modo retrato o Swype é ótimo, já que deslizar entre as letras precisa de um traçado curto para ser completado. No modo paisagem a digitação não é tão boa, já que é preciso usar apenas um dedo para percorrer a tela de 4”. Mãos pequenas podem não ser dar muito bem nesse modo. Apesar disso, sempre há a opção de se digitar do modo tradicional.
Navegação Web
O navegador padrão que vem no aparelho fornece uma boa visualização das páginas e é bem leve. Apesar de não funcionar com abas, ele tem opções de bloqueio de pop-ups, ajuste de conteúdo à largura da tela, pinch zoom, geolocalização, armazenamento de senhas, entre outros.
Quando uma página é aberta é exibida uma versão ampla de seu conteúdo. Para ajustar o tamanho do texto é possível fazer gestos de pinça com os dedos, para que o conteúdo seja redimensionado para dar zoom in ou zoom out. Quando um toque duplo é dado na tela, o nível de zoom aumenta e o conteúdo é mostrado em uma resolução adequada para a leitura. Se o conteúdo é formado por texto, sem muitas composições de coluna, a largura do texto é ajustada perfeitamente à tela.
O navegador suporta elementos HTML5, como os que podem ser vistos em http://html5demos.com/. A visualização de efeitos e captura de dados de geolocalização são feitas corretamente. Os problemas começam a aparecer na hora de realizar interações que dependem de cliques. Quando se tenta arrastar e soltar elementos ou fazer a edição de algum conteúdo, o navegador não consegue reconhecer as ações corretamente e acaba interpretando tudo como uma ação de zoom in ou zoom out.
A visualização de sites em geral é satisfatória e oferece experiência de uso semelhante a de um desktop. As páginas não são mostradas de modo estático, como o Opera Mini, o que garante uma boa interação. Se ainda assim o navegador não atender às suas expectativas, há várias alternativas no Android Market, que incluem o Opera (mini e mobile), Dolphin e Skyfire.
Usando o navegador com o Android Eclair o uso de Flash está limitado à versão Lite. Com o Froyo é possível instalar a versão 10, que permite uma experiência muito mais rica.
Mapas e Navegação por GPS
Para quem deseja ter auxílio para encontrar locais e rotas em cidades e rodovias as opções padrão do Android são o Google Maps e o Navegador GPS. O Google Maps, já na versão 5, oferece a visualização de mapas com várias camadas:
- Imagens de satélite: fotos reais tiradas via satélite;
- Terreno: informações de terreno, como construções e pistas, sem sobreposições de nuvens ou bloqueio de visão por construções;
- Trânsito: mostra áreas que estão com o trânsito mais tumultuado, mas só funciona em algumas cidades;
- Buzz: mostra postagens feitas por usuários no local, mesmo que não sejam pessoas ligadas à sua conta no Google;
- Latitude: exibe a localização de amigos do Latitude que estão associados à conta do Google.
As informações referentes ao trânsito dificilmente estão disponíveis para cidades que não sejam muito grandes, mas o importante é que é possível ter uma boa visualização dos locais com as camadas de satélite e de terreno. Além das camadas padrão fornecidas, é possível obter informações de mapas trabalhados por você ou por outras pessoas, além de mesclar informações de transporte público e da Wikipédia. Com isso, é possível trabalhar com informações usando o Google Maps pelo computador e depois visualizar o conteúdo pelo acesso móvel.
Algo importante a ser mencionado é que o Google Maps precisa de acesso a Internet para seu funcionamento. A versão 5 do aplicativo tem otimizações para a diminuição do tráfego de dados e consegue armazenar mapas em cache, para permitir uma navegação offline. Apesar desses novos recursos pode ser necessário que se faça o download de algum conteúdo, caso o tamanho configurado do cache seja limitado ou a área esteja sendo visitada pela primeira vez.
Além do Google Maps há o aplicativo de Navegação, com opções para traçar rotas e obter orientações para se chegar a um local. Por ele é possível definir o modo de transporte (a pé ou de carro) e obter rotas que evitem estradas e pedágios. A navegação possui o recurso de voz, o que evita a necessidade de ficar olhando para o aparelho a fim de obter as orientações.
Há dois recursos interessantes no navegador. Um deles é a opção de salvar uma rota e criar um atalho para ela, o que facilita o acesso no momento em que for necessário. Outro recurso interessante é a integração com o aplicativo de voz, que permite que se fale um endereço e o Android faça o reconhecimento automático dele. O recurso funciona muito bem, apesar de encontrar alguma dificuldade com nomes mais exóticos.
GPS
O funcionamento do GPS do Galaxy S é um assunto difícil de ser tratado. Há vários relatos de problemas circulando na Internet e com o aparelho utilizado no review não foi diferente. Nos primeiros testes realizados com o aparelho logo veio uma decepção. Dentro de qualquer construção não é possível fixar no sinal, a menos que se coloque o aparelho fora da janela. Em ambientes abertos, independente de um céu aberto ou tempo chuvoso, é possível pegar bem o sinal, mas é possível notar perdas ocasionais.
Para quem deseja fazer uso leve de GPS, como ter uma orientação razoavelmente precisa ou fazer check-in em aplicativos de localização como o Latitude e o Foursquare, o Galaxy S pode atender minimamente bem. Para quem necessita de precisão suficiente para encontrar lugares em cidades grandes é provável que o aparelho cause certa frustração. A recomendação é: utilize um suporte veicular e deixe o Galaxy S preso ao vidro, porque ficar longe da janela já atrapalha a qualidade do rastreamento.
