Há algo mágico sobre o Firefox OS
Esse post é uma tradução feita por Ricardo Panaggio do post de Rob Hawkes, originalmente postado aqui e também traduzido para o francês aqui.
Se você tiver qualquer dúvida sobre o post e preferir fazer a pergunta em português, pode deixar nos comentários. O que nós soubermos, respondemos. O que não soubermos, encaminhamos para o próprio Rob e trazemos a resposta depois.
É a primeira tradução que fazemos no Free Bird, então gostaríamos de saber o que você achou. Se você gostou, odiou, não ligou, ou nenhuma das anteriores, nos informe nos comentários! :)
Já enrolei demais. Eis a tradução do post.
Nesse post, eu falo do projeto Firefox OS, o que ele representa, o que o futuro nos reserva e porque há algo mágico sobre isso.
Durante o último ano e meio eu fui investindo mais e mais do meu tempo trabalhando com o projeto mais recente da Mozilla, o Firefox OS. Durante esse tempo eu me apaixonei com o projeto e o que ele representa, de uma forma que eu nunca tinha experimentado com uma plataforma de tecnologia antes.

Screenshots do Firefox OS
Deixe-me ser perfeitamente claro: o Firefox OS é o começo de algo muito grande. É uma revolução em modo de espera. Um sopro de ar fresco. A culminação de uma tecnologia de ponta. É mágico e vai mudar tudo.
O que é o Firefox OS?
Para aqueles que estão pensando no que estou falando, deixe-me aumentar a velocidade.
Firefox OS é um novo sistema operacional desenvolvido pelo projeto Boot to Gecko (B2G) da Mozilla. Ele usa o kernel do Linux e inicializa dentro de uma runtime engine baseado no Gecko, permitindo que usuários rodem aplicações desenvolvidas inteiramente em HTML, JavaScript e outras APIs de aplicações livres para a web.
Resumindo, o Firefox OS pega todas as tecnologias que usamos na Web, como JavaScript, e as usa para produzir todo um sistema operacional móvel. Pense mais a fundo nisso por um momento – é um sistema operacional móvel feito em JavaScript!
Para fazer isso, uma versão ligeiramente customizada do Gecko (o motor por trás Firefox) foi criada, que inclui novas APIs JavaScript, necessárias para criar uma experiência semelhante a que se tem em um telefone. Isso inclui coisas como WebTelephony para fazer chamadas telefônicas, WebSMS para enviar mensagens de texto, e a API de vibração para, bem, faz as coisas vibrarem.
Mas o Firefox OS é muito mais do que as mais recentes tecnologias Web sendo usadas de maneira insana. De tão impressionante como que é, é também uma combinação de muitos outros projetos da Mozilla em uma única visão – a Web como uma plataforma. Entre esses projetos estão a nossa iniciativa Open Web Apps e o Persona, a nossa solução para a identidade e logins na Internet (formalmente conhecido como BrowserID). É absolutamente fascinante ver tantos projetos diferentes da Mozilla sendo usados juntos em uma visão única e coerente.
Vou deixar a descrição aí, já que o objetivo desse post não é explicar o projeto em detalhes minuciosos. Mas de qualquer forma, mais informações podem ser encontradas nas páginas do Firefox OS no MDN. Eu definitivamente recomendo que você dê uma olhada nelas.
Por que Firefox OS?
Bom, você pode estar pensando: “Isso parece legal, mas por que usar JavaScript para construir um telefone?”. E você estaria certo, esta é uma pergunta muito importante a se fazer. A boa notícia é que existem muitas razões pelas quais esta é uma boa ideia, além de fazer os desenvolvedores Web quererem ficar de joelhos.
As duas razões principais são que o Firefox OS preenche uma lacuna no mercado móvel e que ele fornece uma alternativa para o atual cenário proprietário e restritivo da Web móvel.
Preenchendo uma lacuna no mercado de telefonia móvel
Não é de se surpreender que os smartphones são muitas vezes ridiculamente caros, mesmo em áreas do mundo em que aparentemente há renda alta. Mas se você pensa que eles são caros nos países em que as pessoas ganham o suficiente para pagar por eles, pense por um momento que um iPhone 4S de 16GB custa o equivalente a £615 [cerca de R$2.000,00] em um mercado em desenvolvimento como o Brasil – que é mais de £100 [cerca de R$330,00] mais caro do que o mesmo telefone no Reino Unido!
