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Archive for September, 2009

27
Sep

HTC Sense ou Por que inovação faz a diferença

A HTC é pioneira no uso de diversas tecnologias quando o assunto é smartphones. Inovação está no sangue da empresa. Alguns poucos (e realmente são poucos) exemplos de pioneiros da marca são o Touch, o Diamond e o Dream. E os taiwaneses continuam buscando inovação nessa área. Ouvindo e observando como as pessoas usam tecnologia móvel, tentam (e efetivamente conseguem) melhorar de forma muito significativa a experiência do usuário (tradução horrível e até agora não substituível de user experience) no uso de aparelhos desse calibre.

Além de várias atitudes inovadoras no passado, a HTC foi a primeira empresa a utilizar o Android como SO de um aparelho seu, o famoso HTC Dream (que na época foi lançado pela T-Mobile como G1). A empresa é também a fabricante do Android Dev Phone 1, dispositivo focado em desenvolvedores para a plataforma Android, que nada mais é que um HTC Dream totalmente desbloqueado. E esses são apenas dois exemplos do quanto a empresa está ligada à nova plataforma móvel do Google. Confirmando essa liderança (ao menos aparente) da marca no uso do SO, a HTC lançou semana passada o primeiro aparelho com Android disponível oficialmente no Brasil. Magic.

Diferença da tela principal do HTC Magic com e sem Sense. Quanta diferença, não?

Diferença da tela principal do HTC Magic com e sem HTC Sense.

O HTC Sense é exclusividade nossa no Magic. Chegou aqui e apenas aqui com o Sense, como já disse no post anterior. Notícias nada recentes apontam que em breve (fim de Outubro) o HTC Magic receberá um upgrade gratuito em todo o mundo. (Até lá podemos curtir a exclusividade. Se é que o Magic entra no mercado aqui antes do lançamento internacional do upgrade.) Mais um passo para firmar a marca como dominante no mercado Android. (Vale observar que a atualização só estará disponível para os aparelhos não associado ao Google.)

Ser a marca dominante no mercado Android não era suficiente. Principalmente para John Wang, Chief Marketing Officer (ou Chief Innovation Wizard, cargo mostrado em eu cartão de visitas e em seu Linkedin) da HTC. Cabeça d0 Magic Labs, laboratório de inovação da HTC, trabalha com seu grupo de magos e feiticeiros “pensando no futuro”. Graças ao trabalho desse laboratório nasceu o conceito de experiência do usuário HTC Sence para seus dispositivos com Android.

O Sense é uma evolução do TouchFLO 3D, que por sua vez é uma evolução do TouchFLO, que com certeza é evolução de alguma coisa, já que nada nasce do nada. Veja nos vídeos a seguir a evolução do TouchFLO para o TouchFLO 3D.

Percebeu alguma evolução? Então espere por muito mais.

O Sense nasce com o objetivo de “moldar a experiência móvel em torno do indivíduo”. Essa frase que parece ter sido inventada para descrever uma história bonita, como várias outras presentes nesse documento, é felizmente uma grande verdade. O Sense é constituído de três ideias bem simples e tem muito potencial.

A primeira é o “Make it mine”, que carrega a idéia de personalização, que é muito mais que poder trocar ícones e widgets. Ok, você basicamente seleciona, coloca, arruma, remove e troca widgets e ícones, mas o pulo do gato é mais embaixo. A ideia genial por trás desse conceito é também muito simples: usuários fazem usos diferentes do dispositivo em circunstâncias diferentes.

A sacada aqui foi colocar no SO um gerenciador de perfis, onde o usuário pode configurar o aparelho para atender melhor suas necessidades frente a um cenário específico. Assim, para cada momento do dia ou da semana, o usuário pode fazer com que o aparelho esteja melhor adaptado às suas necessidades. Veja que, como já disse, configurar um perfil não é muito diferente de definir widgets e ícones. Mas como é possível ter vários conjuntos diferentes de perfis, o ganho ainda é fantástico. Vai dizer que você não está olhando pro seu aparelho e se perguntando porque ele não faz isso?