Considerando variações de resultado encontradas na Web é possível entender que seja um problema de hardware de alguns aparelhos. Contudo, há relatos de pessoas que fizeram a atualização do Android da versão 2.1 para a 2.2 e tiveram o problema resolvido. A experiência conseguida com a atualização do Android par o Froyo não tornou o GPS tão bom ao ponto de ele funcionar dentro de casa, mas teve uma melhora significativa. Parece ter feito com que mais satélites fossem usados ainda que o valor de SNR (Signal to Noite Ratio) estivesse abaixo dos 20.
A experiência de uso do GPS em veículos ficou muito melhor após a atualização do Android. Ao entrar no carro e abrir o Google Maps o sinal foi encontrado em poucos segundos. Durante o trajeto foi possível notar um erro com relação ao posicionamento na pista, que indicava o uso de outra rua. Ainda assim, a posição ao longo da rua estava correto e era atualizado frequentemente. Só se notou a perda do sinal ao entrar em garagens ou dentro de postos de gasolina.
Para quem continua com a versão 2.1 do Android é possível encontrar aplicativos e tutoriais que tenham como finalidade melhorar a qualidade do sinal do Galaxy S, mas até o momento nada foi realmente efetivo. É possível melhorar um pouco a qualidade com aplicativos que baixam constantemente dados dos satélites, mas isso ajuda basicamente a fixar o sinal de forma mais rápida.
Aplicativos
Office
Se entre as suas necessidades estiver o trabalho com documentos do Office e leitura de PDFs você estará bem servido. Se não bastasse a boa integração do Android com o Google Docs, o Galaxy S vem com uma versão completa do ThinkFree Office.
O aplicativo não consegue gerar todo o tipo de conteúdo, mas permite fazer os principais tipos de edições de documentos e tem uma boa visualização deles. Há compatibilidade com os arquivos Microsft Office da versão 97 à 2010:
- Textos: é possível fazer a formatação (cores, tamanho e alinhamento), inserção de imagens com redimensionamento e rotação, além de desenho livre. Faltaram opções de inserção de tabela e estilos de texto. Os formatos suportados são: doc, docx, rtf e txt
- Planilhas: edição de texto, inserção de funções, uso de múltiplas planilhas, imagens, inserção/remoção/mesclagem de colunas e linhas e ordenação. Os formatos suportados são: xls, xlsx e csv.
- Apresentações: Criação de slides por layouts pré-definidos, edição de texto, inserção de figuras, formatação, adição de observações, visualização. Os formatos suportados são: ppt, pps, pot, pptx, ppsx, potx
Além dos formatos com suporte para edição, o ThinkFree permite a visualização de documentos, como no formato PDF. A leitura desse formato é melhor do que no aplicativo oficial da Adobe, o Acrobat PDF Reader. A mudança das páginas tem rolagem cinética e possui boa fluidez. É possível fazer pinch zoom, mudança no padrão de visualização (original, positivo e negativo) e adaptação do texto para tela do celular.
A leitura dos documentos do Office não é tão rápida e natural quanto a de documentos PDF. Em geral documentos grandes demoram a abrir e é possível notar “engasgos” ao percorrer as páginas.
Outro recurso interessante do ThinkFree é a possibilidade de se armazenar os arquivos “na nuvem”. Usuários tem 1GB de espaço disponível para o armazenamento.
Leitura de eBooks
Um dos aplicativos já disponíveis para o aparelho é o Aldiko eBook, que tem como função a leitura de ebooks. Nele é possível não apenas ler, mas gerenciar a biblioteca de ebooks, encontrar mais livros para baixar, em sua própria interface, importar livros salvos no aparelho, além de ter facilidades para organizar e filtrar livros.
Os formatos aceitos são o ePub e o PDF, com suporte a DRM da Adobe. O conteúdo dos ebooks é corretamente ajustado à tela, tanto em modo retrato quanto em modo paisagem. As páginas podem ser bem personalizadas, com mudança de fonte, tamanho e alinhamento do texto, distância entre linhas e cor de fundo da página. Abrir um livro exige alguns segundos de espera, mas a transição entre as páginas é rápida. Quando se tem a exibição de um novo capítulo é possível notar um pequeno atraso, mas nada que comprometa o funcionamento geral.
É possível acessar um determinado conteúdo do livro a partir do índice e marcar uma página como preferida. Pode-se pesquisar termos no próprio ebook, em dicionários, no google e na Wikipédia, além de poder enviar as informações do livro pelos serviços disponíveis no aparelho (e-mail, bluetooth, twitter, SMS, etc.).
Social Hub
O Android é ótimo para manter os dados sincronizados com os serviços do Google, mas nem sempre oferece facilidades para atualizar os dados de serviços de outras empresas. O Social Hub supre essa deficiência servindo como um centro de sincronismo com diversos serviços. Por ele é possível cadastrar contas do Yahoo!, MSN, Google e outros e sincronizar e-mail, agenda e contatos. Este último item é importante porque mantém integrado aos contatos mais informações do que as registradas pelo Android.
O sincronismo de todos os dados é habilitado ou desabilitado junto com o sincronismo realizado com as contas do Google, o que permite manter simples o controle de uso de dados e atualização das informações. A única complicação notada é a necessidade de se cadastrar alguns tipos de conta primeiramente no aplicativo de e-mail da Samsung, para que então fiquem disponíveis no Social Hub.
Jogos
Assim como a reprodução de vídeo, a experiência com jogos é muito boa. O Galaxy S já vem com o jogo Asphalt 5 disponível. Nele o jogador controla carros usando o acelerômetro, inclinando o aparelho para dar as direções. O jogo permite que se participe de torneios e utilize até 30 carros diferentes. Para aumentar competitividade ainda há um modo multiplayer para se jogar por WiFi.