Os preços inflacionados no Brasil são causados principalmente por níveis elevados de imposto de importação. A Apple aparentemente está trabalhando para evitar isso no futuro, através da construção de linhas de produção locais no país. Mas independente disso, a situação aponta para uma questão fundamental: dispositivos high-end caros não são sempre uma opção em todas as áreas do mundo. Muito menos o fato de que em alguns lugares você pode não querer levar um telefone do mesmo preço de um carro pequeno.
Então, o que você faz se você quiser uma experiência de smartphone sem jogar fora uma quantidade absurda de dinheiro? Você poderia voltar-se para os dispositivos Android baratos, mas eles tendem a ser ruins.
Felizmente, este é o ponto em que o Firefox OS entra…
O objetivo do Firefox OS não é competir com dispositivos high-end, mas oferecer smartphones de entrada e intermediários a preços de feature phones.
Bonnie Cha (em inglês)
O Firefox OS preenche essa lacuna no mercado perfeitamente. Ele oferece uma experiência de smartphone em um hardware barato e low-end, que é comparável com a uma experiência de um Android de hardware intermediário. E isso não é uma piada.
Por exemplo, estou testando jogos escritos em JavaScript em um dispositivo com Firefox OS que custa £50 [cerca de R$165,00] (sem dúvida, um dispositivo muito low-end). Você deve esperar que eles rodem muito mal, mas eles não só rodam muito mais rápido do que os mesmos jogos em um navegador do Android (Firefox ou Chrome) no mesmo dispositivo, eles rodam tão rápido quanto, se não mais rápido, do que o mesmo jogo rodando em um navegador do Android em um dispositivo muito melhor, que custa 4 ou 5 vezes mais.
Por que essa melhoria absurda de desempenho em navegadores do Android em dispositivos idênticos? É por causa da falta de coisas entre Gecko e do hardware, fazendo com que coisas como JavaScript possam rodar tão rápido quanto possível. É o fim do JavaScript lento!
Esse desempenho de JavaScript em hardware barato é uma das razões pelas quais eu estou convencido de que o Firefox OS é o começo de algo grande.
Oferecendo uma plataforma alternativa e aberta
A segunda razão do “Por que o Firefox OS?” é que ele não é só uma tentativa de oferecer uma plataforma móvel alternativa e aberta, mas também uma forma de enfrentar e tentar influenciar os grandes players proprietários a mudar algumas coisas.
A missão da Mozilla desde o seu início, em 1998, primeiro como um projeto de software e posteriormente como uma fundação e uma empresa, foi a de fornecer tecnologia aberta que desafia um produto corporativo dominante.
Steve Lohr (em inglês)
A Mozilla está tentando reproduzir seu sucesso com o Firefox, chacoalhando o mercado de navegadores e mostrando aos usuários que há uma alternativa, uma que permite estar no controle de como se usa a web.
Dessa vez, é a internet móvel que está ameaçada, e não pela Microsoft, mas pela Apple e pelo Google, as principais plataformas de smartphones. Com suas aplicações nativas, suas plataformas fechadas, suas lojas de software proprietárias e suas regras caprichosas para desenvolvedores, Apple e Google estão fazendo a tecnologia da Web menos relevantes.
Thomas Claburn (em inglês)
No celular, uma das principais áreas que precisa de melhoria é a portabilidade de aplicações…
Mesmo com toda essa agitação em torno de aplicações móveis, eles parecem estar um passo atrás em um aspecto: elas amarram os usuários a um determinado sistema operacional e os dispositivos que a suportam. A Web, por outro lado, evoluiu de forma que a experiência seja a mesma em qualquer hardware.
A Mozilla, que desenvolve o navegador Firefox, está determinada em fazer a mesma coisa valer para smartphones.
Don Clark (em inglês)
O que o Firefox OS pretende fazer é usar a natividade onipresente da Web para oferecer uma plataforma que permite que aplicações possam ser apreciado em um dispositivo móvel, um computador de mesa, um tablet, ou em qualquer outro dispositivo que tenha acesso a um navegador. Você não gostaria de ser capaz de continuar jogando Angry Birds no seu computador de mesa de onde onde você parou no seu celular? Eu com certeza gostaria!
Um sonho hackeável para desenvolvedores
Uma razão final do motivo pelo qual o Firefox OS é necessário é que nós não temos realmente uma plataforma móvel hackeável comparável nesse momento (você pode de alguma forma personalizar o Android, mas não é fácil).
Como o Firefox OS é construído usando HTML, JavaScript e CSS, você só precisa de habilidades básicas de desenvolvimento Web começar e mudar completamente a experiência de um dispositivo. Você pode literalmente mudar uma linha de CSS e mudar completamente a forma como os ícones da tela inicial se parecem, ou re-escrever alguns arquivos centrais JavaScript que lidam com telefonemas.