Como se isso não bastasse, você não tem apenas uma tela por perfil para poder configurar as diversas facetas da sua vida. São Sete telas! Isso mesmo, sete (7, VII, …)! Ok, não é tão legal porque é limitado, mas ainda assim é muito mais espaço para se organizar.

7 telas do HTC Hero. Espaço de sobra para colocar o que precisa. E isso é só para um perfil!

7 telas do HTC Sense no HTC Hero. Espaço de sobra para colocar o que for preciso. São 7 por perfil!

Outra ideia central do Sense é “Stay close”. O objetivo desse conceito é nos ajudar a manter contato com as pessoas que nos são relevantes, gerenciando de maneira unificada todas as redes sociais e meios de comunicação que utilizamos. O número de aplicações espanta: SMS, MMS, e-mail, Facebook, Flickr, Picasa, Twitter, chamadas telefônicas e várias outras.

Como todos esses dados vêm de fontes diferentes, a HTC investiu também na integração de todas elas: se você tem o telefone do Fulaninho e também é amigo dele no Facebook, será criado (ou pode ser criado, isso não ficou muito claro) um perfil único daquele contato na sua “agenda” (que com certeza deixou de ser uma simples agenda). Importando os dados de diversas fontes, será possível usar as informações de maneira cruzada. Um exemplo simples: você poderá escolher como avatar de um contato uma das fotos que ele tem no Flickr ou no Facebook.

Nessa ferramenta unificada, são oferecidas 5 perspectivas para acompanhar os amigos: todos, favoritos, grupos, atualizações e eventos, histórico de chamadas. As três primeiras dispensam apresentação. São exatamente como você pensa que são, com um detalhe a mais aqui e ali. Mas isso não as deixa menos interessantes. ‘Atualizações e eventos’ é uma timeline (linha do tempo, que não é tão elegante, mas tudo bem) onde se pode acompanhar tudo o que aconteceu/está acontecendo/acontecerá com seus contatos e amigos. E o histórico de chamadas é um histórico de chamadas.

O último alicerce do Sence é o “Discover the unexpected”. O foco aqui é transformar o uso do aparelho em descobertas de funcionalidades, através da simplicidade. O papo parece complicado, mas as ideias e aplicações são bastante simples. O objetivo é atacar os pontos de uso do aparelho que geralmente são complicados e muitas vezes nem nos damos conta que são. Exemplo rápido: vire o telefone e a chamada entra no modo mudo. Mas isso é só o começo.

Num aparelho sem teclado QWERTY (físico ou virtual), é muito comum se chatear para encontrar um contato, principalmente quando sua lista é muito grande.  Como há algumas letras (3 em geral) associadas a cada tecla, existe mais de uma interpretação para cada tecla pressionada. No passado, nós tínhamos que pressionar múltiplas vezes cada tecla para escolher uma letra. E ninguém gosta disso. Depois vieram as técnicas de predição de texto (predictive text), como T9, iTap e outras, que melhoraram mas também não eram aquela maravilha. No caso específico da discagem, o passo seguinte se chama Smart Dialer (“discador inteligente”), uma das aplicações surgidas do “Discover the unexpected”.

A ideia do Smart Dailer é bem simples: tentar “adivinhar” o que o usuário quer quando aperta as teclas do teclado numérico. E fazer isso também é simples: se uma tecla pode ter mais de uma interpretação, então o programa usa todas. Ele também interpreta uma sequência de teclas não apenas como sendo um pedaço de palavra a “decifrar”: se você entrar com as iniciais de um nome da agenda, ele também o encontrará. Em smartphones, inovação sem precedentes. E esse recurso também poderia ser usado em outras interfaces do aparelho. Então é esperar para testar um e checar se temos um quase Quicksilver ou GNOME Do no bolso.