Além do Asphalt 5 há outros jogos, tanto pagos quanto gratuitos, no Android Market.Entre os destaque estão jogos desenvolvidos para a plataforma, como Angry Birds, Fruit Ninja e Dungeon Defenders, e emuladores de vários consoles, como GameBoy, Super Nintendo e Playstation. Em geral os jogos usam o acelerômetro ou controles colocados na tela. Apesar de funcionar bem, especialmente pelo aparelho suportar múltiplos toques na tela, o ideal seria ter um teclado físico para guiar os movimentos. Isto, porque é comum que se erre o ponto do botão durante as partidas, pela falta de feedback tátil para os botões virtuais. O problema, contudo, é algo comum aos smartphones do mercado como o iPhone e o Nexus One, algo que deve ter motivado a criação do Xperia Play.
Android Market – O Gerenciador de Aplicativos
O Android Market é o canal oficial para encontrar aplicativos, receber atualizações e instalar recursos interessantes. Nele há mais de 100.000 aplicativos disponíveis, o que é bom pela diversidade, mas pode tornar difícil a tarefa de se encontrar algo interessante. O que ajuda a filtrar um pouco do conteúdo é o sistema de avaliações disponível no próprio Market, em que é possível ter uma avaliação de 1 a 5 estrelas, além de comentários dos usuários (muitos deles em português).
O que está no Android Market, teoricamente, já está apto a ser executado no seu aparelho. Contudo, é comum baixar um aplicativo e descobrir que ele não funciona bem como deveria. O problema ocorre pela grande diversidade de aparelhos que há com o sistema operacional do Google, que pode resultar em alguns problemas.
Há muitos aplicativos pagos e muitos gratuitos. Em geral há versões pagas e gratuitas de um mesmo aplicativo, cuja diferença fica pelo fato de se exibir propaganda ou ter acesso limitado a funções. Para aqueles que desejam pagar por um aplicativo, é possível usar o cartão de crédito. Se você comprar um aplicativo e notar que não gostou dele, pode pedir o dinheiro de volta em até 15 minutos após a instalação.
A política do Android Market, por padrão, é aceitar os aplicativos desenvolvidos pelos desenvolvedores. Se ocorrer algum problema ou denúncia, ele é retirado da loja. Isso é bom por deixar o processo de divulgação de aplicativos menos burocrático, mas exige dos usuários bastante atenção, já que há casos de programas com problemas ou, ainda mais preocupante, casos de roubo de dados dos usuários. A recomendação neste caso é usar aplicativos bem avaliados e que sejam de desenvolvedores conhecidos. Se o aplicativo der acesso a um serviço, o melhor é que o desenvolvedor seja a própria empresa prestadora do serviço. Por exemplo, é melhor dar preferência ao aplicativo do Google para o Google Reader assim como do Flick para seu serviço de fotos.
Ao contrário do que se tem no Maemo e outras distribuições GNU/Linux, não há como adicionar repositórios externos para ter distribuidores alternativos de programas, todos os aplicativos são gerenciados pela Google. O que é possível é instalar aplicativos a partir de arquivos ou ter outros centros de distribuição de arquivos, como o Samsung Apps.
A forma alternativa que se tem para instalar um programa é utilizando arquivos apk (Android Package). Ela é interessante porque o aplicativo pode ser baixado no computador e enviado para o aparelho posteriormente.
Conectividade
Em termos de conectividade o Galaxy S só peca pela falta de infravermelho e de NFC (Near Field Communication). O primeiro é cada vez mais raro nos aparelhos atuais, mas tem um apelo geek grande com a possibilidade de controlar TVs e aparelhos com infravermelho. O segundo está presente no Nexus S e tende a aparecer em outros aparelhos e permite que se troque informações com outros dispositivos a uma curta distância, sem o burocrático pareamento do Bluetooth. Apesar da falta dos itens citados, o Galaxy S fornece aquilo que é necessário no dia a dia.
Rede 3G
O Galaxy S opera nas frequências GSM 850, 900, 1800 e 1900 e 3G 900, 1900 e 2100. As velocidade de transferência chegam a 7.2Mbps para download e 5.76Mbps para upload, dependendo da operadora para atingir essas velocidades. Há aparelhos com suporte mais altos a transferência, como o N8 que permite até 10Mbps, mas esperar atingir a capacidade máxima nas redes brasileiras é ser um pouco otimista demais.
Se o Galaxy S for comprado por uma operadora as configurações de acesso a Internet já estarão certas se o SIM card também for dela. Se não for o caso, é preciso acessar as configurações e configurar o ponto de acesso (APN). Existem aplicativos que ajudam a fazer essas configurações para as operadoras brasileiras, mas o ideal é não ter que passar por esse processo de configuração, como ocorre com alguns aparelhos.
A recepção do sinal 3G é boa. Em geral ter acesso a rede 3G deve ser mais uma questão de abrangência da operadora do que da capacidade do aparelho. Viajando em rodovias por São Paulo e testando em cidades do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal foi possível ter um acesso rápido a Internet e, na maioria dos casos, acesso constante a rede 3G.
Mais do que usar a rede de dados 3G no aparelho, é possível compartilhá-la entre computadores e outros dispositivos. O Galaxy S oferece essa possibilidade tanto através do WiFi, funcionando como um roteador wireless, quanto por USB, usando o Samsung Kies.