É verdadeiramente uma plataforma para desenvolvedores e eu estou muito animado para ver ela sendo levada para além da visão da Mozilla.
Timing perfeito
Algo que eu tenho plena consciência durante meio ano e meio na Mozilla é como estou feliz de estar aqui no início do projeto Firefox OS. Se bem me lembro, ele foi anunciado (como Boot to Gecko) internamente durante minhas primeiras semanas de trabalho.
As coisas eram emocionante naquela época, mas cara, elas se tornaram ainda mais emocionantes ao longo do tempo. O Firefox OS é, literalmente, a coisa número 1 em que estou trabalhando no momento e sinceramente amo, realmente me sinto privilegiado de fazer parte disso. [Nota do tradutor: eu também me sentiria assim se tivesse o privilégio de poder me dedicar a isso. Fico feliz por você Rob :)]
Eu me pergunto muitas vezes se é assim que as pessoas se sentiam ao trabalhar em Mozilla durante o lançamento inicial do Firefox: a emoção, a paixão, o nervosismo e a incapacidade de explicar muito bem como tudo isso é incrível e por isso as pessoas deveriam se importar.
Para ser honesto, eu não acho que muitas pessoas vão realmente entender o que está acontecendo com o Firefox OS e por que isso realmente importa até muito tempo depois de ser lançado. Um pouco como o que aconteceu com o Firefox, eu suponho.
Por ora, estou feliz de estar na Mozilla em um ponto muito interessante da sua vida.
Mentes explodindo
As pessoas que entendem direito agora são os desenvolvedores que pegaram os dispositivos de demonstração que ocasionalmente aparecem com Mozillianos durante eventos. Não há muito que eu goste mais do que ver as expressões enquanto eles passam por vários estágios de emoção ao brincar com os dispositivos…
- Ela começa com uma confusão leve – uma espécie de olhar “Por que você acabou de me dar um dispositivo Android?”
- A confusão que se segue é a súbita percepção de que esse não é um Android, e sim algo construído usando JavaScript
- Depois de algum tempo começa uma espécie de (“Puta merda!”) explosão mental
- Um pouco mais e eles estão profundamente concentrada, explorando todos os cantos do dispositivo e fazendo muitas perguntas
- O último estágio é a relutância leve, ao pedir de volta o dispositivo e um “Isso não foi de todo ruim, estou impressionado!” ao final, quando eles o entregam.
Você deve imaginar que eu inventei isso para fazer as coisas parecerem maravilhosas e incríveis, mas eu sinceramente vejo essas exatas reações das pessoas param quem eu mostro os dispositivos. É realmente muito engraçado.
O que eu tenho percebido é que quanto mais eu vejo os outros brincando com um dispositivo Firefox OS eu me convenço mais de que ele vai mudar o jogo. Só aparecem mentes explodidas a torto e a direito, com quase nenhuma necessidade de explicação da minha parte.
Muito desafios
Não seria justo falar sobre a grandeza do Firefox OS e as coisas que eu estou trabalhando sem falar de alguns dos desafios que temos que resolver.
De um lado, temos questões mais gerais, como a forma de gerir um ecossistema de aplicações aberto e não restritivo, ou a possível fragmentação de dispositivos como há com o Android. Essas questões são importantes, mas no fim das contas são desinteressante para mim.
No entanto, o que mais me interessa é o desafio que temos com jogos HTML5 em dispositivos móveis – tanto as questões de desempenho percebido e desempenho real que os desenvolvedores geralmente se queixam. Isso não é de forma alguma um problema específico do Firefox OS (Android e iOS são tão ruins quanto), mas agora eu estou focado exclusivamente no Firefox OS e como podemos melhorar as coisas nele.
Do jeito que as coisas estão, a maioria dos jogos pré-existentes em HTML5 para celular ou rodam realmente mal (0-20 FPS), ou mais ou menos (20-30 FPS). A maioria desses jogos não funcionam em uma taxa de frames estável também, o que torna a experiência não muito agradável.
O que é interessante é que muitas das questões não necessariamente parecem estar relacionadas com o dispositivo ou com JavaScript. Há alguns jogos intensos, como Biolab Disaster, que rodam surpreendentemente bem mesmo no dispositivo low-end de £50 [cerca de R$165,00] que eu estou testando – estamos falando entre 40 e 60 FPS.
É definitivamente claro para mim que, embora os dispositivos e plataformas sejam, por vezes, os culpados (não tão frequentemente como alguns gostariam que fossem), há muita coisa que podemos aprender com os jogos que têm bom desempenho nos dispositivos low-end para ver o que eles estão usando técnicas e qual a melhor forma de educar os desenvolvedores que usam HTML5 em dispositivos móveis.