Além disso, o “Discover the unexpected” também tem como pilar o uso de informações geoespaciais para melhorar a experiência do usuário. Alguns pontos interessantes da aplicação dessa ideia são coisas simples (que não são novos, mas ainda assim úteis) como  o widget de previsão do tempo sensível à sua posição no globo e o relógio que se adequa automaticamente ao fuso da sua localização. E também um uso bem mais nobre da ideia: a exibição da previsão do tempo associada aos compromissos. Nunca mais você sairá de casa para uma volta no parque e voltará como se tivesse ido a uma cachoeira (desde que a previsão ajude, é claro).

Outra ideia muito interessante introduzida foi a de perspectivas. Se você está vendo fotos, você pode querer ver separado as que estão no seu cartão SD das que estão “na nuvem”. Ainda, pode querer ver separado também por rede (Flickr, Picasa, Facebook, …). Se está vendo e-mails, pode querer ver títulos apenas (como no Gmail), se tem anexo ou não. Se está vendo o twitter, pode querer ver apenas os seus amigos favoritos, ou então os direct messages. Perspectivas estão espalhadas pela interface do aparelho.

Por fim, dois resumos em vídeo do HTC Sense. Deixa ou não o TouchFLO e TouchFLO 3D no chinelo?

HTC Sense realmente promete. Não apenas porque é muito legal ter um celular com a sua cara Ou porque permite que o aparelho se adeque às suas diferentes necessidades em momentos diferentes da sua vida. Ou porque tem várias telas configuráveis. Ou ainda porque suporta um monte de serviços de maneira integrada. Não também porque ele se adapta quando você viaja. Nem porque ele adivinha o que você quer.

O fato é que tudo isso introduz um gap entre o que existia e o que existe agora. E força o mercado a correr atrás do prejuízo. Assim todo mundo ganha. Assim é que a inovação faz a diferença.

Além de várias outras coisas no passado, foi a primeira empresa a utilizar o Android como SO de um aparelho seu, o famoso G1.
23
Sep

Android Magic-o da HTC chega ao Brasil

HTC Magic - Primeiro aparelho com Android a aparecer oficialmente no Brasil [EDIT]: Essa foto é de um Magic sem Sense, como os aparelhos vendidos em outros países [/EDIT]

HTC Magic - Primeiro aparelho com Android a aparecer oficialmente no Brasil [EDIT]: Essa foto é de um Magic sem Sense, como os aparelhos vendidos em outros países [/EDIT]

Quinta-feira passada (17/09/2009) foi lançado no Brasil o HTC Magic, primeiro smartphone com Android a aparecer oficialmente por aqui. (Auto-intitulada) Líder internacional na plataforma do Google, a empresa chegou firme para demarcar território com o aparelho. Além do Android, temos mais algumas ótimas novidades, como a presença do HTC Sense e a fantástica tela do aparelho. E algumas novidades não tão boas, como a inexistência de um acordo com o Google sobre apps para o aparelho. Mas vejamos sua mágica.

O HTC Magic é da nova geração de aparelhos da HTC, que tenta acompanhar a nova geração de usuários de smartphones. Hoje muito mais do que nunca aparelhos dessa categoria tem muito mais de uma função na vida das pessoas. Além disso, a tendência corrente é que os aparelhos fiquem conectados (praticamente) o dia todo, para os mais diversos usos. O Magic é uma ótima maneira encontrada pela HTC de encarar esses novos desafios. (E eu emprestei esse parágrafo de parte do discurso do apresentador do produto =P).

A grande mágica trazida pela gigante Taiwanesa nesse dispositivo foi o HTC Sense (que merece um post só para ele), conceito de experiência de usuário que será empregado pela empresa em seus dispositivos com Android. A ideia central do conceito é permitir que o usuário seja capaz de criar um aparelho único, que seja completamente aderente às suas necessidades. Projeto ambicioso. Mas não é que a HTC conseguiu!?