Bluetooth
A versão suportada do Bluetooth é a 3.0. O uso da versão 3.0 possui melhorias com relação ao consumo de energia, em comparação com a versão 2.0. Apesar de a Samsung não divulgar os protocolos suportados pelo aparelho, foram testados dispositivos que usam o SPP (Serial Port Profile), HID (Human Interface Device Profile), HFP (Hands-Free Profile) e A2DP (Hands-Free Profile). Os dois primeiros são importantes para se suportar variados dispositivos, principalmente periféricos como mouse e teclado sem fio. o HFP suporta fones de ouvido usados para a comunicação. O A2DP permite que se use fones de ouvido sem fio estéreo, mantendo a qualidade das músicas.
Para conseguir utilizar teclados Bluetooth, sejam eles com o perfil SPP ou HID, é preciso encontrar aplicativos que lidem com ele. Uma vez que se encontre um aplicativo, é possível substituir o teclado virtual padrão pelo sem fio. O maior desafio fica em conseguir um suporte adequado a acentuação para o português ou mesmo para o inglês internacional.
Wi-Fi
O aparelho possui suporte WiFi 802.11 b/g, o que permite uma velocidade de transferência de até 54Mbps. Apesar de não suportar o padrão 802.11 n, o que permitiria atingir os teóricos 600Mbps, tem-se uma velocidade razoável para um dispositivo móvel. Isso é o suficiente para acesso a Internet e transmissão de arquivos para computadores.
Um ótimo recurso disponível é o DLNA (Digital Living Network Alliance), que torna o aparelho capaz de consumir e compartilhar mídia (imagem, áudio e vídeo) com outros dispositivos que sejam compatíveis, como notebooks e TVs. Tudo isso, usando a rede sem fio.
A experiência de uso com WiFi foi satisfatória na maior parte dos casos. Na Universidade, com uma infraestrutura de rede sem fio bem feita, a configuração foi simples e o uso foi rápido e estável. Em redes domésticas o uso também foi bom, mas falhou com um dos roteadores testados. O problema pode ter ocorrido com alguma configuração específica, apesar de outros computadores e celulares se conectarem bem ao roteador. Após a atualização do Android para o Froyo o problema foi resolvido e a conexão passou a funcionar normalmente.
Com relação a recepção do sinal não houve qualquer problema. As redes enxergadas por computadores e notebooks, mesmo aquelas com sinais fracos, foram identificadas também pelo Galaxy S.
HotSpot – WiFi
A função de mobile hotspot do Android só está disponível na versão 2.2 do sistema operacional. Apesar de o Galaxy S vir com a versão 2.1, a Samsung adicionou o recurso de compartilhamento. Através da opção é possível que o smartphone funcione como um roteador para compartilhar a conexão 3G para outros dispositivos com WiFi. Por ela até 3 aparelhos podem ser conectados. Quando o aparelho é atualizado para o Froyo até 5 aparelhos podem ser conectados.
As opções de segurança não são muito avançadas, mas são o suficiente para se conectar a rede em lugar público por um tempo restrito. O protocolo de segurança utilizado é o WPA e o nome da rede pode ser mantido oculto. No Froyo é possível usar o WPA2, o que aumenta significativamente a segurança.
USB
O padrão adotado pelo Galaxy S é o micro USB na versão 2.0. Além de servir para carregar a bateria, a entrada permite que se faça o sincronismo do aparelho com o computador, compartilhar a conexão 3G e a trocar arquivos utilizando o cartão de memória como um pendrive.
Quando se conecta o aparelho por USB é possível definir seu comportamento para os modos:
- Samsung Kies: programa de gerenciamento de conteúdo da Samsung para telefones, neste modo o programa reconhece o aparelho e estabelece a comunicação.
- Multimídia: o aparelho é reconhecido como um dispositivo multimídia e compartilha fotos, vídeos e músicas.
- Armazenamento: o aparelho funciona como um pendrive e mostra o conteúdo do cartão de memória e da memória interna.
- Internet PC: dá acesso a Internet ao computador por meio da conexão GPRS/EDGE/3G.
Samsung Kies
O Samsung Kies é um aplicativo para gerenciamento de conteúdo e troca de dados com aparelhos da Samsung. Ele é o equivalente ao PC Suite ou Ovi Suite dos aparelhos da Nokia. Com ele é possível visualizar, copiar e transferir imagens, música, vídeos, notas, dados de calendário, contatos e arquivos em geral. Por ele é possível converter vídeos para o formato adequado às configurações do aparelho, para sua melhor visualização.
O Kies oferece também o uso do aparelho como modem, para acesso a Internet, e a atualização do Android. Apesar de oferecer acesso à Samsung Apps, uma espécie de Android Market da Samsung, assim que se escolhe a opção é exibido um aviso de que o recurso não está disponível para aparelhos Android.
Seu uso em alguns momentos é frustrante, já que é preciso lidar com a instalação de drivers no Windows para que o reconhecimento do aparelho pelo Kies seja feito. Ainda assim, há vários relatos de usuários que não conseguem fazer o reconhecimento do aparelho por ele.
Os requisitos para se executar o Kies não são muito modestos:
- OS: Windows XP(service pack2), Windows Vista, Windows 7
- CPU: Intel® Pentium 1.8 GHz processador ou maior (recomendado)
- Memória mínima (RAM) size: 1.00 GB (recomendado)
- Espaço livre em disco: Pelo menos 500 MB
- Resolução da tela: 1024 X 768 (600), 32 bit ou acima
- Software necessário: .Net Framework 3.5 SP1*
- Windows Media Player 10 or superior
- ActiveSync(Windows XP), Device Center (Windows Vista)
- DirectX 9.0C
Caso o programa seja usado no Windows XP ou Vista, ainda é preciso instalar o .NET Framework 3.5. Apesar de o framework ser interessante para várias aplicativos e, possivelmente, já estar instalado, é uma instalação adicional que pode não ser bem vinda para alguns usuários..