Eu realmente acredito que os jogos muito intensos HTML5 podem rodar bem em dispositivos móveis, mesmo em dispositivos low-end. Por que estou tão confiante sobre isso? Porque as pessoas já estão fazendo esses jogos hoje. Há duas coisas em que eu confio muito nessa minha vida … meus olhos.
Nós vamos chegar lá.
Além da experiência móvel
O que me excita mais sobre o Firefox OS não tem nada a ver com o dispositivo móvel que vamos lançar no próximo ano, mas sim o que o futuro nos reserva. Eu toquei nesse assunto antes, quando falei sobre o Firefox OS ser um sonho hackeável, e como as pessoas poderiam pegá-lo e estendê-lo para além da visão da Mozilla.
A boa notícia é que isso já está acontecendo hoje. Nós já temos um port do Firefox OS para o Raspberry Pi, assim como um para a PandaBoard. Eles não são perfeitos, mas o que é incrível (eu me esforcei bastante para evitar essa palavra) é que tudo isso aconteceu antes mesmo do Firefox OS ganhar a sua primeira versão.
Você também pode rodar o Firefox OS através de um cliente desktop no Mac, Windows e Linux. Apesar de não oferecer o mesmo acesso ao hardware que você teria em um dispositivo, o cliente de desktop permite que você tenha todos os outros recursos do sistema operacional (como aplicativos rodando em processos separados) e é bem fácil de configurar.
Eu só posso imaginar o dia em um futuro não tão distante onde a API Gamepad chegar no Gecko e puder ser acessada através do cliente desktop do Firefox OS. O que é tão legal sobre isso? Bem, não é tão difícil imaginar um cliente desktop rodando em um dispositivo conectado a uma TV, com o sistema operacional customizado para usar um gamepad como entrada em vez de mouse e toque (é tudo JavaScript, lembre-se).
O que temos aqui é o início de um console de jogos HTML5, e é realmente algo que eu estou interessado em explorar no meu tempo “livre” fora do Mozilla.
Meu ponto aqui é que estamos chegando a um ponto no tempo em que os dispositivos podem agora ser programados usando as mesmas tecnologias que normalmente usamos para construir sites na Web. O que poderíamos fazer com um mundo cheio de dispositivos programáveis com essas tecnologias, que podem acessar e se comunicar com as mesmas APIs?
Estou desesperado para ver como esse mundo se parece!
Tutorial: Como mudar o firmware e atualizar o Android no Galaxy Note
O Samsung Galaxy Note, modelo GT-N7000, é vendido em diversos países e em diferentes continentes. Como consequência dessa disponibilidade e das personalizações regionais que os fabricantes precisam fazer, há uma variação no estágio de atualização dos aparelhos, recentemente evidenciada pela liberação da primeira versão do Android 4.0 (Ice Cream Sandwich) para o aparelho na Alemanha.
Neste tutorial será mostrado como contornar o problema da atualização através da mudança de firmware no Galaxy Note. O processo foi recentemente analisado no post sobre motivos para se fazer ou não a mudança de firmware de um aparelho, no qual são citados os problemas que podem ocorrer e os benefícios que podem ser conseguidos. Entre as vantagens estão a própria atualização do sistema operacional do aparelho, a retirada das personalizações e restrições feitas pelas operadoras e restauração da versão original do sistema, caso ocorra algum problema.
Análise: Por que mudar (ou não) o firmware de um aparelho?
Em um cenário no qual pessoas de diferentes países podem acompanhar lançamentos e novidades que surgem para dispositivos móveis, diferenças regionais de disponibilidade de recursos para um aparelho são fonte de desagrado. Variações regionais com relação ao acesso a um aplicativo, correção de um bug e atualização de um sistema operacional são alguns dos problemas que ocorrem. Uma opção viável para mudar essa situação é a mudança do firmware do aparelho para o do modelo mais beneficiado, geralmente de uma versão internacional.
Dos problemas citados, a espera por atualizações do sistema é uma das maiores fontes de frustrações de donos de dispositivos móveis. Apesar de não ser um fenômeno recente, atualmente há bastante repercussão associada à atualização de aparelhos Android; e não é à toa. Além de o sistema operacional da Google ser o mais vendido atualmente, há todo um processo burocrático envolvido na atualização, que passa pela liberação do código pela Google, atualização de drivers, personalização para atender características de legislação e cultura de cada país e, por fim, pelas operadoras. Nesse processo, aparelhos de uma região podem não ser contemplados com a atualização, enquanto o mesmo modelo pode receber em outro país — apesar de algumas vezes o apelo popular poder mudar essa situação.