Tão fantástico é o Sense que até hoje não se viu (eu não vi, você viu?) nada parecido quando o assunto é personalização em dispositivos móveis. É possível por exemplo criar diversos perfis para um mesmo usuário. Isso parece simples (e realmente é) mas é uma ideia com muito potencial. Imagine ter configurações diferentes do seu aparelho para trabalho, idas a shows, aulas e o que mais for necessário. O que você precisa naquele momento da sua vida é o que o aparelho te oferece. E para cada perfil, você tem várias telas para colocar seus aplicativos mais usados, widgets e tal.

E isso é uma novidade exclusiva, ao menos por enquanto, do público brasileiro. Ao que tudo indica, lá fora, o Magic não têm (tinha?) o Sense. Ponto para eles.

Software com certeza é o forte desse aparelho. Clientes para Facebook, Flickr, Picasa, Twitter, You Tube, Gmail, Google Maps, Google Talk, Google Calendar, … ufa. E eu nem terminei a lista. E ainda melhor: tudo isso integrado! Com certeza o sonho de muita gente realizado. Mas eles levaram isso a sério mesmo: o dispositivo oferecerá acesso até ao Street View do Google Maps.

Essa você já deve ter ficado com a pulga atrás da orelha. Se tem Street View, deve ter flash. Tem mesmo. Eu não diria que é o melhor suporte de flash do universo, mas pelo menos o suporte existe, o que para esse tipo de dispositivo já é bastante coisa.

O discador do aparelho também promete fazer mágica. Chamado espertamente de Smart Dialer, ele promete encontrar com apenas algumas teclas o contato que você procura. A ideia é deixar que o aparelho encontre o contado para você, sem muito esforço. Só experimentando para ver.

Outros dois softwares muito interessante são o Footprint e o Barcode Scanner. O primeiro é uma aplicação muito útil para gerenciar fotos com geotagging e comentários. Tire fotos, guarde a posição onde tirou, comente-a. Volte no mesmo lugar anos depois e a aplicação de mostra os momentos ali registrados. Muito simples, muito útil. A segunda, um scanner de códigos de barra que utiliza serviços do Google para encontrar informações sobre o produto associado ao código de barras. Outra aplicação que todo mundo quer, mas não sabia quando teria acesso.

Smart Dialer, Street View e Barcode Scanner - E isso é só uma parte do que o HTC Magic tem a oferecer

Smart Dialer, Street View e Barcode Scanner - E isso é só uma parte do que o HTC Magic tem a oferecer

No hardware, tenho um ponto forte a ressaltar, antes de mais nada. É mais uma das novidade que realmente deixa o queixo no chão. A tela do aparelho é capacitiva e multitouch! (Apple que se cuide.) Além disso, tem resolução de 320 x 480 pixels (HVGA) em 3.2 polegadas com 64k cores. Veja parte das especificações do aparelho:

Processador Qualcomm® MSM7200A™, 528 MHz
Memória ROM: 512 MB
RAM: 288 MB
Display LCD TFT de 3.2 polegadas, com 65.536 cores, resolução HVGA 320 x 480 pixels, tela capacitiva sensível ao toque.
Câmera Câmera colorida de 3.2 MP com foco automático.
Teclado Teclado virtual
Navegação Track ball
Botões de atalho (home, menu, back, search, verdinho e vermelinho)
Bateria Bateria recarregável de íons de Lítio
Capacidade: 1340 mAh
Dimensões 113mm C x 55,56mm L x 13,65mm E
Peso 116g com a bateria
Redes HSPA/WCDMA: 850/2100 MHz
Velocidades de até 2 Mbps de up-link e 7,2 Mbps de down-link
Quad-Band GSM/GPRS/EDGE: 850/900/1800/1900 MHz
Conectividade Bluetooth® 2.0
Wi-Fi®: IEEE 802.11 b/g
Mini USB 2.0 de 11 pinos e conector de áudio
GPS Antena GPS integrada
Expansão microSD™ (compatível com SD 2.0)