Segurança
Comprar um aparelho com o valor do Galaxy S e onde podem ser registradas informações de diferentes serviços (e-mails, redes sociais, blogs, microblogs, …) deve despertar um desejo mínimo de preservação dos dados e do aparelho. Para isso, o aparelho da Samsung possui os recursos de segurança que já estão associados ao Android e outro complementar.
Por parte do Android é possível associar ao aparelho um padrão de desbloqueio — lembrando que certos padrões podem ser reconhecidos ao observar os rastros do dedo na tela –, opções de bloqueio do SIM card, para restringir o acesso às funções de telefone, e de atribuição de senhas para credenciais. Além disso, é possível notar a política de remoção automática de senhas quando se insere um SIM card diferente. Essa política é interessante para evitar, por exemplo, que uma pessoa que tenha achado seu telefone e inserido um novo SIM card não tenha acesso às contas do Gmail que foram configuradas. O chato disso é ter que digitar as todas as senhas a cada troca de chip, algo que pode ser necessário para alguns usuários.
Como antecipado, além das características de segurança fornecidas pelo Android existe um recurso complementar fornecido pela Samsung, o Mobile Tracker.
Mobile Tracker
O Mobile Tracker é um recurso de segurança disponível no aparelho. Nele o usuário pode definir uma senha e configurar um ou mais números de telefone que receberão notificações com informações do telefone assim que um novo SIM card for inserido. Isso é útil em caso de perda, furto ou roubo do aparelho. Quando um usuário diferente passar a usar o telefone as informações enviadas automaticamente poderão ser úteis para se chegar ao aparelho.
Para utilizar o serviço é preciso definir uma senha de acesso, registrar um ou mais números de telefone e registrar uma conta na Samsung. Tudo isso é feito no próprio aparelho, sem muita burocracia.
Se esse serviço básico já é interessante, para quem mora em outros países há a possibilidade de ter ainda mais recursos, como localização do aparelho, travamento remoto e remoção dos dados. Tudo pode ser feito pelo site http://www.samsungdive.com assim que o registro é feito.
Multimídia
Visualização de imagem
A visualização de fotos e outras imagens é ótima. O aplicativo de álbum tem uma apresentação bonita e rápida. É possível ver fotos agrupadas por álbuns, percorrer cada foto como uma apresentação de slides e aumentar ou diminuir o nível de zoom com o movimento de pinça. Além de usar o acelerômetro para mudar a disposição das fotos entre modo retrato e paisagem são aplicados efeitos de perspectiva sobre a visualização de múltiplas fotos. O efeito é bem agradável.
Um bom recurso é o compartilhamento de imagens. Caso o usuário deseje transferir suas fotos para outra pessoa ou deixá-la disponível por algum serviço, estão disponíveis para fazer o compartilhamento: picasa, AllShare, MMS, Bluetooth, Gmail, E-mail Samsung, etc. Além disso, à medida em que se instala outros aplicativos a lista pode aumentar, como pela inclusão do DropBox e do TweetDeck.
O único ponto que ficou pendente foi a edição de imagens. As únicas modificações que podem ser feitas são a rotação e o corte. Se for preciso ir além disso, é preciso partir para aplicativos de terceiros.
Reprodução de Áudio
O reprodutor de músicas é bem completo. Possui equalizador com 7 configurações, além do modo automático e do personalizado. É possível aplicar efeitos ao som e ter animações durante a reprodução das músicas. Os formatos aceitos para reprodução são: MP3, AAC, AAC+, eAAC+, OGG, WMA, AMR-NB, AMR-WB, WAV, MID, AC3, IMY, FLAC e XMF.
A reprodução de áudio só não é perfeita por causa da saída de áudio localizada na parte traseira. Se o telefone for deixado sobre mesa, com a tela para cima, o áudio fica abafado. O ideal é conseguir deixá-lo suspenso ou ouvir som usando fones de ouvido.
Ao usar fone de ouvido é possível habilitar a reprodução de áudio com efeito de som surround 5.1, que oferece uma melhora notável na qualidade do áudio. Outro ponto positivo é o controle da música com relação ao uso de fone de ouvido. Ao retirar o conector do fone do aparelho a música pára. Isto é importante para se evitar algum momento constrangedor em que o fone acidentalmente saia e o telefone toque uma música alta em local inapropriado, como uma biblioteca, sala de aula ou local de trabalho.
Após aberto o reprodutor é incorporado à barra de status e à barra de tela de travamento, mostrando um controle de reprodução das músicas. Essas opções são práticas e evitam que o usuário precise desbloquear o aparelho para passar a música. O controle na tela de travamento é feito de forma que o usuário precise deslizar um ícone, evitando cliques acidentais que atrapalhariam a reprodução.
Reprodução de Vídeo
A reprodução de vídeos no Galaxy S é ótima. Os codecs suportados são: DivX, XviD, MPEG4, H.263, H.264, WMV e VD-1, sendo que formatos aceitos são: 3gp(mp4), AVI(divx), MKV, FLV, H.263Sorenson.
Para reproduzir o formato RMVB foi preciso instalar um outro aplicativo, mas a reprodução foi bem feita. Os testes com vídeos foram feitos usando arquivos não otimizados para aparelhos móveis, ou seja, foram utilizadas suas versões completas destinadas ao uso em computadores, mas nada com super definição.