Mesmo sem ter todo esse processo burocrático do Android, outros sistemas operacionais passam por situações relacionadas, como aparelhos de uma região receberem atualização antes ou depois de outra, um recurso estar disponível em alguns países e em outros não. O problema acontece até com dispositivos sem tanta dinâmica de atualizações, como e-Readers.
A mudança de firmware pode ser feita em smartphones, tablets, e-Readers e outros dispositivos e gera benefícios que vão além da pura e simples atualização do aparelho. Neste post serão vistos alguns dos conceitos envolvidos no processo de mudança de firmware e os motivos para fazê-lo ou não. Como aparelhos com Android geralmente são o maior alvo desse processo, há maiores detalhes sobre eles, porém, as informações são válidas para outros sistemas operacionais. Serão considerados apenas aspectos envolvidos no uso de firmware oficial, deixando para um outro momento o tema de firmware modificado.
Review: Sony Ericsson Live with Walkman
O Sony Ericsson Live with Walkman é um smartphone pouco conhecido, mas deveria fazer parte de toda lista de candidatos com boa relação custo-benefício. Enquanto aparelhos de baixo e médio custo trazem especificações sufocantes, com processador operando abaixo de 1 GHz, câmera traseira com baixa qualidade e sem câmera frontal (como Galaxy Ace, Defy e Optimus One), o Live muda o jogo sem perder o preço competitivo, sendo encontrado por menos de R$600,00. Mesmo diante de aparelhos topo de linha, o Sony Live traz recursos diferenciados, como ótima qualidade de áudio, leitor de cartão de memória e botão de disparo para a câmera. Neste review será visto até que ponto as especificações oferecem boa experiência e o que foi sacrificado para oferecer seu baixo custo.
Qual escolher: Galaxy X ou Galaxy S2?
Com o lançamento do Galaxy X (a versão nacional do Galaxy Nexus) no país, os brasileiros finalmente terão a oportunidade de ter um Google Device sem depender de importação. Contudo, tendo o Galaxy S2 como uma opção já estabelecida no mercado e com recursos semelhantes, com perdas e ganhos, devem aparecer dúvidas sobre qual deles escolher.
Para facilitar o processo de escolha, neste post serão analisadas as características do Galaxy X e do Galaxy S2 a fim de ressaltar as diferenças entre ambos. As informações apresentadas são o resultado do estudo das especificações, informações da Web e dados coletados diretamente nos aparelhos (com ajuda do @caferrari, fazendo testes no Galaxy S2). Para explicar as diferenças, será usado nosso tradicional método: como matar um leitor de tédio usando 10 tabelas — agora tentando fazer isso com “apenas” 9. :)
Review: Nokia N9
O Nokia N9 foi anunciado no dia 21 de Junho de 2011, pondo fim a quase dois anos de espera pelo pelo sucessor do N900. Nesse tempo aconteceram grandes mudanças. Foi anunciado o MeeGo, sistema operacional do aparelho, como resultado da união de esforços da Nokia e da Intel que uniram Maemo e Moblin. Posteriormente, foi divulgada a morte do MeeGo, pela união deste com o Limo, dando origem ao Tizen. Por fim, houve a revelação da parceria entre Nokia e Microsoft, que traria o Windows Phone para os aparelhos da finlandesa.
No meio de trocas de nomes, parcerias feitas e desfeitas e anúncios, o N9 ganhou uma versão própria do MeeGo, o Harmattan, que incorporou mais características do Maemo 6 do que do próprio MeeGo. No lugar de um aparelho interessante, mas pouco adequado para usuário final, como o N900, o smartphone da Nokia ganhou uma interface diferenciada dos concorrentes, com foco na simplicidade, dentro de um corpo com novo design amplamente elogiado e já trazendo serviços e aplicativos populares. Apesar de todas as grandes características, a morte prematura do sistema operacional lança sobre o aparelho uma grande sombra de preocupações. Não há certezas quanto ao tempo de vida do aparelho, levando em consideração o recebimento de atualizações para correção de problemas e adição de novos recursos, além da atratividade para receber novos aplicativos.
Neste review serão exploradas as características do aparelho, analisando os recursos do hardware e do sistema operacional, além de fazer uma comparação com o que é oferecido diante de outros aparelhos do mercado. Ao final, são evidenciados os pontos fortes e fracos do aparelho e as considerações finais.