O resto do hardware não tem nada de muito extraordinário. Processador Qualcomm MSM7200A de 528 MHz, igual ao de outros modelos da marca, como Hero, Touch Pro 2 e Touch Diamond 2 e de outros aparelhos como Sony Ericsson Xperia X1 e X2 e o Samsung GT-i7500 Galaxy. A quantidade de RAM é um pouco superior ao que estamos acostumados a ver nos smartphones atualmente: 288 MB nele contra 256 MB na média. Bluetooth, Wi-Fi, acelerômetro e GPS, o que atualmente não é mais que obrigação num aparelho da cateoria. E o armazenamento interno é bem pequeno, apenas 512 MB, o que praticamente exige uma expansão por meio da entrada MicroSD disponível. E para finalizar, a informação da duração da bateria: “depende do uso” (!?).

Botoẽs do HTC Magic: home, menu, back, search, verdinho e vermelinho, além do track ball

Botões do HTC Magic: home, menu, back, search, verdinho e vermelinho, além do track ball

Ao contrário de diversos aparelhos da nova geração que andam vindo com pouquíssimos botões (ou nenhum no caso do N900), o Magic vem com vários: home, menu, back e search, os clássicos verdinho e vermelinho, além de contar com uma track ball. Home e menu não são muito diferentes do esperado. O back oferece navegação para trás, tela a tela, também como esperado. E o search abre as buscas contextualizadas do aparelho, que prometem ser revolucionárias (mas veremos).

Outras informações são um grande mistério. Preço sugerido: vai depender das operadoras (Oh!). Operadoras que vão oferecer o dispositivo: ninguém sabe. (Ou seja, o preço vai ser decidido por ninguém sabe quem.) Disponibilidade no varejo (aka venda de desbloqueados) também é uma incógnita. Acordo com o Google para vender apps por aqui: inexistente e ninguém sabe se vai sair em algum momento ou quando sairá caso saia. Praticamente todas as questões comerciais estão em aberto. Você está perdido? Nós também.

Com ingredientes requintados como os usados no HTC Magic, fica difícil errar a receita. Hardware bastante razoável munido de uma fantástica tela capacitiva multitouch. Conceito HTC Sense com grande poder atrás de sua simplicidade. Android como plataforma, rica e flexível. Uma mistura que tem tudo para dar muito certo. Pelo menos se o escuro em que estamos com relação as questões comerciais não atrapalharem.

19
Sep

Teclados Bluetooth Dobráveis: Nokia SU-8W vs MSI BK100

Nokia SU-8W e MSI BK100

Nokia SU-8W e MSI BK100

O uso de teclados bluetooth[bb] dobráveis é particularmente interessante para dispositivos móveis, como uma forma de permitir melhor uso do aparelho por períodos longos, com necessidade intensiva de digitação de texto, ou mesmo em jogos. O principal é evitar uso prolongado de teclados pequenos ou com pouca ergonomia. Com peso e dimensões menores com relação a notebooks, o conjunto dispositivo móvel e teclado bluetooth permite ter uma solução mais discreta (e potencialmente mais barata) para levar em lugares com maior risco de furto ou assalto.

Neste post serão analisadas duas opções de teclado que, apesar de não serem novas, estão em oferta na Internet e podem atender melhor a determinados perfis de usuários. As opções são o Nokia SU-8W[bb], normalmente usado em conjunto com aparelhos da Nokia, e o MSI BK100[bb], com boa adaptação ao Windows Mobile e, comumente, oferecido por um valor mais baixo.

Características Básicas
Características Nokia SU-8W MSI Bk100
Perfil HID (Human Interface Device) SPP (Serial Port Profile)

A primeira diferença importante entre os dois teclados é o perfil bluetooth suportado. O teclado da Nokia trabalha com o perfil HID, com fácil reconhecimento e configuração por computadores. O teclado da MSI tem como perfil o SPP, o qual exige alguma configuração do sistema para ser reconhecido como um teclado e trabalhar corretamente com seu padrão.