Executar vídeos em 720p é algo que pode ser feito tranquilamente. Ao abusar um pouco e partir para vídeos em 1080p a reprodução passa a ficar engasgando e saltando algumas partes. Considerando que a resolução do aparelho é 800×480 e que a saída de vídeo para TV é VGA, querer executar vídeos full hd é algo sem sentido. Assim, o aparelho deve servir para reproduzir uma grande parte do conteúdo disponível na Web, sem a necessidade de fazer conversões específicas para dispositivos móveis com telas reduzidas.
Câmera
O Galaxy S possui duas câmeras. Uma frontal para vídeo chamada, com 0.3mpx, e uma traseira para fotos e vídeos com maior qualidade, com 5mpx. A câmera tem zoom digital de 4x, foco automático, temporizador, efeitos e geotagging. A gravação de vídeo pode ser feita em 720p.
As características da câmera e os recursos disponíveis são interessantes, mas faltaram três detalhes que deixariam muitos usuários satisfeitos: flash, tampa de proteção para a câmara e botão físico para acesso à câmera e disparo de fotos. O flash, nem que fosse um dual led, seria interessante para conseguir uma imagem mínima em ambientes escuros, ou, pelo menos, servir para usar o aparelho como lanterna. A tampa de proteção, apesar de ser parcialmente suprida pelo uso de uma capa de silicone, daria mais confiança quanto à integridade da lente. O botão para câmera, como já reclamado, oferece um acesso rápido à função da câmera e serve como referência tátil na hora de se tirar uma foto.
Outro problema identificado foi com relação ao auto-foco e o macro. Pelas experiências com outros aparelhos, o fato de ter auto-foco já permitia que se aproximasse a câmera do objeto e conseguisse uma imagem com macro. No Galaxy S isso não ocorre, é preciso retirar o foco da câmera do automático e defini-la como macro para que o modo seja conseguido. Não é um erro terrível, mas perde-se um pouco da praticidade.
Deixando os deslises, a qualidade das fotos e vídeos é muito boa, desde que feitas em ambientes claros. O recurso de tocar em um ponto da tela para guiar o foco da câmera é interessante e permite que o foco esteja no ponto certo, sem exigir do usuário um jogo de tentativa e erro para forçar o foco no ponto de interesse.
Há vários recursos interessantes. Os modos de disparo são variados e merecem um pouco de atenção:
- Único: o modo convencional de se tirar uma foto, com opção de tocar na tela para definir o ponto de foco;
- Auto-retrato: usa a câmera frontal para que o usuário tire de si;
- Beleza: detecta o rosto da pessoa na foto e define o foco automaticamente;
- Detector de sorriso: detecta quando as pessoas sorriem na foto para que o disparo seja feito automaticamente;
- Contínuo: permite que até nove fotos sejam tiradas em sequência;
- Panorama: permite que várias fotos sejam tiradas em sequência, com um indicador da área a ser capturada, de forma que se componha uma imagem panorâmica do ambiente.
- Época: dá um efeito de foto antiga;
- Adicionar-me: faz a composição da imagem de duas pessoas, como se tivessem tirado a foto juntas;
- Disparo de ação: faz uma espécie de composição de panorama, mas com o objetivo de acompanhar o movimento de um objeto no espaço;
- Desenho animado: dá um efeito de desenho animado ao conteúdo da foto.
Para ver as fotos na resolução original ou ter acesso a outros exemplos de fotos tiradas com o Galaxy, acesse os itens compartilhados no Flickr. O vídeo abaixo mostra a gravação feita pelo aparelho em 720p.
Receptor FM
O receptor FM do Galaxy S é ótimo. Assim que se abre o aplicativo de rádio é feita a sintonização com todos os canais disponíveis, completada em poucos segundos. A transição entre as estações é instantânea e a qualidade do áudio é boa, em geral sem ruídos.
O usuário pode listar as estações e editar cada canal para dar um nome. Na tela principal é possível armazenar 6 estações como as favorita, para se ter um acesso rápido.
O que decepciona no funcionamento do receptor FM é a necessidade de se utilizar o fone de ouvido. Considerando que há uma antena embutida no aparelho para a recepção de TV, era de se esperar que a antena pudesse servir também para o sinal de rádio fm.
Receptor de TV Digital
Uma surpresa interessante que a versão brasileira do Samsung Galaxy S apresentou foi a inclusão de um receptor de TV Digital. A recepção é do sinal 1-seg, destinada a dispositivos móveis.
A recepção do sinal é boa considerando apenas o uso da antena disponível no aparelho. Para se ter uma reprodução fluida da programação é preciso fazer testes com o posicionamento da antena e do aparelho. No que diz respeito ao posicionamento da antena, sua construção torna essa tarefa mais fácil, já que ela pode ser girada e apontada para onde se quer com facilidade.
O aplicativo da TV é bem completo e possui recursos dignos de aparelhos exclusivos para essa finalidade. Ao abrir o programa a sintonização dos canais já é realizada. Quando o canal fornece os dados, o aplicativo consegue exibir a programação da emissora, exibindo título do programa, horário e descrição. Além de a opção de desligamento automático e transferência de áudio para um fone bluetooth estéreo, é possível configurar:
- Tamanho da tela (cheia, 16:9 ou 4:3)
- Brilho, com opção de ajuste para ambientes externos
- Tom de cor
- Legenda e idioma a ser exibido (depende da emissora)
- Efeito de som surround 5.1 para fones de ouvido
- Efeitos gerais de som (normal, música, notícias, filme e esportes)
- Bloqueio de conteúdo, por parte dos pais, para evitar o acesso a conteúdo inadequado à faixa etária.