Dimensões
Características Nokia SU-8W MSI Bk100
Dimensões Aberto 261*87mm*20mm 300*105*13.5 mm
Dimensões Fechado 132*87*20mm 150*105*19.7mm
Peso 0,199kg 0,180kg
Diferença de tamanho quando fechados

Diferença de tamanho quando fechados

O teclado da Nokia é mais compacto, porém, seu material o torna mais pesado que o teclado da MSI. As dimensões não chegam a ser um fator determinante em casos mais gerais, nos quais a intenção é levá-lo em uma mochila ou compartimento que não tenha uma restrição significativa de espaço. No entanto, elas possuem um grande impacto na experiência de uso, por conta do tamanho e da quantidade de teclas de cada um, discutida nas próximas seções.

Construção
Características Nokia SU-8W MSI Bk100
Painel com 3 luzes indicadoras (ligado, tecla FN e conexão) 1 luz indicadora (variação de piscadas indica modo)
Suporte Menor, com inclinação e altura ajustáveis, adequado também para dispositivos largos (N800) e com apoio da base do aparelho. Suporte largo, com inclinação fixa, inapropriada para dispositivos largos (N800) e sem apoio adequado para aparelhos com material que oferecem pouco atrito
Trava de fechamento Não Sim
Material Metal e detalhes em plástico e borracha.
Aparenta fragilidade e suscetibilidade a riscos e sujeira
Possui faixas laterias de borracha para evitar riscos na superfície do teclado
Plástico com cores escuras (preto e cinza)
Aparenta maior robustez
Possui pequenos “pés” que evitam o contato da superfície com o teclado
Cor Branco Preto (detalhes em cinza)

O SU-8W possui uma construção melhor, formada por um material metálico e com detalhes em plástico e borracha, para evitar marcas resultantes do contato com a superfície na qual o aparelho será colocado. Porém, a impressão que o teclado da Nokia passa é a de que é frágil e está mais sujeito a problemas de uso do que o teclado da MSI. O material de plástico do BK100 permite um uso mais confortável e livre da preocupação de desgaste, marcas ou manchas nas teclas.

Detalhes do material e proteção contra riscos

Detalhes do material e proteção contra riscos

Outro ponto que ressalta essa aparente fragilidade é a cor dos teclados. O branco do teclado da Nokia, apesar de deixar o acessório bonito, pode ser incômodo para algumas pessoas (como eu). A cor branca ressalta as sugeiras e possui uma tendência a ficar amarelada com o tempo, diminuindo seu o potencial de venda no futuro. Novamente o teclado da MSI consegue deixar uma impressão de maior durabilidade, apesar de também estar sujeito às ações do tempo.

Painel do teclado SU-8W

Painel do teclado SU-8W

Os recursos de indicação de funcionamento e o suporte oferecidos pelo teclado da Nokia mantêm o nível de qualidade. No canto superior direito há um painel com luzes indicadoras do estado da conexão, da bateria e da ativação da tecla FN. O suporte do teclado oferece múltiplos níveis de regulagem de inclinação, expansão na altura e uma base para melhor acomodação. Em sua estrutura geral não se vê parafusos ou partes desmontáveis.

Painel do teclado BK100

Painel do teclado BK100

O teclado da MSI possui apenas uma luz indicativa, que muda o padrão das piscadas para informar seu status de conectividade e de carga da bateria. O suporte também é simples e, apesar de ser reclinável para poder ser escondido dentro do corpo do teclado, possui apenas 1 nível de inclinação. A ausência de um apoio alto para a base dos aparelhos utilizados torna seu uso complicado em alguns casos. Ao contrário do teclado da Nokia, é possível localizar parafusos e ver formas de desmontá-lo.

Ao testar o teclado BK100 com o N800 e o E62, foram encontrados problemas com a largura do dispositivo e com o deslizamento do aparelho. O N800 não ficou em uma posição adequada quando deixado sobre a base do suporte e, ao ser colocada sobre o teclado, cobriu parte de suas teclas. O E62[bb], por seu material metálico, com superfície deslizante, caiu sobre o teclado quando alguma tecla foi pressionada.