Enquanto um programa de TV é exibido é possível capturar fotos da imagem atual ou programa completo como vídeo. A gravação de uma foto é bem pensada: exibem 3 frames, lado a lado, e permitem que o usuário escolha quais deles serão salvos, o que evita que se tenha capturas de conteúdo que não se quer. A gravação de vídeo pode ser feita tanto para a programação que está ocorrendo quanto para uma que irá ocorrer. Ao acessar um item futuro da programação é dada a possibilidade de se agendar a gravação e a reprodução do conteúdo, algo que não se vê em muitas TVs com receptor de sinal digital. Os vídeos podem ser gravados em MP4 ou TS, tanto na memória principal do aparelho quanto no cartão de memória.
Organização Pessoal
Calendário
Os recursos de agenda são amplos e devem agradar. É possível obter compromissos e tarefas de várias contas, sejam ela do Google, do Exchange ou de outros serviços. As configurações e informações salvas poderiam ser mais completas. Para um compromisso são oferecidos: título, data de início e fim, calendário ao qual pertence, local, alarme, repetição e descrição. Não há formas de associar contexto ou outras informações relevantes, apenas improvisando com a descrição.
A visualização dos dados é simples, pode ser vista por mês, semana, dia ou em lista. Como são poucos os campos de descrição no cadastro de um evento faltam opções para filtro de compromissos. Não é possível encontrar tarefas de um contexto específico de uso, o que permitiria uma organização melhor dos eventos e tarefas. Para quem deseja ter seus compromissos mostrados em uma das áreas principais do aparelho, é possível usar widgets que acessam os dados dos calendários.
Anotações
Há duas opções, por padrão, para fazer anotações. O aplicativo Notas oferece um bloco de notas para inserir texto, permitindo atribuir cores diferentes à “folha”. As notas podem ser enviadas por SMS, Bluetooth e outros serviços.
De modo semelhante, o Escrever e Enviar permite que se escreva textos simples e compartilhe seu conteúdo. O conteúdo pode ser enviado para redes sociais e microblogging: Facebook MySpace, Twitter e Orkut.
Para aqueles que possuem o Gmail como principal e-mail não há do que reclamar. O aplicativo oficial do Gmail, que pode ter várias contas acessadas, permite acesso fácil a todo o conteúdo de sua conta. Os contatos são facilmente acessados, mesmo os da conta do Gmail.
Uma limitação encontrada no Android 2.1 foi o número de contas que podem ser sincronizadas: 5. Ao tentar registrar mais uma não é exibida qualquer mensagem de que essa limitação existe, o Android simplesmente tenta fazer o sincronismo e não consegue. No Froyo o problema não foi notado, já que foi possível ter mais contas adicionadas. Portanto, se você possui mais do que 5 contas do Gmail/Google, será preciso incorporar uma conta em outra ou utilizar alternativas de acesso a e-mail e sincronização.
Utilizar outros serviços não é complicado. Para isso há dois aplicativos de e-mail: E-mail e E-mail Samsung. Enquanto o primeiro oferece a tentativa de detecção automática das configurações do serviço de e-mail, o segundo permite que o usuário escolha o serviço a ser utilizado para depois iniciar a configuração. Os aplicativos oferecem recursos semelhantes. Para quem usa uma conta do Gmail, o aplicativo oficial deve ser mais adequado. Para os demais, que já não estejam associadas ao serviço de e-mail do Google, pode-se utilizar as opções genéricas.
IM
Assim como no e-mail, há duas formas principais de se utilizar serviços de comunicação: a que dá acesso ao Gtalk, do Google, e a genérica para outros aplicativos. O aplicativo do Google talk oferece as opções básicas, como conversas individuais e em grupo, inserir smiles e gerenciar contatos. Apesar de servir para se comunicar bem, faltaram opções como envio de arquivos e conversa por voz e vídeo.
Para cobrir o uso de outros serviços há o Samsung IM. Por ele está previsto o uso de contas do Hotmail, MSN e Yahoo! Messenger. O funcionamento é semelhante ao do Gtalk. Há opções de conversas, gerenciamento de contatos e inserção de smiles.
Tweaks & Modding
Aparência
Como já é comum aos fabricantes de aparelhos com Android, a Samsung colocou uma camada por cima do Android para deixar a interface com sua própria cara mesmo que ela seja semelhante a de outro SO. A TouchWiz 3.0 deixa o sistema operacional com uma certa semelhança com o iOS, possuindo um menu de aplicações com ícones de largura fixa, sem a transparência habitual, e com deslizamento paginado pelas laterais. Um problema da interface criada é a falta de aptação do conteúdo para o uso na horizontal. Por mais que se vire o aparelho, tudo continua como se estivesse na vertical.
Para quem gosta de personalizar o aparelho o Galaxy S irá servir bem, como ocorre em geral com aparelhos Android. É possível ter 7 áreas de trabalho, nas quais podem ser colocados widgets, ícones de aplicativos, contatos, pastas e de itens de menu. Só falta uma opção para adicionar um atalho para sites.
As 7 áreas de trabalho não são movimentadas de forma circular. Se você estiver na primeira tela e quiser ir para a última terá que percorrer todas as 5 telas intermediárias. O posicionamento dos widgets e atalhos não é totalmente livre, há certos pontos de posicionamento impedem que se faça sobreposições parciais, como em uma cascata de ícones. Apesar de limitar um pouco a personalização, esse controle mantém certa organização na tela.