Suportes com características diferentes

Suportes com características diferentes

Apesar de oferecer recursos mais completos do que o MSI, o teclado da Nokia não apresenta uma forma de travar o fechamento do teclado. O BK100 conta com esse recurso e oferece melhor experiência de uso sobre o colo, como se fosse um teclado não dobrável.

Opção para impedir fechamento do teclado

Opção para impedir fechamento do teclado

Autonomia
Características Nokia SU-8W MSI Bk100
Tempo de uso 50 horas 90 horas
Standby (não definido) 300 horas
Bateria 2 pilhas AAA 2 pilhas AAA

Os dois teclados utilizam 2 pilhas AAA como forma de alimentação, mas aparesentam grande diferença quanto à autonomia (pelo menos de acordo com sua especificação). Enquanto o teclado da Nokia prevê até 50 horas de uso, o da MSI permite 90.

Facilidade de Digitação
Características Nokia SU-8W MSI Bk100
Teclas Teclas pequenas (15*15 mm) Teclas maiores, próximas a de um notebook (18*17.2 mm)
Fileiras 4 fileiras de teclas (números e outros caracteres acessados por combinações de teclas) 5 fileiras de teclas (incluindo numérica)
Layout Funciona com o padrão inglês internacional (teclas acentuadas) No Windows Mobile o driver exige combinações fora do padrão para acentuar letras
Outras teclas Teclas dedicadas ao Symbian
- Mensagens
- Tarefas Abertas
- Realizar chamada (botão físico à esquerda)
- Menu (botão físico do meio)
- Encerrar chamada (botão físico à direita)
Teclas dedicadas a aparelhos com Windows Mobile
- Windows
- Home
- Bateria
- Ok (também usado para fechar)
- Mensagens
- Calendário
- Tarefas
- Notas
- Desfazer

Se o MSI perde quanto às dimensões, seu tamanho garante uma facilidade maior para digitação. As teclas possuem o tamanho padrão de teclados convencionais e as 5 fileiras de teclas mantêm certa fidelidade ao padrão de teclados de notebook. Apenas as teclas das bordas são reduzidas em largura (as das laterais) ou altura (bordas de cima e de baixo), mas as diferenças são de fácil adaptação.

Comparação entre o tamanho das teclas

Comparação entre o tamanho das teclas

Esse conjunto de tamanho, disposição das teclas e tecla de travamento só perde sua grande vantagem quando o dispositivo utilizado não dá suporte ao layout de teclado inglês internacional. Isso força o usuário a usar combinações estranhas de teclas para empregar acentos e outros caracteres. Essa situação foi notada quando o teclado foi utilizado com o Windows Mobile, pelo driver oferecido pelo fabricante.

Cada teclado tem como foco uma linha de sistemas operacionais. O MSI tem um suporte amplo a dispositivos com Windows Mobile, enquanto o da Nokia se destina (pasmem) ao Symbiam. Para o Windows Mobile são oferecidas teclas como Ok (utilizado para minimizar ou fechar janelas), tecla de acesso a Home, além de outras destinadas a aplicativos oferecidos por padrão no Windows Mobile, como calendário, mensagens, tarefas e notas. Para o Symbian teclado o SU-8W possui 3 botões comumente utilizados nos aparelhos da Nokia, que permitem criar e encerrar chamadas e ter acesso ao menu. Além deles há tecla para acesso às mensagens e para o alternador de tarefas.

Cada teclado apresenta téclas destinadas a um sistema operacional específico

Cada teclado apresenta téclas destinadas a um sistema operacional específico

Compatibilidade
Características Nokia SU-8W MSI Bk100
Computador Aceito (Sem necessidade de drivers) Aceito (com necessidade de drivers)
Telefones Nokia Aceito (com driver) Não aceito
Telefones Windows Mobile Não testado, mas há relato de uso com sucesso Aceito (com driver)
PS3 Aceito (Sem necessidade de drivers) Não reconhecido (Instalando um outro SO pode ser possível)
N800/N810 Aceito (Programa já instalado no OS2008) Aceito (Driver kbdd)

Neste ponto o teclado da Nokia se sobressai, principalmente em função da utilização do perfil HID. Além dos dispositivos com Symbian (inclusive o Nokia 5800XM[bb], testado com o teclado), foi possível utilizar o acessório, sem processos complicados de configuração, no computador (Ubuntu e Windows), no Playstation 3, com seu sistema padrão e no N800 (OS2008).