Para se ter uma tela mais estilosa, com widgets de calendário e previsão do tempo, há um widget Daily Briefing disponível. Para ir além dele é preciso se aventurar no Android Market e testar algumas das várias opções disponíveis. Muitas delas tentam copiar a interface HTC Sense dos aparelhos da HTC, tendo algum sucesso na tentativa.
Uma lmitação encontrada foi a possibilidade de organizar a lista de ícones em pastas. O máximo que se pode fazer é mudar a ordem dos ícones ou alterar a visualização geral para lista. Como sempre, aplicativos de terceiros são a alternativa.
Acesso como super usuário (root)
Ao contrário do que se tem no Maemo, o acesso como super usuário, que permite o acesso a funções mais avançadas do sistema, não está disponível por padrão. Apesar de o Google incentivar o processo de rooting nos aparelhos com Android os fabricantes informam que o processo leva ao fim da garantia do aparelho. Na prática, existe a possibilidade de se fazer unrooting ( o processo inverso ) e levar o aparelho para a assistência. O problema é que seu aparelho pode chegar a um estado em que desfazer o rooting não é possível.
Terminal
Se você é usuário do GNU/Linux e pretende usar o terminal, terá que partir para soluções de terceiros para se obter algo semelhante. Não há um aplicativo padrão para terminal no Android. Esse detalhe, contudo, não deve ser notado muitos os usuários.
As alternativas, encontradas no Android Market, oferecem os recursos para o terminal e para formas de comunicação, como SSH. Se o aparelho tiver passado pelo processo de rooting, é possível usar o comando “su” e ter acesso como super usuário.
O que pode ser um pouco restritivo é falta de botões físicos para ter acesso a teclas como CTRL e TAB. Os aplicativos podem resolver isso de formas diferentes, como permitir a associação de comandos específicos a botões físicos, como os de volume ou o sensor de proximidade.
Bateria e Gerenciamento de Energia
A bateria do Galaxy S é de Li-pol e possui 1.500mAh de capacidade. Esta capacidade, considerando as características gerais dos aparelhos do mercado e suas respectivas baterias, é satisfatória. Contudo, com um aparelho com uma tela grande, processador de 1GHz e vários recursos que podem ser ativados ao mesmo tempo, como programas, 3G, GPS e Bluetooth, o tempo máximo de uso pode não chegar a metade de um dia, dependendo do perfil de uso. Tudo depende de um balanceamento que o usuário deve fazer.
No uso diário o aparelho consegue chegar até o fim do dia e ser carregado apenas na hora de ir dormir. Isto, mantendo sincronismo com 5 contas no Google (e-mail, agenda e tarefas), com atualizações a cada 30 minutos, check-ins esporádicos no Foursquare, com uso de GPS, leitura de e-mails, acesso ao Twitter e leitura de feeds.
Durante alguns dias de viagem em que o smartphone era o principal meio de acesso a Internet, a bateria chegava a precisar de uma carga antes do fim da tarde. Os principais vilões são a tela e o 3G. Por isso, o brilho reduzido da tela e o uso de WiFi foram determinantes para ter um dia inteiro de uso.
Alguns dos padrões de duração da bateria notados, usando a Android 2.1 e sem uma análise rigorosa, foram:
- Moderado: duração de 1 dia completo;
- Intensivo: de 6 a 12 horas;
- Com jogos: em geral se perde 2% da carga a cada 10 minutos, jogando o Asphalt 5;
- Uso como MP3 Player, sem usar conexões: perde 10% da carga a cada 3 horas.
Conclusões
O Samsung Galaxy S é um ótimo aparelho e tem recursos de sobra, mas peca em detalhes que apagam um pouco do seu brilho. O poder de processamento, a tela grande e de cores vivas, o conjunto completo de aplicativos fornecidos e a TV Digital são de fazer um geek questionar a necessidade de se trocar de celular por modelos mais novos. Por outro lado, o uso de materiais que não valorizam a qualidade do aparelho, os poucos acessórios fornecidos na caixa e os problemas com o GPS são decepcionantes.
Os problemas poderiam até ser deixados de lado frente a uma capacidade maior de atualizar o aparelho diante de novas versões do Android liberadas pela Google. Contudo, o que se vê um problema ainda maior de fragmentação do Android que faz com que o Samsung Galaxy S tenha versões do Froyo em alguns países, mas em outros não. Pensar no Gingerbread (o Android 2.3) parece um sonho distante.
Pontos fortes
- Tela grande, com cores vivas e boa resolução
- Bons recursos multimídia
- Conjunto de aplicativos bem completo e balanceado entre produtividade, trabalho e lazer
- Ótimo desempenho
Pontos fracos
- GPS pouco funcional (um pouco melhor no Froyo)
- Atualizações do Android são incertas ou demoradas
- Materiais da construção poderiam ser melhores
Se você deseja ter mais informações sobre o aparelho pode acessar e, se achar algo interessante, contribuir com a Wiki sobre o Galaxy S. Além disso é possível baixar o manual do aparelho para as versões Eclair e Froyo do Android, fornecidas oficialmente pela Samsung Brasil.
Por fim, se faltou algo no review que você gostaria de ver ou se surgiu alguma dúvida sobre ele, deixe um comentário no post, entre em contato conosco no twitter ou envie um e-mail que faremos o possível para responder. Se você gostaria de ver o review de algum outro aparelho, sinta-se à vontade para enviar sugestões.





















































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