O teclado BK100 pôde ser utilizado em aparelhos com Windows Mobile, no N800 (como apresentado no tutorial) e no computador (Ubuntu), mas em todos os casos o processo é mais trabalhoso e exige que algum driver seja instalado. O Ubuntu e o Maemo foram configurados usando o kbdd e o Windows Mobile precisou da instalação do programa fornecido pelo fabricante para ser usado. As versões testadas do Windows Mobile foram a 6 e a 6.1.

Preço
Estado Nokia SU-8W MSI Bk100
Novo Nokia R$299,00
Saraiva R$240,00
Mercado Livre R$319,00
Deal Extreme $49,94
Mercado Livre R$219,00
Usado Mercado Livre R$259,00 (não encontrado)
Embalagem do SU-8W

Embalagem do SU-8W

Alguns meses antes da criação deste post o teclado da Nokia poderia ser encontrado, na loja virtual da empresa, por R$399,00. No entanto, seguindo uma tendência de descontos notada recentemente (como a do N800 e do N810[bb]), foi possível encontrar o acessório por um valor entre R$240,00 e R$319,00. Lojas como a da Nokia e a Saraiva chegaram a vendê-lo por um valor abaixo dos R$200,00, em promoções ou com a utlização de cupons.

Além do teclado, a embalagem do SU-8W possui duas pilhas AAA[bb] e manual de instruções. Considerando a característica de mobilidade do acessório, notou-se a falta de uma capa de proteção para carregá-lo junto com outros dispositivos.

Caixa do BK100

Caixa do BK100

O teclado da MSI foi encontrado pelo valor de R$219,00. Porém, em até 2 meses antes da publicação, era possível encontrá-lo em torno de R$150,00. Na Deal Extreme o valor do acessório fica por $49,00, cerca de R$90,00 — considerando a ausência de impostos aplicados para a importação, já que o custo ficou abaixo dos $50,00.

A caixa do BK100 é entregue com duas pilhas AAA, manual de instalação e CD com drivers. Assim como o teclado da Nokia, não há uma capa de proteção, apesar de vir um saco plástico com bolhas que pode ser aproveitado por algum tempo.

Considerações Finais

A queda do preço do teclado da Nokia permite que as demais características dos dois teclados possam ser levadas em consideração para realizar a escolha. Entre as diferenças estão tamanho, suporte variado a dispositivos, experiência de uso (digitação), autonomia e durabilidade.

O Nokia SU-8W[bb] tem boa compatibilidade com dispositivos com Symbian e Maemo, além de ser facilmente reconhecido por computadores e outros equipamentos que possuem suporte ao perfil bluetooth HID. Suas desvantagens são o preço, normalmente mais alto, teclas reduzidas, que exigem um tempo de adaptação do usuário, e uma aparência de fragilidade, em função da maior sofisticação.

O MSI BK100[bb] é encontrado por preços menores, tem uma boa autonomia da bateria, com uso mais eficiente de energia, e permite uma boa experiência para digitação, desde que o equipamento aceite a configuração inglês internacional. As teclas possuem um bom tamanho e a fileira numérica garante acesso fácil a números, caracteres e acentos. Além disso, teclado possui chave para impedir seu fechamento, tornando melhor o uso no colo ou superfícies irregulares.

Por outro lado, quando usado no Windows Mobile com o driver do fabricante, exige combinações sem qualquer sentido para permitir a inserção de acentos. Em outros equipamentos existe a necessidade de configurar o teclado de modo a ser reconhecido corretamente.

Leituras e Recursos Relacionados

- Driver do Nokia SU-8W para o Symbian
- Driver para o MSI BK100